terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Caatinga Nordestina - Municipio de Solânea, PB

Cenas da Caatinga nordestina. Esta imagens mostram a "mata branca" no período de estiagem. 

Açude Cacimba da Várzea




Sangradouro do Cacimba da Várzea








Criação de tilápias no açude Cacimba da Várzea











A Nova Jerusalém: a Cidade de Deus, de Cristo - Parte 08


Quem entrará e quem ficará fora (Ap 22,8.15).



“Quanto    aos covardes, porém, e aos infiéis, aos corruptos, aos assassinos, aos impudicos, aos magos, aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua porção se encontra no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte” (Ap 22,8); “Ficarão de fora, os cães, os mágicos, os impudicos, os homicidas, os idólatras e todos os que amam ou praticam a mentira” (Ap 22,15).
    Paulo tem exortações semelhantes quanto à responsabilidade diante da salvação, e classifica os que se condenarão: “Por isso Deus os entregou a paixões aviltantes: suas mulheres mudaram as relações naturais por relações contra a natureza; igualmente os homens, deixando a relação natural com a mulher, arderam em desejo uns para com os outros, praticando torpezas homens com homens e recebendo em si mesmos a paga da sua aberração. E como não julgaram bom ter o conhecimento de Deus, Deus os entregou à sua mente incapaz de julgar, para fazerem o que não convém: repletos de toda a sorte de injustiça, perversidade, avidez e malícia, cheios de inveja, assassínios, rixas, fraudes e malvadezas; detratores, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, arrogantes, fanfarrões, engenhosos no mal, rebeldes para com o pais, insensatos, desleais, sem coração, nem piedade”(Rm 1,24-31).
Os livros sibilinos apresentam uma lista com algumas mudanças dos condenado 
(ver Tabela I):



As principais listas de excluídos do Reino no Novo Testamento (ver Tabela II):





(Continua no próximo post)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A Nova Jerusalém: a Cidade de Deus, de Cristo - Parte 07


A Cidade de Cristo no Ap 23-50.




O Ap 23 usa o mesmo arquétipo do autor do Apocalipse. Paulo é conduzido por um anjo para visitar a cidade de Cristo. Semelhante aos relatos mitológicos da segunda vida na religiosidade egípcia, a nova cidade está depois do grande rio, ou do outro lado do lago Aqueronte.
   
 Um fato peculiar e próprio dentro do quadro do Apocalipse é que os habitantes da cidade de Cristo se alegraram ao verem Paulo chegando. O texto não explicita porque esses habitantes se alegraram. Mais adiante, quando o vidente encontra os profetas junto ao rio de mel, também é recebido com carinho e ele pergunta ao anjo que o conduz a razão de tanta deferência, e o anjo responde que é para todos os que renunciaram a vontade própria para fazer a vontade de Deus que são bem recebidos (Ap 25).


Descrição da cidade

A cidade de Cristo tinha 12 muros, 12 torres e 12 portas, cercada por quatro rios: o rio de mel, rio de leite, rio de vinho e rio de óleo.
A cidade que Paulo vê é de ouro puro, isto é, a realeza por excelência, a realeza perfeita, também construída com doze muralhas e doze torres, mas essas não estão nomeadas ou determinadas. Apenas que em cada torre há um estádio de um muro ao outro (185m.). Essa distância corresponde à distância entre o Senhor Deus e os homens (Ap 23).
A novidade na cidade de Cristo é que é circundada por quatro rios: um rio de mel, um rio de leite, um rio de vinho e um rio de óleo. Cada rio tem um nome próprio: o rio de mel é o Pison, o rio de leite é o Eufrates, o rio de óleo é o Guion (ou Gyon), riacho ao sul de Jerusalém, onde Salomão foi ungido rei por Natã e Sadoc, por isso rio do óleo
 (1Rs 1,32-40). O rio de vinho é o Tigre.


Quem Paulo encontrou junto a cada rio?

a) O anjo conduziu Paulo junto ao rio de mel (Pison) e lá viu Isaías, Jeremias, Ezequiel, Amós, Miquéias e os profetas maiores e menores. Então o vidente perguntou ao anjo que lugar era aquele, e o anjo retrucou: este é o caminho dos profetas e todos os que renunciaram a própria vontade para fazer a vontade de Deus. E eles saudaram Paulo (Ap 25).
b) Em seguida o anjo conduziu Paulo ao rio do leite e lá encontrou todas as crianças que Herodes matou. E o anjo acrescentou: todos os que guardam a castidade e a pureza, quando saem do corpo são entregues a Miguel para que as conduza até esse lugar e as crianças as saúdem. E elas saudaram Paulo (Ap 26).
c) O nosso vidente foi conduzido pelo anjo à parte norte da cidade (o Tigre corre mais ao norte, junto à Assíria antiga) e lá encontrou Abraão, Isaac, Jacó, Ló e Jó. Ele perguntou ao anjo quem eram eles, e o anjo respondeu que foram aqueles que exerceram a hospitalidade. Eles estavam junto ao rio de vinho. O vinho é o símbolo da festa, da alegria e da hospitalidade (Ap 27).
d) E o quarto lugar foi o rio do óleo, no lado oriental da cidade. Lá havia homens cantando. E o anjo disse ao vidente que esses eram aqueles que se haviam empenhado no louvor ao Senhor e não tinham orgulho neles mesmos (Ap 28).

