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Poema-esperança

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Encontrei, parei, solvi pela garganta ressequida. solucei, se magoei, perdoai ainda este espírito insolúvel. Continuei, andei, mastiguei, senti. Tão certo deste mistério quanto as letras deste verso o são te divisei. Esperança, a lança que perfura profundo rasgando outros amanhãs. Belos? Não sei. Buracos negros? Ignoro. Apenas mergulho iluminado, por este tesouro outra vez achado o qual denominamos esperança. Cursos 24 Horas Cursos On line com Certificado Cursos Online

BUSCANDO ETERNAMENTE

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O ano passou. O tempo se foi. Corremos atrás de soluções. Corremos em busca de amigos. Buscamos novos amigos. Corremos atrás da vitória tardia... mas que chegou! O tempo passou e corremos em busca de nós mesmo. Uma autobusca, um desejo intrínseco e pegajoso dentro de cada um de nós. Corremos, corremos, e continuaremos este ano. Até que nos passe a vida e partirmos em buscas das estrelas. Cursos On-line  

CEMITÉRIOS

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Naquele último jazigo não há quem profira palavra alguma. A lua fria amarelada (gema de ovo), repousa então lúcida e dormente. Não ouço vozes, não vejo vulto naquele campo onde o silêncio arquitetou sua morada. Nada de vento gélido assoviando ou almas de mão geladas me apalpando. (Sem arrepios, sem tremores, sem suor frio). Apenas silêncio, repouso, descanço... Eterna sesta que não finda nunca. Cursos 24 Horas Cursos 24 Horas - Cursos Online Cursos On line - Cursos 24 Horas

Um Córrego de Águas Claras

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O tempo corre nas águas puras Deste córrego. São pensamentos do passado Entremeados em suas correntes Trazendo consigo Quem sabe Até a vida Que não pulsa Mais. Vertentes verdes Como ninfetas Sublimes ninfas Submissas Da eternidade. Nos veios dágua Vejo a origem Do tempo Do sonho Do estouro das galáxias Profundas no mais Profundo da Criação. E este córrego passa Como que silenciando Os últimos sussurros Das nossas madrugadas...  

Deixei a vida viver

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Deixei a vida viver Fazer das suas, aprontar. Deixei Ela falar do que pensasse Soubesse, subisse, solasse. Deixei a vida plantar seu pão. Lançá-lo sobre as águas. Pingar gota a gota no leito até encher seu rio. Viva vida feliz! Vai em paz seguindo Teu caminho, Teu redemoinho! Saiam da frente pois la vai a vida! Correndo como louca Subindo pelas ladeiras! Descendo pelos vales encharcados de transeuntes Boquiabertos vendo seu espetáculo!  

Seis Horas

São seis horas quando bate o sino. É quando voltam para casa O rico e o pobre, O pequeno e o grande. Então os seus sonhos se esfumaçam E onde os próprios se acabam. Se acabam no final do dia e com o dia. É a hora quando surge o sonhador E eu fico meditando: "se Nosso Senhor Não tivesse criado a noite cheia de estrelas E de escuridão sem fim, e de calmaria?" Então não se poderia sonhar Porque a vida seria um dia sem fim. Um dia apenas de duras realidades, Um dia em que morreríamos Porque não poderíamos sonhar. Eu tenho certeza que aquele interminável dia Torna-se-ia numa imensa noite Para todos os viventes... E nunca saberíamos como sonhar, Jamais sonharíamos com o amanhã.

Espinhos

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Às vezes vejo-me impotente entre os espinhos num imenso emaranhado de pontiagudas emoções. Luto para extirpar da alma este tormento... meus anseios convulsionam-se perdidos no fim dos meus dias. Verei algures um túnel iluminado? Um raio de esperança? Ou um "fio de ariadne" para guiar-me? Entorno a alma vazia de soluções perante mim, e revolvo-me agonizando nestes espinhos do meu viver. Eu nunca os desejei, mas aí estão. Jamais os invoquei, porém na noite escura me acharam. Ocultei-me no meu eu mais profundo e os pavores me cercaram, e os espinhos pontiagudos me encontraram finalmente.

O QUE É ISTO?

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O que queres tu saber acerca da Poesia? Clamai ao poeta e ele vos responderá. É o sol quando põe-se no horizonte Atrás dos montes, é o sol Cheio de raios para te aquecer. É o frio, a branca neve da Groelândia Para te arrepiar. Poesia é quando nada tem palavra Para te ensinar, e sussurrante vem Te namorar. É ainda o sangue, o espinho Dos heróis e mártires Na guerra a assolar. É onda quebrando no final do mar. São várias palavras mágicas no arco-íris Colorindo o teu céu. Elas decifram o que há no limite De tu'alma a cantar.

