sábado, 15 de junho de 2013

Ana Vidovic ao violão




Obadias: o princípio da retribuição




Obadias é nome hebraico que significa "servo de Deus", nome comum na época do profeta.  Pouco se sabe da vida desse escritor nas páginas bíblicas. Ele foi o quarto dosProfetas Menores da Bíblia Hebraica, e o quinto na ordem apresentada pela Septuaginta.

Dos homônimos do escritor que agora tratamos, com certeza o mais célebre foi o mordomo do palácio do rei Acabe (1 Reis 18.3-16). Desde a juventude ele era temente a Deus, durante a perseguição de Jezabel aos profetas, ele escondeu 100 deles em duas cavernas. Durante a seca, saiu a procurar pasto para os cavalos e mulas de Acabe e encontrou-se com o profeta Elias, e então arranjou o encontro que provocaria a competição entre os profetas de Baal e o único Deus verdadeiro, Criador de todas as coisas.

A tradição babilônica alega que Obadias, escritor do livro, seria o hebreu que trabalhou para o rei Acabe ou o terceiro capitão dos cinquenta (2 Reis 1.13). Mas, cronologicamente, é impossível identificá-lo assim, pois os fatos históricos apontam à existência de um século inteiro separando essas duas pessoas.

O escritor era contemporâneo de Jeremias. 

Obadias e o livro

Obadias usou linguagem poética cheia de vivacidade e contundência ao escrever o livro que tem seu nome, o menor entre os livros do Antigo Testamento - um capítulo com vinte e um versículos. Ele escreveu procedendo do particular para o geral, do julgamento de Edom para o julgamento universal, da restauração de Israel para ao estabelecimento do Reino de Deus.

Embora o livro seja pequeno, a obra possui o mesmo valor espiritual dos demais livros e cartas contidas na Bíblia Sagrada, pois é parte da Palavra de Deus.. A data em em que o livro foi escrito deve estar relacionada com a época da tomada de Jerusalém, à qual se faz referência no versículo 11. Pelas circunstâncias indicadas, o profeta deveria estar presente em Jerusalém quando ocorreu a investida babilônica, e a conquista da Cidade Santa, durante o reinado de Nabucodonosor.

O livro de Obadias contém a mesma profecia do livro de Jeremias, encontrada no capítulo 49. As mensagens são dirigidas contra os edomitas, antigos inimigos de Israel, aos quais o profeta acusa de ofensas graves.

O perfil dos edomitas

Os mais antigos e maiores inimigos dos israelitas eram os edomitas (Números 20.14.21). Eles eram descendentes de Esaú e dos heteus, que por sua vez foram descendentes de Cão, um dos três filhos de Noé, aquele filho que foi amaldiçoado por ver a nudez do pai e não cobri-la, mas sair e contar aos outros irmãos (Gênesis 9.22-27; 26.34-35).

Edom era povo soberbo. Estava situado em uma região de montanhas rochosas. Vivia em cidades com irrigação farta e pastos mais que suficientes para o rebanho e manadas, a localidade era inexpugnável. Os edomitas sentiam uma falsa segurança por morar ali porque o local era de fácil defesa e de difícil ataque por parte dos inimigos. Por causa disso eram orgulhosos, ao invés de serem gratos a Deus por receber o benefício de viver em local de segurança geográfica (versículos 3 e 8).

Edom versus Israel

Para entender o livro de Obadias é preciso olhar para o contexto em que o profeta estava inserido. Ele trata das relações de duas nações, mas se refere a ambas usando o nome de seus antepassados.

Edom (Esaú) era ancestral do edomitas. Esaú era irmão gêmeo de Israel. A luta começou antes do nascimento deles. Gênesis 25.21-22 relata que “Rebeca (...) concebeu, e os filhos lutavam no ventre dela”. Anos depois, houve entre os irmãos o caso da troca da primogenitura de Esaú por um prato de lentilhas. Esaú após negociar com Jacó seu direito à primogenitura, desprezou não apenas a herança, mas a boa convivência com seu irmão, que foi obrigado a fugir para longe da família (Gênesis 25.24-34).

Séculos antes de Obadias nascer, Israel e Esaú, os dois filhos de Isaque, tiveram descendentes que formaram as nações de Judá e Edom (os edomitas). E Deus ordenou a Israel que não aborrecesse seu irmão, o edomita (Deuternonômio 23.7).

Apesar do parentesco, ambos os povos guerrearam entre si.