(Continua no próximo post.)


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A Nova Jerusalém: a Cidade de Deus, de Cristo - Parte 06


A descrição da cidade no Apocalipse.






    A cidade celeste é preciosíssima como uma pedra de jaspe cristalino (21,11).
    A nova cidade tinha doze portas e doze alicerces. A maioria dos autores e mesmo as concordâncias bíblicas colocam essa descrição das doze portas e seus nomes em sintonia com Ezequiel 48,30-35. Ainda que possa haver uma analogia simbólica, em  Ezequiel não se trata de uma cidade celeste, mas da reconstrução da Jerusalém histórica. Parece haver uma diferença conceitual bastante significativa, visto que o profeta  Ezequiel, situado no exílio, sonha com a reconstrução da cidade histórica de Jerusalém, enquanto o vidente João transfere toda a percepção para outra realidade, ou seja, uma cidade onde não haja mais possibilidade de destruição, de dor ou conflitos. Ela será a cidade de Deus com o seu povo, isto é, todos os povos. Essa visão é includente, pois Deus será Deus e o povo será o povo, não mais segregado, mas unido. Assim, nos doze portões estarão inscritos os nomes das doze tribos de Israel (21,12), mas a muralha tinha doze alicerces e neles estavam os nomes dos doze apóstolos (21,14). De modo análogo aparece o texto do Ap 7,1-17 apresenta uma visão da salvação inclusiva, em duas partes.       Todos os que tiverem praticado a justiça dentre as doze tribos estarão salvos, e a grande
multidão, que ninguém podia contar, de todos os povos, tribos, línguas e nações que adoraram o Cordeiro e por ele lavaram suas vestes no seu sangue.
    


    O Apocalipse se afasta das visões proféticas veterotestamentárias enquanto ele entende que uma cidade de Deus não se sujeita a interpretações culturais, históricas ou alinhavadas no tempo. Deus transcende a História, os povos e as culturas, dessa forma a referência às doze tribos ou aos doze apóstolos é apenas uma questão de compreensão humana para a superação das barreiras segregatórias criadas pelas culturas e crenças.
    João, o vidente, tem diante de si uma realidade escatológica. Se Deus vai enxugar toda a lágrima e numa mais haverá choro ou luto (Ap 21,4; cf. Is 25,8; 35,10; Ez 37,27), então o “vale de lágrimas” estará terminado para os que vivem a justiça e a fidelidade aos mandamentos (Ap 13,15-17).
    O acesso a essa cidade não será mais estabelecido pelos circuncisos no corpo ou pelos geneticamente perfeitos, mas pelos que foram fiéis ao Cordeiro, pois o Immanuel (Is 7,14) será o Deus com eles (Ap 21,3). Essa cidade não encontra similaridade na terra, por isso é a cidade de Deus. Assim, a longa e tortuosa história chegaria ao fim, a humanidade está de volta à casa do Pai, o paraíso.
    A nova Jerusalém de João não está no horizonte de qualquer antítese senão a própria Jerusalém terrena. Todo o sentido da nova cidade está voltado para a adesão a Cristo, ao seu Evangelho: “Se alguém está em Cristo é nova criatura. Passaram-se as coisas antigas, eis que se fez realidade nova” (2Cor 5,17).

(Continua na parte 07)

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A Nova Jerusalém: a Cidade de Deus, de Cristo - Parte 05


