quinta-feira, 30 de setembro de 2010

TEORIA MUSICAL - MODOS GREGOS




Modos Gregos


Na
Grécia antiga, as diversas organizações sonoras (ou formas de organizar os sons) diferiam de região para região, consoante as tradições culturais e estéticas de cada uma delas. Assim, cada uma das regiões da antiga Grécia deu origem a um modo (organização dos sons naturais) muito próprio, e que adaptou a denominação de cada região respectiva. Desta forma, aparece-nos o modo dórico (Dória), o modo frígio (da região da Frígia), o modo lídio (da Lídia), o modo jónio (da região da Jónia) e o modo eólio (da Eólia). Também aparece um outro — que é uma mistura — denominado modo mixolídio.
História
Historicamente, os
modos eram usados especialmente na música litúrgica da Idade Média, sendo que poderiamos também classifica-los como modos "litúrgicos" ou "eclesiásticos". Existem históriadores que preferem ainda nomeá-los como "modos gregorianos", por terem sido organizados, também, pelo papa Gregório I, quando este se preocupou em organizar a música na liturgia de sua época. No final da Idade Média a grande maioria dos músicos foi dando notória preferencia aos modos jónio e eólio que posteriormente ficaram populares como Escala maior e Escala menor. Os demais modos ficaram restritos a poucos casos, mas ainda são observados em diversos estilos musicais. O sétimo modo, o lócrio foi criado pelos teóricos da música para completar o ciclo, mas é de rarissima utilização e pouca aplicabilidade prática.
Fundamentação
Os modos baseiam-se atualmente na escala temperada ocidental, mas inicialmente eram as únicas possibilidades para a execução de determinados sons. Desde a antiga Grécia os modos já se utilizavam caracterizando a espécie de música que seria executada. Os modos, bem definidos então, eram aplicáveis de acordo com a situação, por exemplo: se a música remetia ao culto de um determinado deus deveria ser em determinado modo, e assim para cada evento que envolvesse música. Com o temperamento da escala e a estipulação de uma afinação padrão, os modos perderam gradativamente sua importância visto que a escala cromática englobava a todos e harmonicamente foi possível classifica-los dentro dos conceitos "maior e menor". O uso de frequências determinadas possibilitou o desenvolvimento das melodias na música juntamente com a harmonia e, com isto, na atualidade, os modos facilitam a compreensão do campo harmónico e sua caracterização, mas não possuem mais funções individuais. O fato de não mais estabelecermos diferença entre bemol e sustenido na escala cromática veio a restringir ainda mais o emprego de modos na música, senão como elemento teórico.

