segunda-feira, 6 de abril de 2009

Abandonado

Quando eu te encontrei sozinho estavas.
Percebi sobre a tua cabeça inerte
Uma coroa de espinhos agudos.
Quando olhei ao redor haviam fugido
Todos quanto reclinaram-se ao teu peito.
Antes saciastes uma multidão;
Agora és reducto de fome e sede.
E onde a dor e a morte se alojaram.
Antes, o rei; hoje, o servo
Repartido entre a morte e o desespero.
Antes eras príncipe de príncipes;
Agora, escravo da solidão.
Procuro alguém que console tua alma
E que venha fartar-te de pão e vinho...
Eras tão grande e agora tão pequeno;
Eras tão forte e de repente fostes vulnerável!
Porém, entendo que escolhestes um caminho melhor:
O amor, o qual te fez um vencedor.
Este trouxe vitória e outra vez a coroa da justiça
Foi posta em tua cabeça.
Uma espada de dois gumes
É o teu reinado.
E novamente a avida amanheceu.
Diante das densas trevas e dos homens
Foi anunciado a
Redenção.

Nenhum comentário:

Postar um comentário