Os Novos Céus e a Nova Terra em Is 65,17-25




    A descrição dessa nova realidade, em Isaías, apresenta uma aproximação com o Apocalipse 21-22, mas não se trata de uma cidade, e sim, de algo totalmente novo, uma nova ordem das coisas, uma nova criação, novas criaturas sem pecados e sem males:
“17 Com efeito, criarei novos céus e uma nova terra, as coisas de outrora não serão lembradas, nem tornarão a vir ao coração. 
18 Alegrai-vos, pois, e regozijai-vos para sempre com aquilo que estou para criar: eis que farei de Jerusalém um júbilo e do meu povo uma alegria. 
19 Sim, regozijar-me-ei em Jerusalém, sentirei alegria em meu povo. Nela não se tornará a ouvir choro, nem lamenta-ção. 
20 Já não haverá ali criancinhas que vivam apenas alguns dias, nem velho que não complete sua idade; com efeito, o menino morrerá com cem anos e o pecador só será amaldiçoado aos cem anos. 
21 Os homens construirão casas e as habitarão, plantarão videiras e comerão os seus frutos. 
22 Já não construirão para que outro habite a sua casa, não plantarão para que outro coma o fruto, pois a duração da vida do meu povo será como os dias de uma árvore, meus eleitos consumirão eles mesmos o fruto do trabalho das suas mãos. 
23 Não se fatigarão inutilmente, nem gerarão filhos para a desgraça; porque constituirão a raça dos benditos de Yahweh, juntamente com os seus descendentes. 
24 Acontecerá então que antes de me invocarem, eu já lhes terei respondido; enquanto ainda estiverem falando, eu já os terei atendido. 
25 O lobo e o cordeiro pastarão juntos, o leão comerá feno como o boi. Quanto à serpente, o pó da terra será seu alimento. Não se fará mal, nem violência em todo o meu monte santo, diz Yahweh” (Is 65,17-25) *(9).


    Um ponto importante na utopia de Isaías é que as coisas velhas não virão mais ao coração. O que seriam essas coisas do passado? Seriam apenas os males, as dores, a violência, ou trata-se de saudades de coisas perdidas, do apego ao tempo e ao espaço? Se a média de vida na Palestina era de 42 anos, como se podia aplicar uma pena ao culpado só aos cem anos? O salmista afirma que era um fato notável quando alguém chegasse aos oitenta anos (Sl 90,10).
    O profeta vai além de um sonho histórico, de uma realidade política e de ambições nacionalistas. O lobo nunca comerá capim, mas não exercerá agressividade contra o cordeiro. A nova criação será sem os males dessa que ali está, que o profeta vive, que experiencia e conhece. É um olhar distante, uma realidade no além.


A Cidade de Deus (a Nova Jerusalém) no Ap 21-22.





    O Ap de João 21,1 fala de um novo céu e uma nova terra como sendo uma visão, em continuidade à seqüência de visões do autor, desde 4,1 em diante. . Pode-se, na verdade, falar de uma visão única no Apocalipse à qual se manifesta em etapas. Desde que o vidente é chamado a subir aos céus (Ap 4,1) até à conclusão do julgamento (Ap 22,15).
    O primeiro céu e a primeira terra já não existem (Ap 21,1), por isso, a Jerusalém celeste desce dos céus pronta como uma esposa enfeitada (Ap 21,2-3), ela desce dos céus de modo totalmente surpreendente, sem que os convidados saibam como está vestida, quem a acompanha ou onde vai se instalar.
    A Jerusalém celeste terá apenas o nome de Jerusalém, mas será uma cidade com um contexto totalmente diferente. Ela nada tem da Jerusalém histórica, situada em Israel atual.
    Nosso autor está fazendo uma releitura de sentido de tudo quanto consta em torno da Jerusalém atual. Ainda que o autor possa ter tido alguma inspiração em Is 51 e 65,
essa cidade de Davi (2Sam 5,9; 24,25; 1Rs 6,2; Sl 122) é a cidade de Deus, não a cidade dos homens.
    Não se trata da cidade dos Jebuseus conquistada por Davi e seu bando (2Sm 5,6-10; 1Cr 11,4-9), também não é a futura capital do povo messiânico (cf. Is 2,1-5; 54,11; 60; Jr 3,17; Sl 87,1). Na Jerusalém histórica, atual, o Espírito Santo inicia a missão da Igreja cristã
 (At 1,4.8; 2,1-13; 8,1.4). A Jerusalém celeste, a cidade de Deus não procede da cidade de Davi, da Jerusalém histórica, mas de Deus. Em Is 60 e Ez 40 trata-se da Jerusalém atual, reformada, reconstruída e embelezada. O arquétipo de sentido pode ter inspiração nesses e outros textos veterotestamentários, mas a Jerusalém de João e a de Paulo (apócrifo) é celeste.
    O autor vê uma cidade substituindo a outra, porque a primeira passou, mudou, sumiu.      Onde será instalada essa cidade, ele não define, apenas que ela desceu dos céus como a cidade de Deus.
    O vidente é conduzido à cidade de Deus por um dos sete anjos (Ap 21,9) das pragas (cf. 8,7-21) para ver a cidade situada sobre o monte.
A Jerusalém que João vê e descreve é descida do céu (21,10; cf. 21,2)

*(9) A conclusão dessa descrição no v. 25 se aproxima da cidade do Messias, pois ele reinará com justiça e inspiração do Espírito de Yahweh. O seu reinado estabelecerá a justiça e todas as criaturas conviverão numa harmonia paradisíaca (Is 11,6-9).



quarta-feira, 14 de novembro de 2012

A Nova Jerusalém: a Cidade de Deus, de Cristo - Parte 04




A Descrição da Cidade de Jerusalém Ez 48,30-35.




