terça-feira, 16 de outubro de 2012

Série Povos da Terra - Os Druidas


Bardos, Ovates e Druidas



Publicado com a permissão de Rowena Arnehoy Seneween ®


Os Druidas eram sacerdotes a maioria das tribos celtas, além de filósofos, poetas, legisladores, conselheiros, historiadores, médicos, juízes, professores, profetas, magos e guardiões das tradições orais da tribo, constituindo assim, a unidade político-religiosa dos celtas. O Druidismo, por sua vez, um fenômeno exclusivo da sociedade celta.
É impossível falar dos Druidas sem falar dos Celtas e vice-versa. Os Celtas eram compostos de várias tribos, sendo que cada uma tinha seu próprio chefe e, apesar de serem bem diferentes entre si, possuíam uma cultura em comum, uma raça guerreira, o parentesco das línguas, os costumes, a religião e, conseqüentemente, os sacerdotes.
Imagem de John Duncan
A etimologia da palavra Druida (Druid), vem através das línguas britônicas (galês, bretão e córnico), que significa aquele que tem o conhecimento do carvalho, assim como, das línguas goidélicas (gaélico irlandês, gaélico escocês e manês), que significa aquele que tem a sabedoria do carvalho ou homem sábio.
O sentido de "sabedoria do carvalho" é confirmado pelos relatos de Plínio, o Velho, historiador romano (23 d.C. - 79 d.C.), associada as suas práticas religiosas - "Um druida vestido de branco, subia numa árvore de carvalho e fazia o corte do visco com uma foice de ouro".
Os Druidas dividiam-se em três tipos de funções ou ofícios sacerdotais, que eram: os Bardos, os Ovates e os Druidas.
"Entre os povos da Gália, em geral, existem três tipos de homens, conhecidos por sua honra excepcional: Bardos, Ovates e Druidas. Os Bardos são músicos e poetas, os Ovates, adivinhos e filósofos naturais, enquanto que os Druidas, além da filosofia estudam também a moral." Diodoro Sículo - historiador grego, que viveu no séc. I a.C.
- Os Bardos, conhecidos como Filid (plural de Fili) na Irlanda, possuíam habilidades poéticas, artísticas e acadêmicas. Eram encarregados de transmitir os ensinamentos druídicos, contando suas histórias e lendas na forma de poemas recitados ou através de músicas. Eles foram considerados os grandes guardiões da tradição oral.
- Os Ovates ou Vates possuíam habilidades intuitivas e mágicas, incluindo a cura, a astrologia e a adivinhação. Eram considerados profetas, xamãs e videntes. Trabalhavam os três reinos do passado, presente e futuro, em estados de transe, recebiam mensagens do Outro Mundo e previam o destino de toda a tribo.
- Os Druidas possuíam a função sacerdotal, exercendo também, a função de conselheiros e filósofos. Eram eles os responsáveis pelas cerimônias religiosas, pelos rituais em geral e por todos os julgamentos proferidos na tribo. Os Druidas eram considerados grandes intelectuais, detentores de um vasto conhecimento sobre a terra e os astros. Seus conhecimentos iam desde as propriedades curativas das ervas à comunicação com os Deuses. Por essa razão eram sempre consultados pelos reis e chefes das tribos celtas.
O sacerdócio não era uma casta fechada, mas aberta a todos aqueles que demonstrassem aptidão para o mesmo. Os Druidas, normalmente, constituíam família.
Os Druidas ensinavam sobre a metempsicose, termo que descreve a transmigração da alma, de um corpo para outro, com a possibilidade da alma humana habitar outros corpos animais ou vegetais. Entre seus ensinamentos há relatos sobre a doutrina pitagórica de a alma renascer em outro corpo depois da morte.
“O testemunho dos escritores greco-romanos demonstra que os Druidas ocupavam-se de um grande número de funções político-religiosas e que eles eram envolvidos com a profecia e a prática de magia, bem como, responsabilidades sacerdotais mais básicas como organização do culto, oração e sacrifício.” (Dra. Miranda J. Green). 
Além das funções citadas, possuíam o dom de prever o futuro e entravam em transe xamânico para contatar o Outro Mundo. Considerados mestres da magia faziam encantamentos quando necessário e provocavam um sono mágico nos inimigos, possivelmente hipnótico. Outra habilidade era produzir brumas misteriosas para mudar de aparência ou se esconder, uma arte conhecida como "féth fiada".
Eles também podiam impor a uma pessoa um "Geis", uma espécie de proibição ou tabu, uma maldição ou um feitiço que, ao ser quebrado, acarretava terríveis conseqüências ao transgressor.
Podemos concluir que os Druidas pertenciam a um sacerdócio puramente celta.
Na Gália (atual França), Grã-Bretanha e Irlanda eles ensinavam àqueles que pretendiam tornar-se Druida, apenas de forma oral ou através do Ogham, seus estudos podiam se estender até vinte anos de máxima dedicação. Por esse motivo, ficamos apenas com um legado de conhecimento perdido no tempo.
Enfim, tudo o que sabemos hoje sobre os druidas, fora o fato de que eles adoravam o carvalho e o visco, são de relatos vindos de militares e historiadores greco-romanos e, posteriormente, na Idade Média, por monges e abades, pois a sua verdadeira origem ainda é um mistério...
Por isso é muito importante pesquisar em diferentes fontes, além de ler a opinião de vários historiadores, pois a história, infelizmente, é facilmente manipulável, conforme os interesses pessoais, principalmente, daqueles que venceram as batalhas.
Seguir a intuição, baseada em fatos, nos faz sair da mera ilusão romântica, para as mais belas descobertas adormecidas da alma... Que assim seja!
Rowena Arnehoy Seneween ®
Referências bibliográficas:
GREEN, Miranda Jane Aldhouse - Exploring the World of the Druids - London: Thames and Hudson, 1997.
JUBAINVILLE, Henri-Marie D‘ Arbois.- Os Druidas. Os Deuses Celtas com Formas de Animais - São Paulo: Madras, 2003.
MACCULLOCH, J.A. - A Religião dos Antigos Celtas - Edinburgh: T. & T. CLARK, 1911.