A LENDA DE UM POEMA

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Era uma vez um poema que escrevi algum dia. Do papel (A-quatro) em que o tal se realizava fiz um aviãozinho usando linhas retas para trabalhá-lho. Depois lancei-o bem longe. Ele rumou para o Norte, Acertando em cheio a lua cheia Onde vou morar. Suas letras, suas frases, etc, eram madeira, tijolo, areia e coisa-e-tal, dos quais surgiu uma casa para os meus futuros versos repousarem calmos. Ali estarão bem distantes. Alheios aos murmúrios das cidades, aos zig-zag das metrópoles errantes, alheio aos abortos jogados nas lixeiras, aos trânsitos nervosos de Nova Iorque e São Paulo, aos trancos e barrancos das nações, às emoções cor de sangue dos seus orientes. Ali bem distante, indiferentes aos descasos dos eleitos do povo, dos falsos mestres sentados em seus tronos, ali eles (os versos) regurgitarão a balada dos hipócritas, dos espiritualmente saciados, dos mestres das zanguizarras de Washington e Bruxelas...bem longe onde nada disso possa inspir...

Soneto da Casa Abandonada

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Eu nasci no Sítio Jatobá, zona rural do município de Bananeiras, Paraíba. Em 1978 meu pai comprou uma casa na cidade e fomos morar em Solânea, pertinho da nossa propriedade. O meu tio Geraldo casou-se e ficou tomando conta do sítio. Mas 26 anos depois ele também veio morar na cidade e o sítio foi vendido. A casa onde nasci agora é uma tapera abandonada caindo aos poucos, mas que a história vivida nela jamais tombará. Eu nunca esquerecei os momentos felizes (e infelizes também) que passei nela. Hoje escrevi este soneto: Naquela casa vazia, abandonada Ó, nem aos menos o silêncio restou. Apenas de mim a saudade, mais nada, Paira sobre a casa a sós em que habitou O meu sonho atado à noite enluarada, Em que luzidia minh'alma encarnou Todos os sonhos duma vida e amou Também a esta casinha desprezada. Ficarás pra sempre ao relento. Dia após dia outro alguém mendigarás Consolando-te apenas o meu pensamento. Sobre este solo em que teu corpo jaz Pensando em mim ...

Do Riso que se Foi

Deletai-me a dor, Ó musas a cantar No jardim do amor, -Pérolas do meu mar. Dai-me um vetor Onde eu possa estar, Ó musas do alvor, Do clarão do Luar! Num arquivo ali, Não sei de preciso, Resta o que construí. Se foi de improviso (esse mal sofri). -Devolvam-me o riso!

Bantos e Sudaneses

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Hoje eles são disfarçados, Mas no geral são iguais. À mesma faina forçados Dentro dos canaviais; - Bantos e sudaneses, Jamais fostes libertados! Ainda sois açoitados No tronco do preconceito, Á escravidão amarrados, Sugado o vosso direito. -Bantos e sudaneses, Jamais fostes libertados! Do mesmo barro formados, Ó negros sois! Não temais, Pois somos todos criados Dentro de canaviais. -Bantos e sudaneses, Nós somos todos iguais!

Abandonado

Quando eu te encontrei sozinho estavas. Percebi sobre a tua cabeça inerte Uma coroa de espinhos agudos. Quando olhei ao redor haviam fugido Todos quanto reclinaram-se ao teu peito. Antes saciastes uma multidão; Agora és reducto de fome e sede. E onde a dor e a morte se alojaram. Antes, o rei; hoje, o servo Repartido entre a morte e o desespero. Antes eras príncipe de príncipes; Agora, escravo da solidão. Procuro alguém que console tua alma E que venha fartar-te de pão e vinho... Eras tão grande e agora tão pequeno; Eras tão forte e de repente fostes vulnerável! Porém, entendo que escolhestes um caminho melhor: O amor, o qual te fez um vencedor. Este trouxe vitória e outra vez a coroa da justiça Foi posta em tua cabeça. Uma espada de dois gumes É o teu reinado. E novamente a avida amanheceu. Diante das densas trevas e dos homens Foi anunciado a Redenção.