Os edomitas tinham ânimo pronto para ajudar todos os inimigos de Israel a destruí-los: 2 Crônicas 21; 25, 28, 36.

Quando os edomitas souberam que Nabucodonosor atacaria Jerusalém, alegraram-se, e viram o ataque como oportunidade de vingança e auxiliaram o exército babilônico. Com o objetivo de humilhar seus adversários históricos, eles incitaram Nabucodonosor a exterminar os israelitas e participaram de um ataque bem-sucedido contra Israel, que destruiu a Cidade Santa. Atuaram cruelmente nos massacres e depois ajuntaram despojos (Salmos 137.7; Obadias 11).

O profeta deve ter sido testemunha ocular das atrocidades cometidas pelos babilônicos e edomitas contra Israel, testemunhou o momento em que os "irmãos" dos israelitas aproveitaram-se da vulnerabilidade deles, viu os maus tratos cometidos, as armadilhas montadas, e ajudou os sobreviventes.

Cumprimento profético

O cálice de iniquidades dos descendentes de Esaú transbordou e Deus sentenciou por meio de Obadias a nação a ser aniquilada para sempre. Cinco anos depois de Nabucodonosor atacar Jerusalém, o próprio Nabucodonosor colocou o exército babilônico contra os edomitas e os expulsou de suas terras. O dia da retribuição chegou para eles: “como tu fizeste, assim se fará contigo”, escreveu Obadias (verso 15).

As predições com respeito a Edom foram completamente cumpridas, provavelmente esse processo começou entre 588 a 586 a.C.. Quanto aos israelitas, a nação foi restaurada, teve suas terras de volta e possuíram as terras de seus inimigos também. O caráter completo da restauração de Israel é expresso pela especificação de sua expansão nas quatro direções cardeias (versículos 19 e 20).

Depois da restauração de Israel, Ciro massacrou milhares de edomitas. Eles também foram esmagados pelos judeus nos tempos dos Macabeus. E séculos depois, após a crucificação de Cristo, eles desapareceram para sempre, cumprindo-se o que disse Obadias: “ninguém mais restará da casa de Esaú” (versículo 18).

Herodes, contemporâneo de Cristo, era da linhagem dos edomitas.

O profeta declarou que os edomitas seriam um povo como se nunca tivessem existido, desaparecerim completamente. Esta profecia se cumpriu à risca. Após a destruição de Jerusalém, no ano 70 d.C., o povo edomita desapareceu da história mundial. 

Conclusão

Obadias é um livro pequeno, mas que apresenta uma grande verdade. Deus retribui as ações desumanas e arrogantes dos homens em seu devido tempo. Não importa quanto tempo se passe, a pessoa que agir de maneira perversa contra o próximo, seus atos não ficarão impunes diante de Deus.

As linhas escritas por Obadias assinalam que na vitória de Israel o Reino de Deus seria estabelecido, caracterizado pelo livramento e santidade (versículos 17 e 21). Essa ideia é ampliada no Novo Testamento. 





segunda-feira, 3 de junho de 2013

Habacuque e a soberania de Deus sobre as nações








O perfil de Habacuque

O nome Habacuque significa “abraço”. Ele profetizou para Judá, reino do sul, emitiu profecias a respeito da iminente invasão dos babilônios (caldeus).

Habacuque não era como os outros profetas. Os outros profetas exerceram seu ministério trazendo mensagens de Deus para a humanidade; entretanto Habacuque se limitava a dirigir-se a Deus e a meditar acerca dos enigmas profundos da vida, enquanto se defrontava com duas terríveis realidades: a degeneração de sua própria nação e a certeza de que ela estava a ponto de ser destruída por outra nação ainda pior.
Deus faz o profeta entender que aos fiéis não é difícil compreender as coisas em sua volta.

Contexto

Habacuque exerceu seu ministério em uma época de crise. Comparando os contextos da referência 1.2-4 com 2 Reis 21.22, podemos posicionar seu ministério no período do rei Jeoiaquim, entre 612 e 600.

O profeta abordou o período da opressão babilônica, quando os babilônios se apoderaram do império assírio e dessa forma os judeus, outrora subjugados pela Assíria, ficaram sob o domínio da Babilônia. O jugo dessa nova opressão não era menor do que a anterior. 

As dificuldades internas no reino de Judá eram gravíssimas. O profeta vê isso, medita nesta situação e interroga-se sobre o futuro do seus contemporâneos. Discute o problema do mal, talvez um dos assuntos mais difíceis com o qual a teologia tem de lidar. E Deus faz-lhe ver que não é difícil compreender para quem se mantém fiel.

