quinta-feira, 26 de novembro de 2009

HOBBY FRANCES

Minha Família

La Famille


Família: la famille
Familiares: des parents
Avós: les grands-parents
Pais: les parents
Mãe: la mère
Madrasta/sogra: la belle-mère
Pai: le père,
Padrasto/sogro: le beau-père
Filha: la fille
Filho: le fils
Irmão: le frère
Gêmeos: les jumeaux
Gêmeas: les jumelles
Tio: l'oncle
Tia: la tante
Avó: la grand-mère
Avô: le grand-père
Prima: la cousine
Primo: le cousin
Esposa: la femme
Marido: le mari
Sobrinha: sobrina
Sobriño: sobrino

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

HOBBY FRANCES

Gramática francesa

Aqui você tem uma breve introdução a gramática francesa, se você decidir começar a estudar esta língua você terá uma idéia geral do que você vai encontrar.

Verbos

Presente e infinitivo

Em francês, o presente se usa em expreções do tipo:
Je lis de la philosophie.

Se o que você quer é enfatizar a idéia de que você está realizando uma ação, você deve usar a estrutura "en train de":
Je ne peux venir. Je suis en train de peindre ma maison.

Em francês, o presente simples também se usa para expressar ações que se vão realizar em um futuro próximo.
Je pars demain à la guerre.

Infinitivo: o infinitivo não leva marca de tempo. é a forma não conjugada do verbo. Quando encontramos dois verbos juntos, o primeiro marcará o tempo.

Passado

Existem dois tipos de passado, o "passé composé" ou passado composto se usa para expressar ações terminadas: Elle a donné um coup de pied dans le ballon. Le camion a heurté l'arbre. Il a mangé ume groseille.

A segunda forma de passado, o "passé semple" ou passado simples sustitui ao passé composé em escritura formal. Le Français fit ce que qu'en toute occasion font is français, il se mit à rire.

Futuro e condicional

O futuro pode se sustituir pelo verbo " aller" mais outro verbo. Ils vont appeller nos parents.

Já o condicional não é um tempo e sim um modo, expressa o hipotético e o possível. Si vous nettoyez votre chambre, votre colocataire serait plus gentil avec vous.

Pronomes

Pronomes pessoais: Singular: Je, tu, elle/il/on Plural: nous, vous, elis/ ils

Impessoais: Um sujeito impessoal é o que se usa em expreções de tempo. Nestas expreções o sujeito não cumpre nenhuma função, representa, poderíamos dizer, como são as coisas neste momento. O verbo impessoal vai sempre em terceira pessoa.

Tempo: Il é o sujeito da expreção de tiempo. Quelle heure est-il? Il est 4 heures..

Tempo (clima): para expressões relacionadas com o clima. Il pleut..

Advérbios

Os substantivos se veem modoficados pelos adjetivos. O advérbio é uma palavra invariavel que tem como função complementar ao verbo,modificar um adjetivo, um sustantivo ou inclusive uma frase inteira. Um exemplo de um advérbio que modifica a um adjetivo: Ils sont trop sophistiqués.

Um advérbio que modifica uma frase inteira: Heureusement, malgré que je suis pauvre, j'ai de la nourriture, de l'eau, et um abri.

Quando os advérbios modifican verbos, nos explican sobre tudo cmo se realiza a ação. Estes advérbios recebem o nome de advérbios de modo: Ils s'embrassent passionnément.

Negações

"Ne" é a partucula que se usa para realizar a negação de um verbo. Quando a expressao é negativa se usa a particula "pas" detrás do verbo. Je ne veux pas être um numéro.

Se "ne" vai seguido de vocal se contrae e fica a forma "n'". Nos verbos compostos "pas" se coloca detrás do verbo auxiliar. La France a perdu ume bataille! Mais la France n'a pas perdu la guerre! Appel du général de Gaulle.

Os infinitivos se negam colocando a forma "ne pas" na frente. L'enfer ét de ne pas aimer.

Na linguagem coloquial a partícula "ne" se omite com frequëncia. Je sais pas.

Artigos

Em francês os sobstantivos vão precedidos de Artigos.

Artigos indefinidos

Un/une sao artigos indefinidos que precedem a substantivos singulares.
un oiseau : um pássaro
un acteur : um ator
une actrice : uma atriz
une blatte : uma barata

Artigos indefinidos plurais: O artigo indefinido plural, des, se usa para se referir a mais de uma entidade. Não se usa para se referir a comentários gerais sobre um grupo, é dizer, para as observações gerais sobre entidades coletivas. esse é o papel do artigo definido como veremos a seguir. Je vois des blattes partout.