    As portas da cidade teriam os nomes das tribos de Israel, em sinal de saudade e memória do passado (48,31). Três portas ficarão ao norte (Rúben, Judá e Levi). No lado leste também haveria três portas (José, Benjamim e Dã). No lado sul haveria três portas com os nomes de Simeão, Issacar e Zabulon. Do lado Oeste estariam as portas com os nomes das tribos de Gad, Aser e Neftali. O comprimento dos muros seria de um quadrilátero com quatro mil e quinhentos côvados.
    O nome da cidade dado pelo profeta seria “Yahweh Sham”, isto é, Javé está lá. No decreto de Ciro, o retorno dos exilados tinha uma razão fundamental: Javé não tinha ido para o exílio, mas tinha ficado na cidade e os que quisessem adorá-lo teriam que voltar para a cidade e reconstruí-la. “Assim fala Ciro, rei da Pérsia: Yahweh,, o Deus do céu, entregou-me todos os reinos da terra e me encarregou de construir-lhe um Templo em Jerusalém, na terra de Judá. Todo aquele que dentre vós, pertence a seu povo, Deus esteja com ele e suba a Jerusalém, na terra de Judá, e construa o templo de Yahweh, o Deus de Israel – o Deus que reside em Jerusalém” (Esdras 1,2-4).
    Se o Deus dos judeus ficou em Jerusalém, no exílio não havia como louvá-lo, bendizê-lo e adorá-lo. O salmo histórico dos exilados pode soar como uma realidade que move o coração e a razão para momentos tristes da vida: “À beira dos canais da Babilônia nos sentamos e choramos com saudades de Sião (Jerusalém); nos salgueiros que ali estavam penduramos nossas harpas. Lá, os que nos exilaram pediam canções; nossos raptores queriam alegria – „Cantai-nos um canto de Sião!‟ Como poderíamos cantar um canto de Yahweh numa terra estrangeira? Se eu me esquecer de ti, Jerusalém, que me seque a mão direita. Que me cole a língua ao paladar caso eu não me lembre de ti...” (Sl 137, 1-6).

    A visão da cidade de Jerusalém parte de uma imagem ou de informações que o profeta já conhecia. Os exilados tinham muita saudade de sua terra e sua cidade, e pior, sabiam que estava em ruínas. A cidade de Jerusalém está associada à terra, à pátria, ao lugar de morada confrontados com o desterro, o exílio e a consciência de culpa. Esperar pelo fim do exílio e sonhar com uma nova oportunidade de reconstruir os sonhos para si e para os seus não era uma visão, mas um sonho real, acalentado a cada noite mal dormida e a cada dia de trabalho escravo. A Jerusalém de Ezequiel 40-48 se aproxima da visão de Isaías 62.66.

Continua na parte 05

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A Nova Jerusalém: a Cidade de Deus, de Cristo - Parte 03







     As medidas tomadas por Esdras e seu grupo foram mais na ordem sociológica e política do que religiosa. O caos social se instaura ao redor de Jerusalém com o repúdio de muitas mulheres e seus filhos. Muitas delas se retiram para a Samaria, umas com seus filhos, mas sem nenhum recurso econômico e outras com seus próprios maridos, os quais não aceitaram a determinação de Esdras.
    O segundo nível de leis da restauração foi o acesso ao templo. Os estrangeiros não poderiam mais passar da parte externa para dentro. Os sacerdotes que desempenhariam as funções seriam exclusivamente sadoquitas, como encontramos na própria especificação de Ezequiel: Os levitas serão a classe de sacerdotes que servirá no templo, eles serão responsáveis pela matança dos animais para o sacrifício e oferecerão a gordura e o sangue (Ez 44,10-31). Esse texto mostra como o sacerdócio levítico foi se impondo na tradição pós-exílica, mas a sua hegemonia foi construída com muitas lutas e revoltas de outros grupos como os de Coré, Datan e Abiran (Nm 16-17)(5).