O livro

Alguns biblistas afirmam que o livro foi compilado em 607 ou 606 a.C.

O livro de Habacuque é resultado da introspecção e observação do profeta. Ele observava seus contemporâneos cometendo iniquidades e se sentia frustrado e confuso e em oração dizia a Deus quais eram os seus sentimentos de incompreensão. Em geral, eram coisas como: “Deus às vezes o Senhor simplesmente não faz sentido!”.

Ao testemunhar a violência, a injustiça e maldade em seu próprio país, em seu coração o profeta se perguntava a razão de Deus não intervir, questionava para si mesmo porque Deus não respondia quando ele clamava pedindo providências. Então, levou seus dilemas internos diretamente a Deus. Em oração, perguntava o motivo de um Deus tão bom não interferir ou demorar a intervir. E clamava pela justiça divina diante de tanta iniquidade.

A resposta do Senhor causou perplexidade ao profeta. Deus informou a ele que os babilônios deixariam Judá em pedaços. Ele não esperava que Deus dissesse que permitiria a opressão dos babilônios sobre Judá como uma maneira de punir os judeus violentos, injustos e maldosos. Ao tomar ciência da crueldade com que a Babilônia era capaz de tratar Judá, o profeta se revoltou. Então volta-se aos questionamentos queixosos: poderia ser considerada justiça permitir que Judá recebesse castigo por meio de uma nação mais malvada que ela? Como pode um Deus justo permitir, e até fazer uso de um mal assim? Não sabemos quanto tempo Habacuque esperou pela resposta de Deus, mas a resposta foi dada a ele.

Para aprofundar plenamente as perguntas de Habacuque, convém ao estudante das Escrituras aprofundar-se no livro de Jó e no Salmo 73, conteúdos bíblicos que exploram temas semelhantes.

Ao ler o livro tente imaginar as transformações emocionais que o profeta experimentou ao falar com Deus.

Os dois primeiros capítulos contêm as perguntas do profeta e a resposta de Deus, que se resume fundamentalmente nisto: Deus age com justiça; é Ele quem domina o mar, a terra e as nações, é capaz de socorrer e salvar o seu povo.

O justo viverá da fé...” (2.4; Romanos 1.17; Gálatas 3.11; Hebreus 10.38). A declaração na referência 2.4 pode ser considerada uma das mais importantes da história eclesiástica. Citada pelo apóstolo Paulo em sua carta aos crentes de Roma, o texto viria a se tornar o grande lema da Reforma Protestante, ocorrida no século 16, o alicerce à apologia da vida cristã.

Habacuque 2.4 é a única citação da palavra “fé” em todo o Antigo Testamento. A passagem confirma a inspiração divina e canonicidade do livro, por ser citada três vezes no Novo Testamento. 

As referências neotestamentárias à Habacuque 2.4 são os mais expressivos textos que confrontam a salvação pela graça e a salvação pela lei.

O livro ainda se ocupa em repreender a idolatria, apontando as “respostas” dos pedidos feitos aos ídolos como uma manifestação do espírito do engano.

O Salmo de Habacuque 

No terceiro capítulo, temos uma das mais belas expressões do amor incondicional a Deus , é a melhor explicação sobre a relação de Deus com o mal existente no mundo. Trata-se da resposta de Deus a Habacuque, que diluiu os dilemas que havia no coração dele.

O capítulo 3 é o desfecho do livro, é composto por um dos mais famosos cânticos da Bíblia Sagrada.

Encontramos um Salmo alegre, uma teofania. Habacuque vê a poderosa glória do Senhor, e seu coração se comove. O que ele viu mudou sua disposição de queixa para alegria. E passa a descrever Deus em ação vencendo os ímpios e toda impiedade. A manifestação do Senhor é inspirada em sua presença majestosa no Monte Sinai (Êxodo 19). 

Habacuque 3.19 parece indicar a associação do autor com a música, o que dá a entender que, talvez, ele fosse um levita.

Lições em Habacuque: semeadura e colheita

Deus mostrou para Habacuque duas coisas seguras. Primeira: os babilônios violentos e orgulhosos seriam destruídos com as mesmas armas que haviam usado contra outros povos, assim como destruíram nações inteiras, também eles seriam destruídos. O mal pode até dominar sobre a terra, mas ela não tem força permanente (2.13). A segunda certeza era o caráter de Deus. Ele permanece em silêncio durante determinado tempo, mas nunca para sempre (2.14).

