quarta-feira, 22 de abril de 2015

O Futuro da Alemanha - Um 4º Reich? - Parte 07

 Os líderes modelam o povo




    
      Esta importante mistura de idéias, tradições e oportunidades parece convergir na vida de indivíduos que moldaram a história da Alemanha. As terras alemãs formavam parte dos territórios conquistados por Carlos Magno no seu desejo de configurar  outra vez o Império Romano. Carlos Magno foi um poderoso guerreiro com uma ideia poderosa. Aquela mesma ideia de unir a Europa sob o estandarte do cristianismo ardia no coração dos primeiros imperadores alemães do Sacro Império Romano: Oton, o Grande e Frederico Barba Ruiva (Frederico I de Staufen, proclamado "senhor do mundo"). Guiados por estes guerreiros destemidos os alemães alcançaram o posto de reino mais poderoso da Europa (969-1150 D.C). Sem dúvida a promissora dinastia dos Hohenstauffen ou Staufen soçobrou ("um dos maiores fracassos da Idade Média") ao empreender a conquista da Itália; e a terra alemã caiu sob o poder de príncipes beligerantes durante vários séculos (História básica da Alemania moderna, Snyder).
     Em princípios do século 18, Frederico Guillherme I da Prússia, reviveu curso militarista da moderna Alemanha. Fiel a tradição da sua família, os Hohenzollern, de quem a terra e o poderio militar  eram elementos determinantes do poderio nacional, teve o propósito de formar o exercito mais forte e mais preparado da Europa. Quando morreu, a Prússia era considerada como a potência mais militarizada da Europa e uma das mais autossuficientes e prósperas. Seu filho, Frederico, o Grande, converteu a Prússia em um verdadeiro "campo de treinamento" da Europa e numa potência de primeira categoria. Frederico foi um administrador de grande visão, que estabeleceu um governo centralizado e um  serviço civil profissional para governar seu reino em expansão.
     Frederico, o Grande era oportunista e sabia aprender com seus erros. Como rei, "não eram úteis as formas de direito internacional" (ibidem), invadia sem declarar guerra e de pronto inventava um pretexto para sua aventura. A guerra, para ele, era assunto importantíssimo, que devia despachar com a máxima rapidez e eficiência. Para atacar um inimigo mais forte, preferia as táticas que uniam surpresa, astúcia e audácia. Deixava assombrados os seus adversários com sua "capacidade para recuperar-se constantemente e ressurgir". Frederico iniciou seu reinado com humanidade mas terminou transformando-se num desapiedado,  "dono do mundo" como tantos outros, portadores do mesmo nome, seus predecessores.



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quinta-feira, 16 de abril de 2015

O Futuro da Alemanha - Um 4º Reich? - Parte 06





O poder das idéias

     Que motivo levou a Alemanha a mudar drasticamente seu caráter nacional? O que levou a tantos alemães a aceitar o conceito de "raça superior" e as políticas destruidoras do terceiro Reich de Hitler? A resposta se encontra, em parte, na história cultural da Alemanha. Já se disse que o caráter de indivíduos e nações  determina seu destino. O caráter de uma nação se forma segundo as idéias religiosas e filosóficas de sua gente. As ideias e ideologias influenciam a cultura e políticos na Alemanha "talvez mais que em qualquer outra nação da Europa".
     Na mitologia alemã os deuses principais, Thor e Odin ou Wotan, exibem características particulares. Thor é o deus pacifico das estações, mas de outro modo é também considerado o deus da guerra. Ele reúne por sua vez duas personalidades distintas, os "elementos contrastantes da proteção amistosa e de uma irracionalidade obscura e perigosa". Odin é o deus da morte, tormentas e campos de batalha mas também o deus da sabedoria da feitiçaria, exibindo aquela mesma irracionalidade "incalculável e insondável".
Destrói os heróis e protege aos covardes; semeia discórda entre amigos... muda seus afetos e predileções, abandonando a seus amigos quando bem necessitam dele".  No decurso dos séculos, a Alemanha manisfestou a mesma inclinação a mudanças dramáticas e irracionais em seu caráter nacional. Também é digno de nota que mitologia alemã não oferece nenhum propósito ou sentido para a vida. Isto nos deixa indagando qual seja a causa.
     Analisando a orientações filosóficas dos antigos alemães, encontramos ânsia de aventura e amor pela guerra (que) frequentemente os fazia inconscientes das proibições e as considerações compassivas. Torturavam os criminosos... e inescrupulosamente a tratados celebrados com juramento solene" (ibidem).  
     O sentido alemão de honra exaltava a vingança. Na tradição alemã a lealdade, a honra e o heroísmo eram mais importantes que a humildade, a compaixão e a caridade; acentuadas pelo cristianimo. O conflito fundamental entre as influências culturais tradicionais e os princípios judaico-cristão explicam porque as forças teuto-prussianas seguiram rumos diversos dos que tomaram outras nações ocidentais.