Artigo definido

Os artigos definidos são: le, la, is. Os Artigos definidos se utilizam também nas ocasiões que nos referimos a um grupo de sustantivos em sua totalidade. Por exemplo quando se fazem comentários gerais sobre todas as baratas, os humanos ou os carros. is blattes vivent dans is murs et se reproduisent prodigieusement.

Também se utiliza nos casos que queremos generalizar, por exemplo quando não nos referimos a uma guerra em particular e sim as guerras em geral. La guerre ét horrible. .

Adjetivos

Os adjetivos franceses concordam em gênero e número com o substantivo que acompanham.

Formação dos adjetivos

Para formar adjetivos femininos, partimos do adjetivo masculino e acrescentamos um " e" ao final..
C'est um petit garçon. é uma criança (menina).
C'est ume petite fille. é uma criança (menino).

Mas não todos os adjetivos femeninos cumprem esta regra, tem muitas exceções. Alguns adjetivos dobram suas consoantes finais, outros são iguais sendo femeninos ou masculinos e outros mudam tanto que não se parecem em nada a seu correspondente masculino.

O plural dos adjetivos, sendo masculinos ou femeninos, se forma acrescentando um "s" ao final da palavra. is lits bleus sont là-bas. (lit é masculino)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Verbos do Terceiro Grupo:

formação ® variável, mas as terminações -S, -S, -T, -ONS, -EZ, -ENT permancecem. Confira a relação de verbos de conjugação semelhante logo abaixo do verbo conjugado. No fim da lição, confira também a lista dos verbos mais utilizados.

-IR

®Partir (Partir)

Je pars

Tu pars

Il, Elle, On part

Nous partons

Vous partez

Ils, Elles partent

conjugaison semblable:

dormir, sentir, mentir

®Venir (Vir)

Je viens

Tu viens

Il, Elle, On vient

Nous venons

Vous venez

Ils, Elles, viennent

conjugaison semblable:

tenir, devenir

®Ouvrir (Abrir)

J’ouvre

Tu ouvres

Il, Elle, On ouvre

Nous ouvrons

Vous ouvrez

Ils, Elles ouvrent

conjugaison semblable

offrir

-RE

®Vendre (Vender)

Je vends

Tu vends

Il, Elle, On vend

Nous vendons

Vous vendez

Ils, Elles vendent

conjugaison semblable:

perdre, rendre, attendre

®Prendre (Tomar, Pegar)

Je prends

Tu prends

Il, Elle, On prend

Nous prenons

Vous prenez

Ils, Elles prennent

conjugaison semblable

apprendre, comprendre

®Peindre (Pintar)

Je peins

Tu peins

Il, Elle, On peint

Nous peignons

Vous peignez

Ils, Elles peignent

conjugaison semblable

craindre

-OIR

®Devoir (Dever, Ter que)

Je dois

Tu dois

Il, Elle, On doit

Nous devons

Vous devez

Ils, Elles doivent

conjugaison semblable

recevoir

®Pouvoir (Poder)

Je peux

Tu peux

Il, Elle, On peut

Nous pouvons

Vous pouvez

Ils, Elles peuvent

conjugaison semblable

vouloir

®Savoir (Saber)

Je sais

Tu sais

Il, Elle, On sait

Nous savons

Vous savez

Ils, Elles savent

conjugaison semblable:

***

®Voir (Ver)

Je vois

Tu vois

Il, Elle, On voit

Nous voyons

Vous voyez

Ils, Elles voient

®Prévoir (Prever)

Je prévois

Tu prévois

Il, Elle, On prévoit

Nous prévoyons

Vous prévoyez

Ils, Elles prévoient

®s’Asseoir (Sentar-se)

Je m’assieds

Tu t’assieds

Il, Elle, On s’assied

Nous nous asseyons

Vous vous asseyez

Ils, Elles s’asseyent

3.5. Verbos do Segundo Grupo:

formação ® retirar a terminação -IR e adicionar -IS, -IS, -IT, -ISSONS, -ISSEZ, -ISSENT

®Finir (Acabar)

Je finis

Tu finis

Il, Elle, On finit

Nous finissons

Vous finissez

Ils, Elles finissent

®Choisir (Escolher)