O livro de Habacuque não responde a razão de Deus permitir o mal. Declara que Deus jamais perde o controle sobre as situações. Esclarece que o mal encontra seu destino lógico de autodestruição. Informa que a glória do Senhor encherá a terra no tempo que o Criador assim determinou acontecer.

Aplicação pessoal

O cristão deve apegar-se à verdade de que o justo vive pela fé.

Seja paciente, o futuro pertence a Deus. O crente pode encontrar esperança e alegria mediante a fé em Deus, sem se importar quais sejam as circunstâncias no tempo presente e no futuro.

É possível que aconteça muitas vezes de o cristão sentir-se confuso ao presenciar a escalada, aparentemente triunfante aos olhos de Deus, de pessoas injustas. E em sua mente confusa fazer reclamações a Deus por considerar que Ele esteja sendo omisso. Habacuque não permaneceu apenas no campo das reclamações. Demonstrou que acontecesse o que acontecesse, para ele a vida só seria considerada plena na presença do Senhor. E aproximou-se de Deus em oração, abriu seu coração com clareza plena fazendo indagações que desejava respostas. Ao agir assim, mostrou ser homem de fé.

Podemos fazer a mesma coisa? Sim, porque existe um pouco de Habacuque dentro de nós. É exatamente isso que nós cristãos devemos fazer quando nos sentimos confundidos com ocorrências em nosso derredor. Emitir reclamações "perturba" ao Senhor, porém, as perguntas sinceras são sinais de confiança e Lhe agradam!

Deus lhe concederá contato direto e exclusivo para tirar todas as dúvidas. Quando alguma coisa não faz sentido, costuma ser porque ainda não dispomos de informações suficientes. Falta uma visão geral da situação. Em situações confusas, peça em oração que Deus esclareça tudo, mas não espere que Ele esclareça no momento seguinte, continue perseverante em sua devoção ao Senhor, mantenha a confiança de que Ele esclarecerá você no momento certo, e se realmente for preciso terá todos os detalhes muito bem explicadinhos.

Medite sobre a origem da confiança e alegria de Habacuque.
Conclusão

O profeta expressou maravilhosamente essa atitude de fé nos últimos três capítulos do livro e por seu procedimento aprendemos que não importa quão difícil a vida possa ser, pela fé encontramos fontes de alegria e de renovação das forças para continuar em pé e seguindo adiante.

A declaração sobre a importância da fé não resolve problemas, mas ajuda o ser humano a superar os momentos difíceis, até que o julgamento divino chegue. No caso de Habacuque, o julgamento divino sobre a Babilônia.

É quase certo que Habacuque não viveu tempo suficiente para ver a destruição dos babilônios, mas hoje a Babilônia é apenas parte de memória histórica conforme a predição. Assim como Habacuque, devemos esperar com fé que as promessas divinas se cumpram, pois é exatamente no cumprimento delas que a glória do Senhor enche a terra (2.14).

E.A.G.

Compilação:

A Bíblia Apologética de Estudo, edição 2.005, São Paulo, Instituto Cristão de Pesquisas.
Bíblia Devocional de Estudo, edição 2.007, Rio de Janeiro, Editora Fecomex.
Bíblia Faith Girlz!, edição 2.009, São Paulo, Editora Mundo Cristão.
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 http://belverede.blogspot.com.br



domingo, 2 de junho de 2013

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A Família Cristã no Século XXI


Por Eliseu Antonio Gomes

"E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto." - Gênesis 1.31. 

O alicerce familiar

Nos textos bíblicos que encontrados em Gênesis 1.27-28 e 2.21-24 podemos ver que Deus criou a família usando como base um casal, Adão e Eva, um homem para uma mulher e vice-versa. Este é o padrão de um casamento ao modo bíblico, diferente da visão do mundo de hoje.

O homem no propósito divino da família 

"Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te." -  Deuteronômio 6.5-7.

Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos. Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e te irá bem. A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira à roda da tua mesa. Eis que assim será abençoado o homem que teme ao SENHOR. O SENHOR te abençoará desde Sião, e tu verás o bem de Jerusalém em todos os dias da tua vida. E verás os filhos de teus filhos, e a paz sobre Israel." -  Salmos 128.1-6.