Os modos








Nada mais são que uma série de sons melódicos pré-definida. Ao todo são 7, mais 7 variações destes.
Compreendendo
Partimos da escala padrão diatónica (a que se forma pelas notas sem acidentes) dó - ré - mí - fá - sol - lá - sí, e sobre cada uma destas notas criamos uma nova escala diatónica. Quando fazemos isto, a relação dos tons é alterada, consequentemente todo o campo harmónico tambem muda visto que, ao estabelecer uma nota como a inicial, estabelecemos a tónica da nova escala. Para ser mais claro, na escala musical temos funções que classificamos como graus para cada uma das notas, de acordo com sua posição acerca da primeira. Portanto, (nota por nota) sendo os graus: tónica, super-tónica, mediante, sub-dominante, dominante, super-dominante e sensivel (para, por exemplo: dó - ré - mí - fá - sol - lá e sí), o que mudamos no sistema modal é esta função de cada uma, criando uma nova relação entre os graus e notas. Tudo isso deve-se unicamente por estabelecermos uma nova tônica mantendo os intervalos.
Como são
Da escala diatónica: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, extraimos a relação intervalar de tons (T) e semitons (st) seguinte: T - T - st - T - T - T - st. Sempre que existir esta relação intervalar, teremos o modo jónio ou escala maior (no caso, de dó). Se firmarmos como tónica o ré, usando a mesma escala diatónica, teremos: ré, mí, fá, sol, lá, sí, dó: T - st - T - T - T - st - T. Sempre que esta relação existir, teremos o modo dórico, e assim por diante:
Modos
• T - T - st - T - T - T - st: Jónio
• T - st - T - T - T - st - T: Dórico
• st - T - T - T - st - T -T: Frígio
• T - T - T - st - T - T - st: Lídio
• T - T - st - T - T - st - T: Mixolidio
• T - st - T - T - st - T - T: Eólio
• st - T - T - st - T - T - T: Lócrio
[editar] Exemplos:
• dó - ré - mí - fá - sol - lá - sí: Jónio
• ré - mí - fá - sol - lá - sí - dó: Dórico
• mí - fá - sol - lá - sí - dó - ré: Frígio
• fá - sol - lá - sí - dó - ré - mí: Lídio
• sol - lá - sí - dó - ré - mí - fá: Mixolidio
• lá - sí - dó - ré - mí - fá - sol: Eólio
• sí - dó - ré - mí - fá - sol - lá: Lócrio
[editar] Entendendo melhor
Para sabermos utilizar tais sistemas na prática, devemos ter em mente que a escala musical actual é cromática, portanto, podemos estabelecer uma tonalidade e sobre esta (sem mover a nota da tónica) estabelecer cada uma das funções de um modo.
[editar] Exemplo
Partindo sempre da nota dó:
• Jónico: dó - ré - mí - fá - sol - lá - sí
• Dórico: dó - ré - míb - fá - sol - lá - síb
• Frígio: dó - réb - míb - fá - sol - láb - síb
• Lídio: dó - ré - mí - fá# - sol - lá - sí
• Mixolídio: dó - ré - mí - fá - sol - lá - síb
• Eólio: dó - ré - míb - fá - sol - láb - síb
• Lócrio: dó - réb - míb - fá - solb - láb - síb
Isso cria, para cada modo, um novo campo harmónico, uma tónica em escalas diferentes.
Classificação atual
Atualmente, classificamos os modos como maiores e menores, de acordo com o primeiro acorde que formarão em seu campo harmonico.
Modos maiores
• Jônio
• Lídio
• Mixolidio
Modos Menores
• Dórico
• Frígio
• Eólio
• Lócrio (este podendo ser também classificado como diminuto)
Aplicabilidade
Para aplicarmos os modos praticamente, devemos ter conhecimento sobre harmonia para compreender os encadeamentos harmonicos que cada escala modal propõe. Na realidade, é muito simples: se, por exemplo, tocamos uma música na tonalidade de dó maior, cuja tônica (estabelecemos) é o sol, estamos trabalhando com o modo "sol mixolidio" (muito usado em músicas nordestinas). Se, harmonicamente, em uma música cujo tom está em dó maior, surge um acorde de ré maior, estamos no modo "dó lídio". Conhecer os modos facilita a interpretação e composição musical, desde que tenhamos bem óbvia a questão da harmonia.
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Modos_gregos"

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Dicas de Pintura e Desenho



Limpeza e conservação da pintura a óleo


Somente após um ano de concluída, uma obra poderá ser envernizada. Para isso, a pintura deverá ser previamente limpa com um pano macio umedecido em essência de terebintina e depois que esta estiver seca, aplica-se uma camada fina de Verniz Cristal diluído em cerca de vinte por cento de essência de terebintina.


Pincéis
Os tipos mais utilizados são os chatos, redondos e ovais chatos. Os feitos com pêlo de porco. Por serem mais duros são ideais para espalhar a tinta em grandes áreas de tela.
Já os de pêlo de marta são indicados para pequenos detalhes.

Tintas

O mercado oferece várias marcas nacionais e importadas de tintas a óleo e acrílica. Normalmente, o nome das cores não muda de uma marca para a outra.

Solventes e secantes

A tinta a óleo é aplicada pura ou diluída em solvente, como óleo de linhaça e o secante de cobalto.
Paleta

Qualquer superfície pode servir como paleta, desde que seja impermeável e uniforme.

Como trasferir o risco para a tela

Se você tem facilidade para desenhar a tela apenas olhando o gráfico, é possível usar o carvão ou a tinta a óleo. Se preferir, transfira o desenho com o auxílio de um carbono. Para isso, copie o desenho em papel vegetal. Coloque o carbono sobre a tela e sobreponha o papel vegetal. É importante transferir o desenho com muita suavidade e sem pressionar a tela.