Je choisis

Tu choisis

Ils, Elles, On choisit

Nous choisissons

Vous choisissez

Ils, Elles choisissent

®Agir (Agir) *

J’agis

Tu agis

Il, Elle, On agit

Nous agissons

Vous agissez

Ils, Elles, agissent

* Se o verbo “Agir” for pronominal, ou seja, “s’agir”, significará “tratar-se de”

domingo, 14 de junho de 2009

Hobby Francês

Le Présent de L'indicatif


Verbos da 1ª conjugação (1º grupo)

Retira-se "ER" e acrescentamos: e, es, ons, ez, ent

Ex: chanter, aller, trouver, acheter, s'apeller, nicher, liquéfier, ligner, liguer, lézarder, piter, pincer, quitter, rapiéceter, rapiner, rappeler, sacer, sangler.

Conjugando o verbo trouver no présent de l'indicatif

Je trouve
Tu trouves
Il, Elle, on trouve
Nous trouvons
Vous trouvez
Ils, Elles trouvent



Passé composé


j'ai trouvé
tu as trouvé
il a trouvé
nous avons trouvé
vous avez trouvé
ils ont trouvé



sexta-feira, 12 de junho de 2009

Seis Horas

São seis horas quando bate o sino.
É quando voltam para casa
O rico e o pobre,
O pequeno e o grande.
Então os seus sonhos se esfumaçam
E onde os próprios se acabam.
Se acabam no final do dia e com o dia.
É a hora quando surge o sonhador
E eu fico meditando: "se Nosso Senhor
Não tivesse criado a noite cheia de estrelas
E de escuridão sem fim, e de calmaria?"
Então não se poderia sonhar
Porque a vida seria um dia sem fim.
Um dia apenas de duras realidades,
Um dia em que morreríamos
Porque não poderíamos sonhar.
Eu tenho certeza que aquele interminável dia
Torna-se-ia numa imensa noite
Para todos os viventes...
E nunca saberíamos como sonhar,
Jamais sonharíamos com o amanhã.

Espinhos





Às vezes vejo-me impotente
entre os espinhos
num imenso emaranhado
de pontiagudas emoções.

Luto para extirpar da alma
este tormento...
meus anseios convulsionam-se
perdidos no fim dos meus dias.

Verei algures um túnel iluminado?
Um raio de esperança?
Ou um "fio de ariadne"
para guiar-me?

Entorno a alma vazia de soluções
perante mim, e
revolvo-me agonizando
nestes espinhos do meu viver.
Eu nunca os desejei,
mas aí estão.
Jamais os invoquei, porém
na noite escura me acharam.
Ocultei-me no meu eu mais profundo
e os pavores me cercaram,
e os espinhos pontiagudos
me encontraram finalmente.

Meus abstratos

Meu Testemunho - Final

Numa quinta-feira, dia 15 de junho de 1989, houve um culto de ação de graças na minha casa. Neste dia eu não sai, não tive vontade. Alguma coisa me fez permanecer ali até o inicio. Neste dia eu entreguei minhavida a Jesus. Os meus pais e irmão ficaram muito felizes. O pastor Edvanildo me abraçou e disse-me que agora era o momento da minha cura, porque o médico dos médicos é Jesus, só Ele poderia me libertar daquela opressão maligna. O coral de jovens cantou corinhos, outros recitaram salmos, um presbítero deu a Palavra, e assim eu dei os meus primeiros passos na estrada do Pastor da Galiléia. Hoje eu dou mil graças a Deus pela minha vida, por Ele ter me libertado e me guiado no caminha da salvação. As convulsões ficaram para trás, o espiritismo ficou para trás, a mediunidade de há muito não faz mais parte da minha vida. Qual não foi a minha surpresa quando depois de seis meses a médium dona do centro de umbanda onde frequentei vários anos abandonou também a mentira em que estava assentada e rendeu-se aos pés de Jesus! Graças a Deus o inimigo já foi destruido a muito tempo, e não tem mais poder, apenas mente e engana a muitos. Eu jamais desistirei da batalha e não penso de voltar atrás onde está o lugar do engano, da ilusão e da morte.
"Quem quizer tome de graça da água da vida" - são palavras de Jesus. Esta água saciou a minha sede e pode te saciar também. "Entrega os teus caminhaos aos Senhor, confia nEle e o mais Ele fará."