Créditos da imagem - John Duncan: 1866-1945.


Acesse e saiba mais sobre a história dos druidas e celtas http://www.templodeavalon.com

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A Nova Jerusalém: a Cidade de Deus, de Cristo - Parte 02


     
    Na teologia deuteronomista, dentro da qual se encontra o profeta, vem a consci-
ência do exílio como punição de Yahweh contra o povo por causa da idolatria e da corrupção do templo (cf. Dt 30,1-20). O povo havia desvirtuado o sentido do templo e do 
sagrado. Na profecia de Isaías, o templo deveria ser a casa de oração para todos os povos (Is 56,7). É bem verdade que na oração de inauguração do templo, Salomão intercede pelo estrangeiro, aquele que vem de longe, se vier a orar no Nome de Yahweh nesse 
templo, ele poderia ser atendido lá dos céus onde Deus mora (1Rs 8,41-43). Conforme 
essa oração, atribuída a Salomão, haveria uma possibilidade ecumênica de presença no 
templo, mas todas as orações e ritos deveriam estar voltados para o mesmo Deus, o 
Deus de Israel. Um outro aspecto interessante dessa oração é que  Deus não mora no 
templo, ele mora nos céus, por que nem os céus e tão pouco essa casa podem abarcar 
Deus (1Rs 8,26-27). Essa consciência da soberania e magnanimidade de Yahweh contrasta com a visão política do templo aplicada por Esdras, como motivação para o retorno dos filhos dos exilados, o qual insiste que o Deus de Israel reside em Jerusalém (Esd 
1,1-6). Afinal, YaHWeH, Deus de Israel, mora ou não mora no Templo?

Os conflitos religiosos e sociais sempre complicaram a relação do sagrado com o 
profano na tradição de Israel. O profeta Miquéias afirma que quando o povo entrava no 
santuário, cheio de pecados, Yahweh se retirava dele (Mq 1,2-3). Se Yahweh sai do 
santuário e vai para os altos montes da terra, ele protesta contra a hipocrisia de Israel e 
vai escutar os pagãos que fazem seus sacrifícios nos lugares altos. É o protesto de Yahweh contra seu povo. O pecado social do povo é a razão do exílio e, segundo o profeta 
Jeremias, o retorno do exílio seria mais importante do que o êxodo do Egito (Jr 16,14-
16). 

Diante dessa teologia deuteronomista, até certo ponto, nacionalista, tratava-se de 
justificar a pureza da raça, a exclusão dos estrangeiros e os privilégios dos que estavam 
retornando sob os auspícios dos persas. Assim justificado, Esdras convoca todos os 
homens para que apresentem a genealogia de suas esposas, e caso não fosse comprovada sua pureza genética, segundo a descendência abraâmica, eles assinariam o libelo de 
repúdio (Esd 9-10)1
.
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Na tradição semítica não é correto falar de divórcio, pois esse lexema pressupõe um direito bilateral de 
petição jurídica e de estado de direito. Visto que as mulheres eram compradas pelas famílias dos maridos, 
depois do casamento elas passavam a ser propriedade dos maridos, e unicamente eles tinham o direito de 
sobre o destino delas. Assim não se fala que a mulher não deve cobiçar o marido da próxima, mas somente o homem não pode cobiçar a mulher do próximo (Ex 20,17; Dt 5,20). Sendo propriedade do marido, 
esse poderia dar a carta de repúdio (expulsão) por qualquer motivo (Mt 19,3).

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A Nova Jerusalém: a Cidade de Deus, de Cristo - Parte 01





Leitura intertextual de Ez 48,30-35, Ap 21-22 e App 1 de Paulo 23-50.
 Por Isidoro Mazzarolo

A Cidade e o Templo de Jerusalém em Ez 40-48.