Todo homem precisa ter claro em sua mente que a figura paterna é essencial dentro de casa, pois desempenha um papel essencial à rotina da casa. Como chefe da família, o homem cristão deve liderar o lar com ponderação e oração (1 Timóteo 2.8). Temos o bom exemplo do justo Jó neste quesito: ele era consciente de seu dever familiar, após as festas lembrava-se de seu papel como pai e oferecia sacríficios ao Senhor como uma maneira de interceder por seus filhos (Jó 1.5).

O primeiro membro da família que Deus criou foi Adão. As figuras de marido e pai são posições importantes dentro do lar, possuem muitas responsabilidades e encargos sociais e espirituais.  Como cristão, o marido precisa amar a Deus e transmitir as Escrituras Sagradas aos membros da família e, se preciso for, até sacrificar-se em favor da esposa como Cristo se sacrificou em favor da Igreja (Efésios 5.25; 1 Timóteo 2.8).

Estudos canadenses mostram que a figura do pai marcando presença em casa é algo extremamente vantajoso para a família. É importante o pai estar presente e participar da infância, juventude e adolescência dos filhos. Se o pai é participativo, as crianças são mais susceptíveis a obter melhor rendimento na escola, são mais propensos a participar de atividades extracurriculares, demonstram maior controle emocional e a fazer escolhas pessoais corretamente. Meninos tendem a tornarem-se pais exemplares se conviveram com os seus.

Em famílias de baixa renda é comum a figura paterna não priorizar o envolvimento efetivo, apesar do pai viver na casa não é uma pessoa que orienta os filhos o quanto deveriam orientar. Muitos pais trabalham em turnos duplo e ficam distantes como se nem fizessem parte da família.

É comprovado que a ausência paterna provoca mais problemas de comportamento e mais problemas de saúde. Os adolescentes têm mais problemas com álcool e drogas e praticam relações sexuais mais cedo. Quanto mais próximo o vínculo emocional entre pai e filho, menor é o número de incidentes de comportamento socialmente inapropriado.

Esposa e mãe

Embora, no projeto de Deus para a família a mulher seja a segunda pessoa no lar, ela não é menos importante que o homem. O papel feminino é descrito nas Escrituras Sagradas como extremamente necessário, na condição de esposa e mãe (Gênesis 2.20-22; 3.16; Efésios 5.33; Tito 2.3-5).

Provérbios 31.10-31 descreve o tipo de mulher ideal dentro de um lar. É um quadro que serve como um objetivo a ser alcançado. Mesmo que pareça improvável que alguém possa fazer todas as atividades que a Mulher Virtuosa faz, com a ajuda do Senhor é pefeitamente possível que as mulheres modernas façam algo parecido. Com certeza, a descrição se encaixa nas mulheres do mundo no século 21.

Os olhos de Deus fitando o coração dos filhos

No Brasil e em muitas outras partes do mundo todos os anos temos domingos reservados para que os filhos homenageiem seus pais e mães, lembrem-se que existem pessoas muito especiais em suas vidas e dispensem tempo para estar ao lado delas. Mas, esta disposição só é importante se feita de coração espontâneo, e não em dia específico impulsionado por força de um hábito social. É algo significante honrar os pais. Isso agrada ao Senhor, que prolonga os dias desses filhos e dá-lhes bênçãos por possuírem disposição assim (Efésios 6.1-3; Colossenses 3.20).

Conclusão

Se o pai não é um alienado, esforça-se para ser o melhor amigo dos filhos, junto com a mãe deles. Coabitando, dão às crianças a oportunidade de receberem legitimamente o bem-estar emocional e material.

Os pais não são pessoas tão sensíveis como as mães, e nem sempre as mães são tão práticas como os pais. Seus estilos parentais e preferências são diferentes, mas igualmente vitais para o desenvolvimento psicológico e social da prole. A diferença biológica de homem e mulher é uma soma de características que produzem benefícios psicológico e social para os filhos, cria uma gama de expressão emocional salutar em indivíduos que se encontram em processo de formação.  A convivência da criança com o casal ajuda-a a amadurecer bem e ser uma pessoa útil na sociedade, estar preparada para  lidar corretamente com sentimentos complicados e ser capaz de saber administrá-los de uma maneira socialmente aceitável.

Quanto disso é comumente praticado em família nos dias atuais? Quantos homens necessitam converter-se ao modo como Deus quer que ele seja como marido e pai, e quantas mulheres precisam ajustar-se aos padrões que o Senhor espera delas como esposas e mães?





Zacarias e o Reino Messiânico



Quem era

Zacarias significa "o Senhor se lembra".