terça-feira, 9 de junho de 2009

Meu Testemunho - Parte 3





Eu fiquei muito alegre vendo minha querida mãesinha curada daquele mal terrível. A atmosfera no meu lar estava mais suave. Todos estávamos nos regozijando pelas bênçãos que o Senhor Jesus estava realizando naqueles dias em nossas vidas.
Certo dia o médium com o qual nos consultávamos nos visitou. Ele perguntou como estava a saúde de mãe e pai relatou tudo o que havia acontecido. Com certeza ele não gostou de ouvir o relato, e depois que lhe foi feito o convite para entregar também sua vida a Jesus ele retirou-se e jamais retornaria a nossa casa. Um pobre coitado! Uma boa oportunidade não devemos rejeitar. Foi isso que ele fez. Até hoje pelo que sei ele vive ainda escravo de satanás.
Meus pais e meus seis irmãos frequentavam a igreja todos os dias. Mas eu continuei sendo católico, tocando orgão nas missas ainda por dois anos. foi então que num culto que realizou-se lá em casa eu resolvi entregar minha vida ao Senhor Jesus. Eu tinha um ódio inexplicavel pelos evangélicos e não queria nem mesmo fitá-los nos olhos. Não queria ouvir meus pais falando do evangelho para mim. Quando faziam cultos lá em casa eu saia e me dirigia até a casa paroquial. Continuava tendo convulsões.
Mas chegou um momento em que todo este mal cessou na minha vida. Eu busquei o Senhor com todas as minhas forças. Usei a fé. E fui curado, glória a Deus, Jesus é o Médico dos médicos, Ele me curou! Sim! E você também se acreditar, se usar tua fé então serás curado!

Meus Abstratos

Jogo da Velha

terça-feira, 2 de junho de 2009

APOCALIPSE

-O fim do mundo ou o fim do medo-






O temor de uma repentina destruição, de uma batalha final que assolaria e destruiria totalmente este orbe onde vivemos angustia a vida de muitos, por muito tempo. Parece ser um sentimento inato do ser humano. Durante milhares e milhares de anos no passado, aconteceram terremotos, inundações, incêndios os quais destruiram quase por completo a vida neste pequeno planeta perdido na vastidão da galáxia Via Láctea. Especies de animais, plantas e outros seres vivos foram extintos no passado remoto devido a estas catástrofes. Parece que a crença de um fim iminente, de uma destruição em massa da vida terrena está profundamente enraizada no mais profundo do coração humano. Claro, este medo tão intrínseco no ser humano tem lá sua razão de existir.
Há algo que impulsiona esta falta de esperança, a ansiedade nos corações, este vazio existencial. É sem dúvida o distanciamente do divino, do trancendental. Se não existe um norte para nos orientar, então não conseguirjemos chegar a lugar nenhum. Quem atinge a dimensão espiritual, trancendental, que eleve o ser noutro patamar superior onde ele consiga encontrar o Norte, então tudo se esclarecerá. Aquele vazio existencial, a falta de esperança, o medo do futuro se acabará. Até o final do século passado este terror indizível de uma catástrofe que iniciaria o fim do mundo amargurava o coração humano. Todos aguardavam o espetáculo de um apocalipse que deflagraria o início do fim. Os olhos de todos era voltado para o alto em busca de sinais. Qualquer acontecimento na terra tais como peste, guerra, terremotos, tudo indicaria já um fim sem volta. Políticos, cientistas, religiosos, místicos, exotéricos, orientais... todos estavam confiantes que agora "ele" viria. Não restava mais nada, tudo estava "consumado". Nada mais podiamos fazer. O ano 2000 se aproximava velozmente. As mentes mais fugazes, mais distraídas, ainda assim estavam aflitas e procuravam evadir-se destes pensamentos. Outros procuravam a todo esforço ignorar o assunto. Mas no geral toda a terra estava angustiada e um suspense pairava sobre as nuvens carregadas de tempestades.
"-O fim vem! O fim vem!"- Bradavam vozes religiosas e outras místicas em todos os recantos da terra. "-Agora é o juízo final!"- Exclamavam outros. As passagens bíblicas a respeito do fim do mundo, do apocalipse, nunca foram tão valorizados, anunciados, meditados, folheados como neste final de era. O final do século vinte estava carregado de nuvens negras, incertezas, fobias, dúvidas.
A verdade apesar de tudo isto, é que em nenhum lugar da Bíblia está escrito que o mundo terá um fim. Muito menos no final do século vinte. Ao contrario, o que está revelado é que este mundo será transformado. Não destruído. Segundo a Palavra de Deus, Ele renovará esta terra. Ele vem fazer uma manutenção gigantesca neste planeta, onde um novo céu é uma nova terra surgirá. Não há fundamento para tanto medo, tanta angústia nos corações. A impiedade, a mentira, a hipocrisia estes sim serão aniquilados, destruídos. O juízo de Deus é para corrigir. Não destruir a terra.
Se você que ser habitante deste novo céu e desta nova terra é necessário que busque o Deus único e verdadeiro revelado em Jesus Cristo. Ele é a tua esperança. Não mais terás medo, dúvidas, e desfrutarás das bênçãos que Ele derramará no mundo reconstruído. A fome, a guerra, a peste não mais terão lugar neste planeta. A justiça será rainha e o amor será o rei. O teu medo terá fim. Não será o fim do mundo mas o fim do medo.