Mistura de cores

Van Gogh era um dos mestres que costumava mesclar uma cor na outra. Para isso, aproveitava a tinta de fundo ainda úmida e entrava com outras cores. Na pintura em tela, este recurso é muito usado e proporciona efeitos belíssimos. Outra maneira de mesclar as cores enquanto a tinta esta úmida é usando uma espátula. Além da mistura de cores, você consegue criar texturas e alguns pontos de luz. Para isso, basta raspar com cuidado a camada de tinta até alcançar a tela branca.


Tipos de tela

Basicamente o mercado oferece dois tipos de tela: um com a trama fina, como o linho (ideal para trabalhos detalhados e retratos) e outro com a trama mais grossa, como a juta (indicado para pinturas com tinta mais espessa). Além disso, existem telas totalmente brancas e outras levemente amareladas.
Efeitos diferenciados

Para obter suaves efeitos de textura, basta trabalhar com o pincel ou a espátula sobre a tinta a óleo úmida. No caso dos pincéis, cada tipo de pêlo proporciona um efeito. Já a espátula proporciona uma textura mais definida e marcante. Mas lembre-se: trabalhe sempre com pouca tinta na lateral da espátula. Assim, você não corre o risco de manchar ou estragar a pintura com excesso de tinta.





 



sábado, 25 de setembro de 2010

Desenho e Pintura - Dicas



EMPASTO


O empasto se caracteriza pela tinta espessa, diversa daquela usada normalmente para pintar na tela. A tinta a óleo ou acrílica pode muito bem ser usada de forma espessa, pastosa e isto é muito vantajoso para muitos artistas. Podemos criar diversas texturas e superfícies interessantes com o empasto.
Vários artistas famosos do passado usaram este tipo de pintura e isto não é novidade para quem convive com a pintura usando o empasto para expressar o que bem vai na alma do artista. Rembrandt utilizava tinta espessa e sólida em algumas áreas de suas pinturas, contrastando com aplicações de tintas mais finas em outras áreas.
Van Gogh foi o primeiro artista a usar tinta espessa de forma uniforme, a qual era aplicada em sinuosas pinceladas e logo interrompidas. Até hoje vários artistas exploram esta técnica fascinante, usando as qualidades de expressão dinâmicas da tinta espessa, até mesmo espremendo diretamente da bisnaga, usando o pincel para modelar, ou às vezes os dedos.

O empasto requer muita tinta. Precisamos engrossar a tinta com um dos meios disponíveis no mercado para este tipo de trabalho em tinta a óleo ou acrílica. Este meio é especialmente necessário à tinta acrílica, pois esta é mais liquida do que a tinta a óleo. O meio é eficaz e permite que se aumente de duas a três vezes a quantidade de tinta sem alterarmos a sua cor. Outro modo de engrossar a tinta é usando-se tinta branca.
O empasto utilizado criteriosamente, em áreas especificas da pintura, é reservado para os retoques finais, realces ou qualquer outra área de cor vibrante do plano de fundo. Existe um bom motivo para isso: a tinta espessa possui uma presença física mais poderosa do que a da tinta rala, que costuma avançar para frente do quadro.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Nova Era - Parte 4