Paz na Terra

Minha canção é para que sempre Haja luz iluminando os corações. Que as aves não cessem o seu canto. Meus verso são para que os desertos Não avancem nos corações humanos E que a água potável jamais se acabe Nas fontes no meio dos vales. Que as geleiras continuem Sólidas como no princípio. Que os campos branquíssimos De neve sejam Sempre como cobertores Sobre a Groelândia, e no pólo sul A Antárdida sempre esteja entrando numa fria. Que o ar do horizonte seja eternamente Saudável, e que as matas Nunca percam este verde que inspira a própria vida. Que os meus olhos não vejam o mar Adentrando sobre a costa aterrorizando As cidades dos homens. Que o espírito dos tsunamis estejam Para sempre adormecidos. O mar sossegado embale apenas os seus filhos Desde as suas profundezas e Jamais pertubem os filhos de Adão.

Vaso Quebrado

(No dia em que o meu querido paizinho expirou e rendeu o seu espírito nas mãos de Deus.) Eu, como cacos de um vaso quebrado qualquer, Quem me observaria? Que luz poderia brilhar no fim do meu túnel naquele momento? Pois só absinto e ervas amargas sobraram para minha refeição. Que luz do alto iluminará com seus raios dourados Sobre este poema de versos insignificantes que nasci? Um ancião mui avançado na idade Se daria ao trabalho de ensinar-me profundos segredos do além? Só assim minh'alma sossegaria por um tempo E outra vez minha tristeza dançaria de alegria. Um verbo ressoaria expressões de consolo. Sim. Um verbo feito carne cujas sílabas Compõem o eterno cântico da sabedoria. Ele sim, poderia secar lágrimas quentes Sobre o rosto desfigurado. Como alcatéias de lobos loucos e furiosos São meus pensamentos. Bebe meu ser água pura da fonte? Juntai os outros cacos deste mal-feito-vaso-quebrado. Mas quem poderia reuní-los a fim de que belo vaso fosse? A quem se indagou fugiram as pala...
POEMA NAVEGANDO Hoje eu abri e lancei meus olhares sobre diversos sites (obra das mãos dos homens). Eu li as crônicas da prole dos homens abastados. Saciedade havia em seus mesas E o brilho de ouro e pedras preciosas Ornamentavam os seus apartamentos. Para eles estava disponível uma senha (mistério) Para acessar no recinto Onde apascentavam seus rebanhos de sonhos. Li que haviam casas como fortalezas Bem vigiadas pelos seus fiéis sentinelas, E de dia e de noite as protegem. Vi os seus rostos sorridentes E que andavam altivos pela avenida Da grande cidade a quem chamavam (outro mistério) "O coração do mundo". Ali os seus mancebos filhos dos abastados Passeavam fogosos dentro de seres Os quais se moviam sobre quatro rodas E tinha olhos como de fogo. Para onde elas se viravam aquele monte de metal as seguiam e não olhavam para trás. Eis que se moviam velozes como relâmpagos. Quem poderia detê-los? Porém a sua ferocidade era detida Pelos sinais luminosos (ora verde, amarelo ou ve...
POEMA DE QUANDO ESTAVA EM SÃO PAULO Simples sou como qualdquer homem Que mesmo dando apenas Dois passos na vinte e três de março Prossegue seu destino. Simples sou como Qualquer um que ama, Mesmo que seja uma flor Murcha na calçada. Pelos pequenos parques da cidade, Como meninos perdidos do Limbo, Procuro o que respirar de bom, Procuro o que ver de bom, Procuro o que imaginar de bom... Pelos pequenos parques verdes Desta grande senhora Ornada de cubos de cristal-pedra-e-aço. Perdidos vão os silêncios Por entre suas avenidas. Sossobrando pelas esquinas Eles seguem buscando como borboletas "Pousar no meu chapéu". Simples como algum Poeta acadiano Sonhando rios despoluidos E casas de portas semi-abertas Sem que o estranho as espreite. Que busca uma face amiga Dispersa na multidão destes calçadões. No cosmo destas ruas Simples como "Dirceu de Marília" Juntos no "prado coberto de cabras" Quero placidamente ser. Simples como o viajante De outras passadas luas S...
ADAM ET EVE A tout moment, tous les rêves ont commencé, devant mes yeux. Toutes les illusions prospérer sans s'effondrer, mais le rêve demeure. Eva, tu as été mon rêve et de la mesure du possible. Ont été, soudainement, la muse plus sensibles, ont été pour moi le plus sublime poème, la plus plausible strophe où les versets ont été les pommes d'or, et les vers, que les arbres ne sont pas interdites. Tout à coup, il n'a pas été de rêve ce qui était devant moi (la chair de ma chair et l'os de mes os). Cette réalisation. Parfum de pommes en provenance de entrailles de la rouge de plaisir. Love qui a émergé dans le coeur de l'Eden, pollen des roses célestes le mystère de ton sein a révélé. Les quatre rivières versant lait et de miel, en nous, et l'éternel rêve de l'amour si avidement est né dans les multifaces du pays béni.