Meu Testemunho - Como o Senhor Jesus me libertou de convulsões terríveis







O ser humano não busca a Deus em vão, ou por motivos fúteis, e vaidosos. Algum problema, alguma bênção que recebemos do alto, um ato profundo de gratidão a Jesus... os motivos são diversos. Comigo não foi diferente. Eu não busquei o Senhor por mero acaso. Na minha carne senti a dor aguda de espinhos me angustiando. Eu vivi meus primeiros passos na localidade Sítio Játoba, municipio de Bananeiras, cidade centenária paraibana situada no circuito do frio da Serra da Borborema. Minha mãe contava a história de uma certa mendiga que um dia chegou pedindo um pouco de farinha para matar a fome. Ela viu uma criança no colo de minha mãe, alegre e cheia de saúde, sempre a sorrir. Ela admirou-se de tanta vitalidade. "-Que menino lindo! Que coisa mais fofinha..."- repetiu a mendiga diversas vezes. Era conhecida como Ana do pé torto. Momentos depois de sumir na curva da estrada, minha mãe notou algo anormal em mim. Eu comecei a passar mal, vomitando e chorando. Ela me levou ao médico à tarde. Eu tinha febre e chorava. Bem, até que eu não sou dado a superstições, mau-olhado, gato preto e coisas desse tipo. Mas minha mãe acha que eu não tive mais tanta saúde a partir daquele dia.

Éramos uma família tradicional católica, participávamos de missas, celebrações, novenas, terços, medalhas de "Nossa Senhora" e assim vai... Mas o que de repente deu um rumo diferente, negro e tenebroso na minha vida foi algo que aconteceu aos meus sete anos de idade. Eu comecei a ter convulsões. Eram seguidas de forte dor de cabeça, náuseas, a pressão baixava. Era terrível tudo aquilo para mim. Os meus pais ficaram aflitos e desnorteados. Aquilo começou certa tarde quando estávamos jantando. Eu fiquei olhando para as paredes...estava confuso... eu ainda me recordo daqueles primeiros instantes... foi terrível. Fui levado ao médico, ele pediu um eletroencefalograma completo. O exame foi realizado no HU de João Pessoa. O primeiro exame acusou alguma coisa anormal. O médico não explicou bem o que poderia ser. Ele prescreveu este medicamento: Comital L. Tomei como indicado mas não obtive nehum proveito, pois as convulsões continuaram, aumentando a freqüência. Ele mandou aumentar a dose diária, mas mesmo assim continuei tendo convulsões. Aos 11 anos de idade eu fui outra vez ao HU (Hospital Universitário) para realizar mais outro exame. Para surpresa de todos o resultado deu negativo. Nada mais foi constatado. Alguém poderia respirar aliviado e exclamar: "Graças a Deus! O problema está regredindo!"- Para nossa frustração o mal continuou a existir.