A Descrição do Templo
    

    Ezequiel recebe a descrição, a localização e as medidas do novo templo através de uma visão (Ez 40-42). As dimensões, as proporções e tudo o que concerne ao mesmo estava de acordo com uma nova visão de povo, de culto e sacerdócio, mas a inspiração e o detalhamento ele encontra no livro dos Reis (1Rs 6-7)(6).
a) Quanto ao povo, as novas regras seriam claras: nenhum estrangeiro, incircunciso de coração (cf. Dt 30,6) e incircunciso de corpo entraria mais no átrio interno, passando da balaustrada (Ez 44,9);
b) Quanto ao culto seria executado segundo as determinações da pureza, do con-trole da origem, com medidas e pesos fixos e datas precisas (Ez 45,13-25);
c) Quanto ao sacerdócio seria exclusivo dos levitas (Ez 44,10-31). O sacerdócio, antes do exílio era uma função exercida por muitos, dentre os filhos de Aarão (cf. Ex 28,1).
Esses três tópicos seriam suficientes para marcar uma nova etapa na história de um povo. Até o exílio, o povo de Israel agregava gente de outras culturas e etnias sob a égide de Yahweh (cananeus, egípcios, moabitas e outros) formando o povo hebreu. Depois do exílio, surge o povo judeu, não mais caracterizado como o habitante de Judá, mas como uma raça que integra exclusivamente a linhagem genética estabelecida pela reforma de Esdras.
    


    As visões sucessivas do profeta a respeito das medidas do templo foram sendo passadas paulatinamente no vigésimo quinto ano do exílio (Ez 40,1) indicando que ain-da faltavam mais vinte e seis anos para a libertação, pois o exílio durou cinqüenta e um anos, sem contar todos os conflitos para o começo das obras de reconstrução que atra-sou a sua conclusão em algumas décadas (cf. Esd 5-7).
As medidas do templo seguem parâmetros semelhantes aos anteriores, isto é, do primeiro templo salomônico (1Rs 6-7). Keil e Delitzsch afirmam que Ezequiel separa a cidade do templo. O templo deve estar no topo da montanha santa, no centro de Canaã, numa reconstrução tipificada no primeiro templo de Salomão, enquanto a Jerusalém celeste não teria o templo, pois não precisa dele(7).
5 ARTUSO, V., A revolta de Coré, Datan e Abiran contra Moisés e Aarão, tese de Doutorado na PUC-Rio, 2007. O autor apresenta uma análise narrativa dos conflitos e dos castigos impostos aos revoltosos em virtude de sua não aceitação da exclusividade do sacerdócio levítico, imposto à força por Moisés e Aarão.
6 KEIL, C.V., DELITZSCH, F., “Ezequiel and Daniel”, Commentary on the Old Testament, v.9, p. 342-381.



sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A profecia Maia: o novo Apocalipse?

    


    
Era grande a expectativa de toda a Terra quando da passagem do milênio. Os exotéricos esperavam que algo de extraordinário acontecesse, que uma nova era tivesse início, que a o planeta entrasse noutra frequência vibratória. Os ufólogos místicos, que uma grande frota de OVNIs surgisse de repente no céu diante da humanidade atônita. Os cristãos esperavam que o messias, Jesus Cristo retornasse e num piscar  de olhos os fiéis fossem arrebatados para a Nova Jerusalém. Mas nada disso ocorreu, o novo milênio até que chegou silencioso, sem dizer palavras e a Terra continuou seu rumo em volta do Sol. 
    Mas desde algum tempo a atenção de muitos tem-se voltado outra vez para as profecias. Desta vez não mantém seus olhos fixos no céu, mas esperam que algo estrondoso e importante acontecerá na Terra. As profecias dos maias fala entre outras coisas que o nosso sol se encontrá no cruzamento entre duas galáxias e vai se alinhar no centro da Via Láctea. Em exatos 22 de Dezembro de 2012 o Sol irá receber um raio sincronizado da Galáxia, algo muito poderoso que mudara todo nosso planeta.
Em suma, espera-se que grandes mudanças ocorrerão, guerras acontecerão por fortes motivos políticos. 
    Muitos se indagam: será este o apocalipse tão há muito esperado? O mundo vai ser transformado, mas para pior? Será o fim do mundo? 
    Mas a Bíblia, a Palavra de Deus, afirma de modo diferente. Os planos traçados nela para a humanidade são outros. Jesus afirmou: Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça". Portanto sejamos sábios, para não crermos em fábulas, crendo sim nas palavras dAquele que foi o primogênito da Criação de Deus e por Ele nada do que foi feito se fez: Jesus Cristo. 
Portanto não estejais aflitos e ansiosos, crede em Deus, crede também em Jesus, o Cristo das nações!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Série Povos da Terra - Os Druidas