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sexta-feira, 10 de abril de 2015

O Futuro da Alemanha - Um 4º Reich? - Parte 05






Origens ocultadas


     Os vizinhos da Alemanha e os responsáveis pela segurança nacional não são os únicos que fazem esta perguntas. Muitos alemães, num esforço por compreender o turbulento passado de sua nação, se indagam "à respeito de sua identidade...quem somos?" (Fisher).
Certo expert em ciências políticas disse: "No sabemos quem somos, essa é a grande icógnita alemã" (Baring).  Mas na verdade existe sim a respostas... escritas nos anais da história, enterradas dentro de lendas transmitidas desde tempos imemoriais, entretecidas dentro de profecias bíblicas que se referem a nossos dias.
     O historiador alemão Hagen Schulze escreveu: "Nossa identidade se explica suficientemente quando se conhece nossa história" (El pasado indomable, Maier). Lamentavelmente, a história alemã tem sido manipulada para ocultar aos olhos dos alemães e do resto do mundo datos cruciais sobre as origens  e as características nacionais a respeito deste povo. Certo historiador comenta: "Nos tempos modernos, as mudanças no campo politico definiram drasticamente a maneira de abordar  o problema das origens alemães" (Los antigos germanos, Todd). 
     Quando a falácia da pureza racial alcançou o auge, certos escritores dissimularam e acobertaram certas influencias externas significativas sobre a formação da cultura alemã. Ele foi absolutamente preciso sobre os finais do século 19 quando surgia o nacionalismo alemão e já era chegado a era nazi.l Não obstante, a história oferece alguns elementos notáveis que ajudam a elucidar a origem e as características do caráter alemão. Ligados a profecia bíblica, estes elementos nos abrem uma janela de revelação divina sobre o futuro da Alemanha.
     As fontes históricas indicam que as tribos alemãs são descendentes de povos indoeuropeus que emigraram de terras ao redor do mar Negro e do mar Cáspio, que eram "vizinhos dos hebreus" (Historia natural, Plinio, livro 4,12). Júlio César (ano 60 A.C) chamou de germani certas tribos que habitavam as margens do RIn (Enciclopedia Británica, Edição 11, Todd). Tácito declara que os varões alemães não "valorizavam a paz" e a substituíam por atividades belicosas. De acordo com antigas referências, "a sociedade alemã era uma sociedade guerreira, uma sociedade disposta para a guerra" e representava uma ameaça ao exército romano.
     A história revela claramente que as tribos alemãs absorveram os costumes romanos: Imperialismo, totalitarismo e a religião de um império "cristianizado"; e que se converteram em "herdeiros de Roma" no auge do Sacro Império Romano sobre Carlos Magno e os reis alemães. Hoje não devemos nos surpreender ao ver a Alemanha dirigindo a unificação da Europa. Tal ideia tem participado do legado cultural alemão desde dois mil anos!

(Continua no próximo post).




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