A BÍBLIA NOS ADVERTE

O que diria Deus à respeito de tais esforços humanos para adaptar e integrar os costumes pagãos dentro do cristianismo? O que revelam as Sagradas Escrituras sobre o envolvimento com bruxaria e as práticas neopagãs? A Bíblia narra que quando os antigos israelitas saíram do Egito e estavam perto de entrar na terra prometida, Deus advertiu: " não perguntes acerca dos seus deuses, dizendo: Assim como serviram estas nações os seus deuses, do mesmo modo também farei eu. Assim não farás ao SENHOR teu Deus; porque tudo o que é abominável ao SENHOR, e que ele odeia, fizeram eles a seus deuses...Tudo o que eu te ordeno, observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás. (Deuteronômio 12:29-32).
Outro mandamento divino: "Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará... adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos. Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR (Deuteronômio: 18;9-12). É claro que a Bíblia proíbe andar com bruxarias e feitiçarias e idolatria, mas os israelitas desobedeceram este mandamento divino. As Escrituras afirmam que "se e deram-se a adivinhações, e criam em agouros; e venderam-se para fazer o que era mau aos olhos do SENHOR, para o provocarem à ira (2 Reis 17:17).
Alguns desprezaram estas advertências afirmando que são apenas fatos que ocorreram há muito tempo e que não tem nenhuma relação com a era presente. Outros ainda se perguntam: Como pode ser mal a bruxaria se agora o lema das bruxas é "não praticar o mal" e se os médiuns são compassivos ajudando outros a receber mensagens de seus entes queridos que partiram? E o que tem de mal se uma festa antiga nos põe em contato com as estações e os ciclos da Natureza? O que há de perigoso se praticarmos tais coisas?
Sem dúvida, A Bíblia condena tais práticas por razões específicas e consideráveis. Os livros, os filmes e os programas de televisão sobre bruxos e bruxas despertam a curiosidade e estimulam o interesse pelo ocultismo. A crescente aceitação pelo paganismo e a feitiçaria está deixando cegas as pessoas e as tornam insensíveis diante dos males e dos perigos de fazer contato com o mundo dos espíritos. Absorver de modo passivo a filosofia da wicca de que "nada é absoluto" e aceitar
um engano perigoso. Elevar cânticos e orações a uma deusa mãe é simplesmente idolatria, algo que Deus considera como grave transgressão (ver 1 Samuel 15:23).
Seguir praticando antigos costumes pagãos sobre um nome "cristão" é perpetuar práticas que enalteciam deuses pagãos. Quando tais práticas tomam o lugar das festas que Deus ordenou como perpétuas (ver Levíticos 23), faz-nos deixar de ver o Deus verdadeiro e se ignora Seu plano e Seu propósito para a existência humana!
É porisso que Deus advertiu a o seu povo por meio dos profetas: Não se acostume com o proceder dos pagãos (Jr 10:2).
Em uma profecia que se presta muito bem nesse momento, a do profeta Jeremias quando adverte que o seu povo sofrerá um grande desastre " porque vossos pais me deixaram... e andaram após deuses extranhos" e porque "vós caminhais cada um segundo a imaginação do seu malvado coração, não ouvindo a Mim" (Jr 16:10-13).
A Bíblia afirma que pela sua inclinação em abandonar as instruções e as leis de Deus e por sua tendência em buscar conforto na bruxaria, o ocultismo e a idolatria, os descendentes atuais dos israelitas e todas as nações do mundo, sofrerão graves conseqüências (Jr 9:12-16); Oséias 8, 9,10). O atual renascimento do paganismo é muito significativo. É mais um sintoma que descreve a situação em que nos encontramos neste tempo do fim. Tudo isso trará castigo de Deus antes que Jesus Cristo retorne e implante o seu reino desde há muito anunciado pelos seus ungidos, os profetas. Devemos atender a estas advertências proféticas e oportunas... ! e não nos deixarmos levar por esta terrível onda do paganismo.

(Extraído de revista El Mundo de Mañana. Tradução livre)

domingo, 5 de setembro de 2010

Nova Era - parte 3





RELÍQUIAS DO PAGANISMO

É natural sentirmos inquietos diante dos perigos da bruxaria e da irreverência do culto pagão diante da Natureza. Às vezes torna-se mais difícil analisarmos nossas próprias tradições religiosas. Hoje poucas pessoas parecem entender, ou não o consideram, o fato de que os ritos e as festas pagãs são a base de muitas festas tradicionais no mundo ocidental. Milhões de pessoas que se consideram cristãs vêm na semana santa e no domingo da ressurreição a tradição mais importante do ano. Sem dúvida, também na literatura não cristã encontramos reverência por este dia como "a mais importante das festas derivadas da Lua no calendário pagão", porquanto comemora a "celebração da primavera (no hemisfério Norte) da deusa Eostre ou Ostara" lá pela época do equinócio de primavera, em que as horas de luminosidade solar começam a sobrepujar as horas de escuridão" (Manual de días paganos, Pennick).
Com pouca investigação, você pode descobrir que "Ostera é uma deusa pagã alemã... da fertilidade e o renascimento" e que "para revelar as origens da celebração cristã da páscoa florida faz-se necessário buscar mais além do que a imagem de Ostera", a qual se associa com ovos e coelhos, símbolos da fecundidade e do renascer (Celebre a Terra: Um ano de festas na tradição pagã, Cabot, pág. 113). Outras fontes nos lembram que a deusa pagã da primavera emprestou seu nome a esta festa em certos idiomas. Por exemplo, "a palavra 'Easter' que se usa para nomear a semana santa [em inglês] não é uma expressão cristã... a palavra vem do nome de uma deusa pagã, a deusa da primavera. Easter é simplesmente uma forma mais moderna de Ishtar... que é outro nome de Semíramis da Babilônia" (Religião dos mistérios babilônicos, pág. 152).
Poucos parecem notar que "a festa de halloween [ou noite das bruxas] é uma manifestação moderna da festa pagã em memória dos mortos" (Pennick, pág. 19) No dia dos mortos, chamado sambain, que acontece no primeiro dia de novembro e marca o início do inverno no hemisfério Norte e o tempo em que os pagãos sentem que podem comunicar-se com os espíritos dos mortos. Nos países católicos, estas festas persisjtem com diversos nomes. O dia primeiro de novembro converteu-se no "dia de finados", em honra aos mortos e as almas dos que ainda não foram declaradas santas (ibidem, pág. 18)