Bardos, Ovates e Druidas



Publicado com a permissão de Rowena Arnehoy Seneween ®


Os Druidas eram sacerdotes a maioria das tribos celtas, além de filósofos, poetas, legisladores, conselheiros, historiadores, médicos, juízes, professores, profetas, magos e guardiões das tradições orais da tribo, constituindo assim, a unidade político-religiosa dos celtas. O Druidismo, por sua vez, um fenômeno exclusivo da sociedade celta.
É impossível falar dos Druidas sem falar dos Celtas e vice-versa. Os Celtas eram compostos de várias tribos, sendo que cada uma tinha seu próprio chefe e, apesar de serem bem diferentes entre si, possuíam uma cultura em comum, uma raça guerreira, o parentesco das línguas, os costumes, a religião e, conseqüentemente, os sacerdotes.
Imagem de John Duncan
A etimologia da palavra Druida (Druid), vem através das línguas britônicas (galês, bretão e córnico), que significa aquele que tem o conhecimento do carvalho, assim como, das línguas goidélicas (gaélico irlandês, gaélico escocês e manês), que significa aquele que tem a sabedoria do carvalho ou homem sábio.
O sentido de "sabedoria do carvalho" é confirmado pelos relatos de Plínio, o Velho, historiador romano (23 d.C. - 79 d.C.), associada as suas práticas religiosas - "Um druida vestido de branco, subia numa árvore de carvalho e fazia o corte do visco com uma foice de ouro".
Os Druidas dividiam-se em três tipos de funções ou ofícios sacerdotais, que eram: os Bardos, os Ovates e os Druidas.
"Entre os povos da Gália, em geral, existem três tipos de homens, conhecidos por sua honra excepcional: Bardos, Ovates e Druidas. Os Bardos são músicos e poetas, os Ovates, adivinhos e filósofos naturais, enquanto que os Druidas, além da filosofia estudam também a moral." Diodoro Sículo - historiador grego, que viveu no séc. I a.C.
- Os Bardos, conhecidos como Filid (plural de Fili) na Irlanda, possuíam habilidades poéticas, artísticas e acadêmicas. Eram encarregados de transmitir os ensinamentos druídicos, contando suas histórias e lendas na forma de poemas recitados ou através de músicas. Eles foram considerados os grandes guardiões da tradição oral.
- Os Ovates ou Vates possuíam habilidades intuitivas e mágicas, incluindo a cura, a astrologia e a adivinhação. Eram considerados profetas, xamãs e videntes. Trabalhavam os três reinos do passado, presente e futuro, em estados de transe, recebiam mensagens do Outro Mundo e previam o destino de toda a tribo.
- Os Druidas possuíam a função sacerdotal, exercendo também, a função de conselheiros e filósofos. Eram eles os responsáveis pelas cerimônias religiosas, pelos rituais em geral e por todos os julgamentos proferidos na tribo. Os Druidas eram considerados grandes intelectuais, detentores de um vasto conhecimento sobre a terra e os astros. Seus conhecimentos iam desde as propriedades curativas das ervas à comunicação com os Deuses. Por essa razão eram sempre consultados pelos reis e chefes das tribos celtas.
O sacerdócio não era uma casta fechada, mas aberta a todos aqueles que demonstrassem aptidão para o mesmo. Os Druidas, normalmente, constituíam família.
Os Druidas ensinavam sobre a metempsicose, termo que descreve a transmigração da alma, de um corpo para outro, com a possibilidade da alma humana habitar outros corpos animais ou vegetais. Entre seus ensinamentos há relatos sobre a doutrina pitagórica de a alma renascer em outro corpo depois da morte.
“O testemunho dos escritores greco-romanos demonstra que os Druidas ocupavam-se de um grande número de funções político-religiosas e que eles eram envolvidos com a profecia e a prática de magia, bem como, responsabilidades sacerdotais mais básicas como organização do culto, oração e sacrifício.” (Dra. Miranda J. Green). 
Além das funções citadas, possuíam o dom de prever o futuro e entravam em transe xamânico para contatar o Outro Mundo. Considerados mestres da magia faziam encantamentos quando necessário e provocavam um sono mágico nos inimigos, possivelmente hipnótico. Outra habilidade era produzir brumas misteriosas para mudar de aparência ou se esconder, uma arte conhecida como "féth fiada".
Eles também podiam impor a uma pessoa um "Geis", uma espécie de proibição ou tabu, uma maldição ou um feitiço que, ao ser quebrado, acarretava terríveis conseqüências ao transgressor.
Podemos concluir que os Druidas pertenciam a um sacerdócio puramente celta.
Na Gália (atual França), Grã-Bretanha e Irlanda eles ensinavam àqueles que pretendiam tornar-se Druida, apenas de forma oral ou através do Ogham, seus estudos podiam se estender até vinte anos de máxima dedicação. Por esse motivo, ficamos apenas com um legado de conhecimento perdido no tempo.
Enfim, tudo o que sabemos hoje sobre os druidas, fora o fato de que eles adoravam o carvalho e o visco, são de relatos vindos de militares e historiadores greco-romanos e, posteriormente, na Idade Média, por monges e abades, pois a sua verdadeira origem ainda é um mistério...
Por isso é muito importante pesquisar em diferentes fontes, além de ler a opinião de vários historiadores, pois a história, infelizmente, é facilmente manipulável, conforme os interesses pessoais, principalmente, daqueles que venceram as batalhas.
Seguir a intuição, baseada em fatos, nos faz sair da mera ilusão romântica, para as mais belas descobertas adormecidas da alma... Que assim seja!
Rowena Arnehoy Seneween ®
Referências bibliográficas:
GREEN, Miranda Jane Aldhouse - Exploring the World of the Druids - London: Thames and Hudson, 1997.
JUBAINVILLE, Henri-Marie D‘ Arbois.- Os Druidas. Os Deuses Celtas com Formas de Animais - São Paulo: Madras, 2003.
MACCULLOCH, J.A. - A Religião dos Antigos Celtas - Edinburgh: T. & T. CLARK, 1911.