Ezequiel é um profeta que escreve, provavelmente, dentro do exílio da Babilô-
nia. Quando Ezequiel escreve sua profecia, Jerusalém ainda estava em escombros. 
expectativa do profeta não é escatológica, não é futurista, ela é histórica, imediata, concreta. O Deus do seu povo mora em Jerusalém, Yahweh não foi para o exílio, ele ficou 
sem a casa, mas reside nesta cidade (Esd 1,3). O profeta almeja e sonha que essa cidade 
dos seus antepassados seja reconstruída e Deus possa voltar a ser cultuado no seu monte 
santo, no seu templo (cf. Esd 1,4).
A profecia mistura sonho e visão com a expectativa, anseios concretos e imediatos de uma cidade reerguida das cinzas. Ezequiel não está longe da realidade, mas sua 
forma de escrever é enigmática e reconstrutiva do passado perdido na destruição e nas 
deportações. A visão da nova cidade começa no capítulo 40 e se estende até o capítulo 
48 e tem caráter político e religioso. O profeta espera que a cidade volte a ser o lugar da 
morada de Deus, por isso, não bastavam apenas medidas econômicas para reconstruir a 
cidade, suas muralhas, seu brilho e pujança, era preciso também tomar sérias medidas 
religiosas e culturais a fim de impedir que outro exílio acontecesse. Essas medidas culturais exigiriam uma seleção e exclusão do acesso ao templo. Todos os incircuncisos de 
coração e de corpo, bem como nenhum estrangeiro poderiam entrar no novo 
templo (Ez 44,49). 


Essa medida drástica evitava a possível ocasião de profanação do templo através 
da impureza ou da indignidade de orar no Templo: “Que nenhum estrangeiro penetre no 
interior da balaustrada e do recinto que cercam o santuário. Aquele que venha a ser apanhado só a si próprio deverá culpar pela morte que será o seu castigo”
 O profeta estaria pressupondo uma nova forma de evitar abusos do passado 
no templo quando, em 
virtude de acordos políticos, os reis de Israel casavam com mulheres pagãs e elas tinham o privilégio de colocar suas divindades no templo do rei e de prestar cultos idolá-
tricos no mesmo santuário (cf.1Rs 11,1-13). 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Modificador Boolean - Exemplo Prático 02


Aprendendo a usar modificadores booleanos no Blender. Nível iniciante.
                    Pré-requisitos: conhecimentos básicos do Blender.



Adicione um plane e redimensione como na ilustração (Fig 01)


Fig 01

Na Top View posicione assim (Fig 02)

Fig 02


Na Front View centralize assim (Fig 03)

Fig 03



Selecione o Plane e clique em Objects Modifiers (Fig 04)


 Fig 04



Clique em Boolean (Fig 05)

 Fig 05
Em Operation escolha Difference (Fig 06)

 Fig 06
Clique seguindo a ordem das setas amarelas (Fig 07)

 Fig 07


Clique em Apply (Fig 08)
  (Fig 08)




Mova a esfera (G Key) (Fig 09)


 Fig 09
Agora repitas os passos de 1 até 9. Posicione a mesma esfera no lado oposto do plane. Adcione um Cube e redimensionando conforme a imagem centralize-o (Fig 10) 

 Fig 10 
 Cube centralizado (TopView) (Fig 11)

 Fig 11

Na Left View modele o Cube deixando nesta aparência antes de centralizá-lo no Plane. Use Ctrl+R para adicionar Edges, então é possível modelarmos a base plana (Fig 12)


 Fig 12


Aqui está o resultado do nosso tutorial. Você pode melhorar esta pia de louças. Use a imaginação.


Modifier Boolean no Blender 3D

Um exemplo prático com o Modificador Boolean. Use a imaginação e modele objetos incríveis com ele.


Passo 01:
Adicione um cubo e uma UVsphere na janela 3D e selecione o cubo (Fig. 01).

Fig. 01













Passo 02:
Clique em Object Modifiers (Fig. 02)

Fig. 02








Passo 03:
Na janela que se abrir selecione Boolean (Fig. 03).


Fig. 03











Passo 04:
Ao clicar no modificador Boolean você terá 3 (três) opções para este modificador. Vamos escolher  Difference. Com esta opção a região afetada pela UVsphere será subtraída      (Fig. 04).





Fig. 04

Passo 05:
Depois de escolher a operação Difference clique dentro da janelinha em Objeto e em seguida clique em Sphere (Fig. 05).



Fig. 05


   A UVsphere será o objeto que atuará como o modificador criando uma cavidade dentro do cubo. Ou melhor a UVsphere é o agente principal da operação Boolean >Difference no cubo (Fig. 06).

Fig. 06

Passo 06:
Para finalizar clique em Apply (Fig. 07) Mova a esfera (Key G) e veja o resultado. Repita os passos para usar as outras operações: Union e Intersect.


Fig. 07



sábado, 6 de outubro de 2012

Marchetaria Digital



Imagens de Marchetaria digital criadas com o Microsoft Office PowerPoint 2010. Ver mais no meu Flickr Abstrakor: http://www.flickr.com/photos/abstrakor/




marchetaria digital                                  Mandala3



Paisagem rural                                Abaporu