O Natal foi descrito como "uma maravilhosa amálgama de tradições religiosas antigas e modernas, pagas, zoroástricas, judia, mitraica e cristã" (ibidem, pág. 133). Mesmo que a data 25 de dezembro supostamente assinala o nascimento de Jesus, nem este dia e nem mesmo os costumes e tradições que a rodeiam não tem nada a ver com Jesus Cristo nem com a religião bíblica. Ao contrário, as festividades do período natalino "representam o velho paganismo que o cristianismo - leia-se catolicismo - nunca extinguiu" (Costumes e tradições natalinas, Miles, pág. 161). o dia 25 de dezembro é uma data aproximada do solstício de inverno (o dia mais curto do ano), e é sagrado para as religiões pagãs. "Dentro da tradição romana, era a festa do
Sol Invicto" e no antigo Egito, "se afirmava que Nut, a deusa do Céu, dava à luz ao Sol no solstício de inverno" (Pennick, pág. 20). As tradições natalinas de festejar e trocar presentes vem da antiga festa romana chamada saturnalia, com sua saudação de "bona saturnalia" e também da festa romana do ano novo, o calendas, o 1º de Janeiro, que era associado a um comportamento desenfreado, algo como um carnaval (Pennick, pág.139).
Considerando o que foi dito acima, resta-nos indagar: Como e quando chegou a tradição cristã a guardar o dia 25 de dezembro como o dia do nascimento de Jesus?
Os historiadores reconhecem que a primeira celebração do nascimento de Cristo no dia 25 de dezembro "se deu em Roma em meados do quarto século AD... A primeira citação de uma festa de natal no dia 25 de dezembro encontra-se em um documento romano conhecido como o calendário filocaliano, que remonta ao ano 354 DC... Desde Roma, o natal se espalhou pelo Ocidente com a conversão dos bárbaros" (Miles, pág. 20-21). A Bíblia, claro está, não menciona a data do nascimento de Jesus. "A principal razão para escolher este dia mais provavelmente foi que coincidia com a festa pagã" que celebrava o renascer do Sol (ibidem, pág. 23).
No intuito de estimular a conversão dos pagãos a fé católica, os clérigos adaptaram costumes pagãos a sua religião dando novos nomes. O papa Gregório I, escrevendo no ano 601 DC, solicitou a Augustin de Canterbury para permitir que os anglosaxões pagãos conservassem as formas externas de suas velhas festas mas que as guardassem revestidos de um novo significado (Miles, pág. 179). Certo autor, meditando à respeito da carta do Pontífice, afirmou que "aqui vemos claramente a mentalidade do eclesiástico transgredindo" (ibidem).
O testemunho da história indica que a Igreja Romana primitiva adotou e adaptou práticas populares em um esforço para difundir a fé "cristã" encubrindo "os costumes pagãos com um cristianismo superficial" (ibidem, pág. 19). O historiador católico Will Durant reconhece isto claramente quando escreveu: "A cristandade não destruiu o paganismo, ao contrário, o adotou... Os mistérios gregos se trasladaram ao impressionante mistério da missa. Outras culturas pagãs contribuiram para este sincretismo. Do Egito tomaram a adoração da Virgem e do Menino e a teosofia mística originou o neoplatonismo, como também ao gnosticismo enegrecendo o credo cristão... Da Frígia chegou a adoração da Nossa Senhora, a grande mãe... O cristianismo - leia-se catolicismo romano - foi a última grande criação do antigo mundo pagão" (História de la Civilización, vol. 5, pág. 595).

(Extraído de revista "El Mundo de Mañana", tradução livre).