Créditos da imagem - John Duncan: 1866-1945.


Acesse e saiba mais sobre a história dos druidas e celtas http://www.templodeavalon.com

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A Nova Jerusalém: a Cidade de Deus, de Cristo - Parte 02


     
    Na teologia deuteronomista, dentro da qual se encontra o profeta, vem a consci-
ência do exílio como punição de Yahweh contra o povo por causa da idolatria e da corrupção do templo (cf. Dt 30,1-20). O povo havia desvirtuado o sentido do templo e do 
sagrado. Na profecia de Isaías, o templo deveria ser a casa de oração para todos os povos (Is 56,7). É bem verdade que na oração de inauguração do templo, Salomão intercede pelo estrangeiro, aquele que vem de longe, se vier a orar no Nome de Yahweh nesse 
templo, ele poderia ser atendido lá dos céus onde Deus mora (1Rs 8,41-43). Conforme 
essa oração, atribuída a Salomão, haveria uma possibilidade ecumênica de presença no 
templo, mas todas as orações e ritos deveriam estar voltados para o mesmo Deus, o 
Deus de Israel. Um outro aspecto interessante dessa oração é que  Deus não mora no 
templo, ele mora nos céus, por que nem os céus e tão pouco essa casa podem abarcar 
Deus (1Rs 8,26-27). Essa consciência da soberania e magnanimidade de Yahweh contrasta com a visão política do templo aplicada por Esdras, como motivação para o retorno dos filhos dos exilados, o qual insiste que o Deus de Israel reside em Jerusalém (Esd 
1,1-6). Afinal, YaHWeH, Deus de Israel, mora ou não mora no Templo?

Os conflitos religiosos e sociais sempre complicaram a relação do sagrado com o 
profano na tradição de Israel. O profeta Miquéias afirma que quando o povo entrava no 
santuário, cheio de pecados, Yahweh se retirava dele (Mq 1,2-3). Se Yahweh sai do 
santuário e vai para os altos montes da terra, ele protesta contra a hipocrisia de Israel e 
vai escutar os pagãos que fazem seus sacrifícios nos lugares altos. É o protesto de Yahweh contra seu povo. O pecado social do povo é a razão do exílio e, segundo o profeta 
Jeremias, o retorno do exílio seria mais importante do que o êxodo do Egito (Jr 16,14-
16). 

Diante dessa teologia deuteronomista, até certo ponto, nacionalista, tratava-se de 
justificar a pureza da raça, a exclusão dos estrangeiros e os privilégios dos que estavam 
retornando sob os auspícios dos persas. Assim justificado, Esdras convoca todos os 
homens para que apresentem a genealogia de suas esposas, e caso não fosse comprovada sua pureza genética, segundo a descendência abraâmica, eles assinariam o libelo de 
repúdio (Esd 9-10)1
.
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Na tradição semítica não é correto falar de divórcio, pois esse lexema pressupõe um direito bilateral de 
petição jurídica e de estado de direito. Visto que as mulheres eram compradas pelas famílias dos maridos, 
depois do casamento elas passavam a ser propriedade dos maridos, e unicamente eles tinham o direito de 
sobre o destino delas. Assim não se fala que a mulher não deve cobiçar o marido da próxima, mas somente o homem não pode cobiçar a mulher do próximo (Ex 20,17; Dt 5,20). Sendo propriedade do marido, 
esse poderia dar a carta de repúdio (expulsão) por qualquer motivo (Mt 19,3).

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A Nova Jerusalém: a Cidade de Deus, de Cristo - Parte 01





Leitura intertextual de Ez 48,30-35, Ap 21-22 e App 1 de Paulo 23-50.
 Por Isidoro Mazzarolo

A Cidade e o Templo de Jerusalém em Ez 40-48.


