domingo, 31 de maio de 2009

Limões verdes sobre fundo vinho

Poema por uma Nova Vida













Assim por este orbe
de ódio e traições,
de agonizantes "etc" da dor,
sigo pensando:

- "Se a vida fosse doce
mesmo como um doce qualquer..."
Haveria por acaso menos espinhos
nas rosas cor-de-rosa, menos ácidos
corroendo os espíritos, menos
esse "tudo-de-ruim".
Ah! Se a vida fosse
como suave verso de Camões
a vagar solto por entre as vagas
do "mar da vida"...
Certamente as ondas
não afogariam minh'alma
e sentiria sobretudo o perfume
da paz e da felicidade
(a harmonia entre os homens).


Se não houvesse este ódio perfeito,
esta inveja "politicament correta",
tudo seria diverso e tão bonito...
Sim. Eu não me sentiria
como mosca nogenta
sobrevoando o excremento
fétido deste mundo.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

ÁFRICA

Bem-vindos aonde a morte
Plantou as suas rosas.
Onde o sol furioso e indiferente
Traz o espetáculo da tortura!
Aí, sim a fome alarga
Suas fronteiras.
Uma longa noite sem estrelas
Só, a Lua espreita
As duas vogais da morte.
Bem-vindos aonde as raízes
Da dor e da miséria
Feriram a terra negramente.
Apenas os animais a desconhecem
Por serem brutos ignorantes.
Ali a pobreza semeou
Suas sementes.
Ali as correntes do destino
Selaram a vida
Dos pobres miseráveis.

terça-feira, 26 de maio de 2009

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Meus abstratos


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Ínfima, Infinita Morte

Morte vívida, morte clara,
Plácida morte.
Audível morte, explosão de calma.
Morte, astuciosa morte.
Aspergindo meus entes de lágrimas copiosas.
Caiu do céu, belicosa morte
Que a vida buscas também.
Ó morte, ó sorte, ó cálice carmim!...
Que pages, que webes, que pastas
Ou arquivo caberiam tudo que sei sobre ti.
Morte que embalastes o corpo de um Santo,
Chegas cobertas de folhas de outono,
De frios invernos boreais perante mim.
Diga-me onde traças teu caminho perto de mim.
Mostra-me ao menos de onde surgistes,
Que mãos te teceram (se é que alguém te teceu).

Morte, copiosa morte, esta é a sorte
Dos que não tem sorte.
Morte suspirante, impensável morte.
Buscarás meu corpo e te apossarás
Dele convulsionadamente, buliçosamente,
Redimida sorte no fim dos meus dias.
O que parecia tristeza será alegria;
Todos os escuros vários sóis serão.
Morte, vestida de esporte
Desfilando altiva, esta é tua sorte.
Morte, austera morte, calorosa morte
Que este meu corpo
Não assombrarás.
Ó morte ínfima, infinita minúscula razão
Tens de existir, para que os pobres humanos
Angustiem o espírito.
Morte sem corte, sem norte, sem sorte, ó morte
No fim dos meus dias.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Visite o meu Flickr Abstrakor

Acesse www.flickr.com/people/abstrakor e veja toda minha arte digital. São abstratos, paisagens e natureza-morta. Este é um hobby que não troco por nada, nem por um banho de praia no final de semana. Cada um faz o que quer (mesmo que alguma vez deixe outra diversão de lado). É uma terapia para relaxar nas horas vagas. Se você não tem um hobby então invente um agora mesmo. Não vai mais ficar com a mente desocupada e sem ter o que fazer, em que pensar, em que tocar, ou pintar, o montar... sei lá, são muitas as opções. Antes de começar a "hobbyar" dê um mergulho na net e pesquise um pouco sobre o tema que escolheu. Pesquise materiais, inspire-se em outras pessoas, estude um pouco o assunto. Isso te ajudará muito no início.

O QUE É ISTO?




O que queres tu saber acerca da Poesia?
Clamai ao poeta e ele vos responderá.
É o sol quando põe-se no horizonte
Atrás dos montes, é o sol
Cheio de raios para te aquecer.
É o frio, a branca neve da Groelândia
Para te arrepiar.
Poesia é quando nada tem palavra
Para te ensinar, e sussurrante vem
Te namorar.