O profeta Zacarias (1.1; 12.12-21), assim como os profetas Jeremias e Ezequiel era membro de família sacerdotal (Jeremias 1.1; Ezequiel 1.3). Começou a profetizar ainda jovem (2.4). Ministrou na época de Ageu, seu contemporâneo (Esdras 5.1; 6.14). Provavelmente, tenha nascido na Babilônia. E sob a liderança de Zorobabel e Josué, por volta de 538 a.C., junto com o povo judeu retornou para Judá (Neemias 11.4)

O livro

Ao escrever, o objetivo de Zacarias era incentivar a busca de renovação espiritual do povo judeu.

Os destinários da mensagem era o povo de Judá, o profeta ministrava visando estruturar a comunidade cujo reino ainda não estava restaurado, lembrava ao povo que a reconstrução do templo fosse finalizada, o templo devia voltar ao funcionamento (4.8-10).

Podemos considerar que Cristo é o tema do livro de Zacarias. Jesus é apresentado como o Salvador de Israel, a fonte cujo sangue cobre os pecados de todos os que vêm a Ele para a salvação (Zacarias 13.1, 1 João 1.7).

Não existe razão para questionar que a autoria do livro inteiro seja de Zacarias. Apesar disso, alguns questionam considerando que os capítulos 9 e 14 possuem características de composição diferentes do restante da obra. 

A mensagem central

O profeta ensina que a salvação pode ser obtida por todos. Informa que os povos de todo o mundo que decidirem adorar a Deus têm a possibilidade de escapar da condenação divina. Ensina que Deus deseja que todas as pessoas O adorem e aceita a adoração de todos, independentemente de suas expressões nacionais ou políticas.

Zacarias anuncia que Deus é soberano neste mundo, em sua soberania Ele tem total controle sobre a Historia. No último capítulo, o profeta esclarece que até mesmo as forças da natureza respondem ao controle divino.

O livro enfatiza que Deus conhece o futuro, vê e sabe tudo o que vai acontecer antes que os fatos ocorram. Apesar de sua onisciência, por vontade própria, o Senhor não interfere na liberdade individual de cada ser humano, de querer segui-lo ou não. E acompanha os passos das pessoas para que elas sejam justamente responsabilizadas pelas escolhas que fazem.

As profecias

Diversas profecias acerca de Jesus Cristo e da era messiânica são encontradas no Livro de Zacarias. Como a promessa de que o Messias viria para habitar no meio de nós (2.10-12; 3.8-9, 6:12-13); Cristo como o fundamento da Igreja (Mateus 1.23; Lucas 20.17-18); e a promessa de Sua Segunda Vinda, quando aquele que O traspassou olhará para Ele e se lamentará (Zacarias 12:10, João 19:33-37).

As oito visões

As visões (1.7 – 6.8) são apelos à conversão e de maneira resumida estão descritas assim:“Portanto dize-lhes: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Tornai-vos para mim, diz o SENHOR dos Exércitos, e eu me tornarei para vós, diz o SENHOR dos Exércitos. (...)Vossos pais, onde estão? E os profetas, viverão eles para sempre? Contudo as minhas palavras e os meus estatutos, que eu ordenei aos profetas, meus servos, não alcançaram a vossos pais? E eles voltaram, e disseram: Assim como o SENHOR dos Exércitos fez tenção de nos tratar, segundo os nossos caminhos, e segundo as nossas obras, assim ele nos tratou” - Zacarias 1.3, 5-6.

Conclusão

O livro, em primeiro plano foi escrito ao povo de Judá, mas a abrangência dele é maior. A lição mais importante no ministério profético de Zacarias estende-se aos cristãos. Em nossa atitude de adoração a Deus, devemos aplicar ações efetivas de evangelização, fazer com que as Boas Novas do Evangelho seja de conhecimento de todas as áreas da nossa sociedade, ricos e pobres, gentes indoutas e intelectuais. É preciso empreender missões em todo o mundo, aproximar-se de todas as pessoas em todas as raças, idiomas e culturas.

É preciso anunciar em alto e bom som ao mundo que a salvação está disponível através do sangue derramado de Jesus Cristo na cruz, Ele morreu em nosso lugar para expiar o pecado. Dizer ao que rejeitam o sacrifício, que não existe outro sacrifício pelo qual podemos ser reconciliados com Deus. Não há outro nome debaixo do céu pelo qual os homens são salvos (Atos 4.12). Não há tempo a perder, hoje é o dia da salvação (2 Coríntios 6.2).