Ezequiel é um profeta que escreve, provavelmente, dentro do exílio da Babilô-
nia. Quando Ezequiel escreve sua profecia, Jerusalém ainda estava em escombros. 
expectativa do profeta não é escatológica, não é futurista, ela é histórica, imediata, concreta. O Deus do seu povo mora em Jerusalém, Yahweh não foi para o exílio, ele ficou 
sem a casa, mas reside nesta cidade (Esd 1,3). O profeta almeja e sonha que essa cidade 
dos seus antepassados seja reconstruída e Deus possa voltar a ser cultuado no seu monte 
santo, no seu templo (cf. Esd 1,4).
A profecia mistura sonho e visão com a expectativa, anseios concretos e imediatos de uma cidade reerguida das cinzas. Ezequiel não está longe da realidade, mas sua 
forma de escrever é enigmática e reconstrutiva do passado perdido na destruição e nas 
deportações. A visão da nova cidade começa no capítulo 40 e se estende até o capítulo 
48 e tem caráter político e religioso. O profeta espera que a cidade volte a ser o lugar da 
morada de Deus, por isso, não bastavam apenas medidas econômicas para reconstruir a 
cidade, suas muralhas, seu brilho e pujança, era preciso também tomar sérias medidas 
religiosas e culturais a fim de impedir que outro exílio acontecesse. Essas medidas culturais exigiriam uma seleção e exclusão do acesso ao templo. Todos os incircuncisos de 
coração e de corpo, bem como nenhum estrangeiro poderiam entrar no novo 
templo (Ez 44,49). 


Essa medida drástica evitava a possível ocasião de profanação do templo através 
da impureza ou da indignidade de orar no Templo: “Que nenhum estrangeiro penetre no 
interior da balaustrada e do recinto que cercam o santuário. Aquele que venha a ser apanhado só a si próprio deverá culpar pela morte que será o seu castigo”
 O profeta estaria pressupondo uma nova forma de evitar abusos do passado 
no templo quando, em 
virtude de acordos políticos, os reis de Israel casavam com mulheres pagãs e elas tinham o privilégio de colocar suas divindades no templo do rei e de prestar cultos idolá-
tricos no mesmo santuário (cf.1Rs 11,1-13). 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Modificador Boolean - Exemplo Prático 02


Aprendendo a usar modificadores booleanos no Blender. Nível iniciante.
                    Pré-requisitos: conhecimentos básicos do Blender.



Adicione um plane e redimensione como na ilustração (Fig 01)


Fig 01

Na Top View posicione assim (Fig 02)

Fig 02


Na Front View centralize assim (Fig 03)

Fig 03



Selecione o Plane e clique em Objects Modifiers (Fig 04)


 Fig 04



Clique em Boolean (Fig 05)

 Fig 05
Em Operation escolha Difference (Fig 06)

 Fig 06
Clique seguindo a ordem das setas amarelas (Fig 07)

 Fig 07


Clique em Apply (Fig 08)
  (Fig 08)




Mova a esfera (G Key) (Fig 09)


 Fig 09
Agora repitas os passos de 1 até 9. Posicione a mesma esfera no lado oposto do plane. Adcione um Cube e redimensionando conforme a imagem centralize-o (Fig 10) 

 Fig 10 
 Cube centralizado (TopView) (Fig 11)

 Fig 11

Na Left View modele o Cube deixando nesta aparência antes de centralizá-lo no Plane. Use Ctrl+R para adicionar Edges, então é possível modelarmos a base plana (Fig 12)


 Fig 12


Aqui está o resultado do nosso tutorial. Você pode melhorar esta pia de louças. Use a imaginação.


Modifier Boolean no Blender 3D

Um exemplo prático com o Modificador Boolean. Use a imaginação e modele objetos incríveis com ele.


Passo 01:
Adicione um cubo e uma UVsphere na janela 3D e selecione o cubo (Fig. 01).

Fig. 01













Passo 02:
Clique em Object Modifiers (Fig. 02)

Fig. 02








Passo 03:
Na janela que se abrir selecione Boolean (Fig. 03).


Fig. 03











Passo 04:
Ao clicar no modificador Boolean você terá 3 (três) opções para este modificador. Vamos escolher  Difference. Com esta opção a região afetada pela UVsphere será subtraída      (Fig. 04).





Fig. 04

Passo 05:
Depois de escolher a operação Difference clique dentro da janelinha em Objeto e em seguida clique em Sphere (Fig. 05).



Fig. 05


   A UVsphere será o objeto que atuará como o modificador criando uma cavidade dentro do cubo. Ou melhor a UVsphere é o agente principal da operação Boolean >Difference no cubo (Fig. 06).

Fig. 06

Passo 06:
Para finalizar clique em Apply (Fig. 07) Mova a esfera (Key G) e veja o resultado. Repita os passos para usar as outras operações: Union e Intersect.


Fig. 07