É ainda o sangue, o espinho
Dos heróis e mártires
Na guerra a assolar.
É onda quebrando no final do mar.
São várias palavras mágicas no arco-íris
Colorindo o teu céu.
Elas decifram o que há no limite
De tu'alma a cantar.

domingo, 17 de maio de 2009

Minha Casa

Minha casa é bela à beira da rua.
Seus muros são de ouro,
Seu telhado é de prata.
São do meu lar a boa acolhida,
O melhor chá da tarde bem quentinho,
O sofá mais aconchegante e macio.
É do meu lar a mesa tão farta,
É da minha casa o pão mais saboroso.


Minha casa
Tem janelas
Que o ar festeja
Quando entra e
Assovia ao passar.
Minha casa tem duas estrelas
Que nunca se extinguirão:
Um velhinho de cabelos brancos,
E minha mãezinha que outra
Mais de ternura e amor não há.


Minha casa tem palavras
Mui sábias de se escutar,
E uma música maviosa
Quen não se enfada de ouvir.


Minha casa tem a vida
Mais que mais se pode ter.
Minha casa tem a última hora
Que todo mundo quer ter.

Poema por João Pessoa, a cidade verde





Cidade és, dentro de um parque.
És verde plaga junto ao mar,
És floresta onde brotaram casas,
Casa e floresta encantados,
Que se abraçaram um ao outro
No mesmo solo gentil.

Cidade onde casas e árvores
Se confundem no verde do teu aconchego.
Tens casas de folhas, troncos
Galhos e raízes e casas de tijolos
Para o homem repousar.
Tens jambeiros que são casas
Onde cantam em algazarras os pássaros
À tarde tão felizes!

Caminhando em tuas ruas
Meus versos se esvaziaram,
Os meus poemas brotaram
No mais verde do meu olhar.

Meus abstratos

POEMA INDAGAÇÃO






A vida ocorre na cidade limpa.
A vida corre no córrego
Cristalino.

A vida respira o ar despoluído,
A vida se inspira no parque
Verde mui tranquilo... a vida...
Mas, onde a cidade limpa?
Onde agora,pois, o córrego
Cristalino? Que? Qual o endereço
Do ar despoluido, do tão verde parque
De córregos tão tranquilos?

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A LENDA DE UM POEMA









Era uma vez um poema
que escrevi algum dia.
Do papel (A-quatro) em que o tal
se realizava fiz um aviãozinho
usando linhas retas para trabalhá-lho.


Depois lancei-o bem longe.
Ele rumou para o Norte,
Acertando em cheio a lua cheia
Onde vou morar.


Suas letras, suas frases, etc,
eram madeira, tijolo, areia e coisa-e-tal,
dos quais surgiu uma casa
para os meus futuros versos
repousarem calmos.
Ali estarão bem distantes.
Alheios aos murmúrios das cidades,
aos zig-zag das metrópoles errantes,
alheio aos abortos jogados nas lixeiras,
aos trânsitos nervosos de Nova Iorque
e São Paulo, aos trancos e barrancos das nações,
às emoções cor de sangue dos seus orientes.


Ali bem distante, indiferentes
aos descasos dos eleitos do povo,
dos falsos mestres sentados em seus tronos,
ali eles (os versos) regurgitarão
a balada dos hipócritas, dos espiritualmente
saciados, dos mestres das zanguizarras
de Washington e Bruxelas...bem longe
onde nada disso possa inspirar
o meu poema, então, redimido
de tudo isso, poetizarei em paz.

Soneto da Casa Abandonada






Eu nasci no Sítio Jatobá, zona rural do município de Bananeiras, Paraíba. Em 1978 meu pai comprou uma casa na cidade e fomos morar em Solânea, pertinho da nossa propriedade. O meu tio Geraldo casou-se e ficou tomando conta do sítio. Mas 26 anos depois ele também veio morar na cidade e o sítio foi vendido. A casa onde nasci agora é uma tapera abandonada caindo aos poucos, mas que a história vivida nela jamais tombará. Eu nunca esquerecei os momentos felizes (e infelizes também) que passei nela. Hoje escrevi este soneto:



Naquela casa vazia, abandonada
Ó, nem aos menos o silêncio restou.
Apenas de mim a saudade, mais nada,
Paira sobre a casa a sós em que habitou


O meu sonho atado à noite enluarada,
Em que luzidia minh'alma encarnou
Todos os sonhos duma vida e amou
Também a esta casinha desprezada.


