segunda-feira, 9 de março de 2009

POEMA DE QUANDO ESTAVA EM SÃO PAULO

Simples sou como qualdquer homem
Que mesmo dando apenas
Dois passos na vinte e três de março
Prossegue seu destino.
Simples sou como
Qualquer um que ama,
Mesmo que seja uma flor
Murcha na calçada.
Pelos pequenos parques da cidade,
Como meninos perdidos do Limbo,
Procuro o que respirar de bom,
Procuro o que ver de bom,
Procuro o que imaginar de bom...
Pelos pequenos parques verdes
Desta grande senhora
Ornada de cubos de cristal-pedra-e-aço.
Perdidos vão os silêncios
Por entre suas avenidas.
Sossobrando pelas esquinas
Eles seguem buscando como borboletas
"Pousar no meu chapéu".
Simples como algum
Poeta acadiano
Sonhando rios despoluidos
E casas de portas semi-abertas
Sem que o estranho as espreite.
Que busca uma face amiga
Dispersa na multidão destes calçadões.
No cosmo destas ruas
Simples como "Dirceu de Marília"
Juntos no "prado coberto de cabras"
Quero placidamente ser.
Simples como o viajante
De outras passadas luas
Simples como "a outra
Metade busca a outra
Metade" quero ser.
Mesmo que apenas rodeado
De "mansos rebanhos de sonhos"
Que embalam simples
Esta grande cidade.

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