sexta-feira, 12 de junho de 2009

Seis Horas

São seis horas quando bate o sino.
É quando voltam para casa
O rico e o pobre,
O pequeno e o grande.
Então os seus sonhos se esfumaçam
E onde os próprios se acabam.
Se acabam no final do dia e com o dia.
É a hora quando surge o sonhador
E eu fico meditando: "se Nosso Senhor
Não tivesse criado a noite cheia de estrelas
E de escuridão sem fim, e de calmaria?"
Então não se poderia sonhar
Porque a vida seria um dia sem fim.
Um dia apenas de duras realidades,
Um dia em que morreríamos
Porque não poderíamos sonhar.
Eu tenho certeza que aquele interminável dia
Torna-se-ia numa imensa noite
Para todos os viventes...
E nunca saberíamos como sonhar,
Jamais sonharíamos com o amanhã.

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