Ficarás pra sempre ao relento.
Dia após dia outro alguém mendigarás
Consolando-te apenas o meu pensamento.


Sobre este solo em que teu corpo jaz
Pensando em mim a todo momento,
Sem fim meus primeiros passos guardarás.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

FUGA

De mim mesmo para onde fugirei?
Arruinaria por acaso as pontes
Que me unem duma parte a outra?
Ou como átomos ocultos na matéria
Esconderia-se de mim mesmo?

Irei além do além
Onde restarei sozinho
Sem que recorde-se de mim.
Saquiarei as esperanças de reencontrar-me
E iludirei minha alma
Para que não me procure.

E então, bem longe onde nada mais resta,
Nem mesmo o próprio Nada,
Eu próprio serei sozinho
Sem que de mim pertubem-me o espírito.

Do Riso que se Foi

Deletai-me a dor,
Ó musas a cantar
No jardim do amor,
-Pérolas do meu mar.
Dai-me um vetor
Onde eu possa estar,
Ó musas do alvor,
Do clarão do Luar!
Num arquivo ali,
Não sei de preciso,
Resta o que construí.
Se foi de improviso
(esse mal sofri).
-Devolvam-me o riso!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O Tempo

Que desperdício há!
Ver o tempo passar
E não tê-lo aproveitado!
Mas enquanto jexistir tempo
Sempre haverá oportunidade.
Oportunidade de mudar
A situação ruim,
De reverter o mal momento,
De ir atrás daquilo que se quer...
O tempo passa rápido,
E ficam para trás os sonhos não vividos,
As oportunidades perdidas,
Os desejos não realizados.
Mas permaneceremos
Na memória de alguém,
No coração de quem sbe sorrir,
Na amizade conquistada...
A gente nunca vai de vez!
Sempre fica um pouquinho
De nós por aí... rsrsrs.
(minha marca registrada).

Por Nicélia Soares.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Hobby Francês

Expressões Idiomáticas


  • Descobrir a mazela: mettre le doigt sur la plaie.
  • Cortar o fio da meada: interrompre une pensée brusquemment.
  • À medida de seus desejos: comme vous le souhaitez.
  • Mentir descaradamente: mentir impudemment.
  • Fazer ouvidos de mercador: faire la sourde oreille.
  • Ter mesa franca: tenir table ouverte.
  • Meter-se em tudo: se mêler de tout.
  • Menino criado com muitos mimos: enfant gâtér.
  • Morrer à mingua: périr d'inanition.
  • Moer com pancadas: souer de coups.
  • Morder a língua: se repentir d'avoir dit quelque chose.
  • Estar pela hora da morte: être très cher.
  • Andar ou estar morto por algo: désirer ardemment une chose.
  • Água morta: eau stagnante.
  • Estar às moscas: être abandonné.
  • Andar de moscas: être oisif.
  • Mostrar com quantos paus se faz uma canoa: donner une leçon.
  • Trabalhar como um mouro: travailler beaucoup.
  • Dar com o nariz ana porta: trouver usage de bois.
  • Meter o nariz em tudo: fourrer son nez par tout.
  • Olhar por si: prendre garde à soi.
  • Olhar com o rabo do olho: grugner, regarder do coin de l'œil.
  • Olhar de esguelha: regarder de côté.
  • A olhos vistos: à vie d'œil.
  • Encher os olhos: plaire.
  • Em um abrir e fechar de olhos: en un clin d'œil.
  • Bons olhos o vejam: je suis fort heureux de vous voir.
  • Pôr no olho da rua: mettre à la porte.
  • Ter bom ouvido: avoir l'oreille fine.
  • Não dar ouvidos: ne pas vouloir écouter.
  • Tapar os ouvidos: se boucher les oreilles.
  • Uma ova!: serin, va!
  • Cair como um patinho: donner dans le panneau.