A médica que realizou o exame era uma pessoa simpática e muito gentil. Ela me abraçou e beijou e me disse que eu iria ficar bom, que acreditasse em Deus. Ela nos conduziu, eu e minha tia Creuza, para o seu gabinete. Ela disse que tinha algo para nos dizer. Sobre o meu caso ela disse algo que influenciaria minha vida por algum tempo. Ela iniciou o assunto nos dizendo que neste mundo existem aspectos que não devemos deixar passar despercebidos. Ela revelou-se uma seguidora da doutrina espírita e disse que meu caso era espiritual. Aconselhou que meus pais procurassem um centro espírita. A minha tia apenas escutou calada. Então voltamos para Solânea onde já eu estava morando em 1978. O meu pai ouviu o recado que a médica havia mandado. Mas o tempo foi passando, eu continuei tomando o Comital L, as convulsões continuaram, e meus pais cada vez mais preocupados comigo. Eu já estava com um pouco de sentimentos de inferioridade, me tornei uma pessoa tímida, isolada, tinha poucos amigos. Os que me olhavam ao caminhar pelas ruas, eu pensava que estavam me julgando, que sabiam domeu problema. Aquilo era terrível. Foi por isso que desisti dos estudos aos 16 anos. Cada vez mais aquilo pesava na alma. Eu me sentia inferior. Eu ia muito bem nos estudos da 7ª séria do 1º grau. Os professores pediram para continuar, que eu era um bom aluno, esforçado. Mas nada disso foi bastante para que eu me animasse.
Em 1982 ganhamos novos vizinhos. Mãe simpatizou com eles e logo todos éramos amigos. Aos poucos ela foi tomando conhecimento do meu caso e não tardou em dar sua opinião. Ela nos disse que era médium e frequentava um centro de umbanda ali perto. Ela ecoou as mesmas palavras daquela médica do HU anos antes: -"Neste mundo existe de tudo". O meu pai era católico praticante na época, era ministro da eucaristia (o que distribui a óstia durante a missa). Ele relutou um pouco, mas um dia contou o caso ao padre ele consentiu dizendo que "se isto é para o bem do teu filho então pode ir, você não vai fazer mal a ninguem..." e coisa desse tipo.
Dias depois lá estávamos no salão onde outras pessoas estavam reunidas esperando por "Dona Zil", a médium espírita. A consulta iniciou, eu fui apresentado ao "guia" e ele me disse que o meu caso era de origem espiritual. Nenum remédio iria resolver. Ele disse que eu estava sofrendo porque era médium, que precisava desenvolver a mediunidade e ficar liberto daquela enfermidade.
(Leia na próxima postagem mais uma parte deste relato).

domingo, 31 de maio de 2009

Limões verdes sobre fundo vinho

Poema por uma Nova Vida













Assim por este orbe
de ódio e traições,
de agonizantes "etc" da dor,
sigo pensando:

- "Se a vida fosse doce
mesmo como um doce qualquer..."
Haveria por acaso menos espinhos
nas rosas cor-de-rosa, menos ácidos
corroendo os espíritos, menos
esse "tudo-de-ruim".
Ah! Se a vida fosse
como suave verso de Camões
a vagar solto por entre as vagas
do "mar da vida"...
Certamente as ondas
não afogariam minh'alma
e sentiria sobretudo o perfume
da paz e da felicidade
(a harmonia entre os homens).


Se não houvesse este ódio perfeito,
esta inveja "politicament correta",
tudo seria diverso e tão bonito...
Sim. Eu não me sentiria
como mosca nogenta
sobrevoando o excremento
fétido deste mundo.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

ÁFRICA

Bem-vindos aonde a morte
Plantou as suas rosas.
Onde o sol furioso e indiferente
Traz o espetáculo da tortura!
Aí, sim a fome alarga
Suas fronteiras.
Uma longa noite sem estrelas
Só, a Lua espreita
As duas vogais da morte.
Bem-vindos aonde as raízes
Da dor e da miséria
Feriram a terra negramente.
Apenas os animais a desconhecem
Por serem brutos ignorantes.
Ali a pobreza semeou
Suas sementes.
Ali as correntes do destino
Selaram a vida
Dos pobres miseráveis.

terça-feira, 26 de maio de 2009

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Meus abstratos


Penseformas

Meus abstratos

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Ínfima, Infinita Morte

Morte vívida, morte clara,
Plácida morte.
Audível morte, explosão de calma.
Morte, astuciosa morte.
Aspergindo meus entes de lágrimas copiosas.
Caiu do céu, belicosa morte
Que a vida buscas também.
Ó morte, ó sorte, ó cálice carmim!...
Que pages, que webes, que pastas
Ou arquivo caberiam tudo que sei sobre ti.
Morte que embalastes o corpo de um Santo,
Chegas cobertas de folhas de outono,
De frios invernos boreais perante mim.
Diga-me onde traças teu caminho perto de mim.
Mostra-me ao menos de onde surgistes,
Que mãos te teceram (se é que alguém te teceu).

Morte, copiosa morte, esta é a sorte
Dos que não tem sorte.
Morte suspirante, impensável morte.
Buscarás meu corpo e te apossarás
Dele convulsionadamente, buliçosamente,
Redimida sorte no fim dos meus dias.
O que parecia tristeza será alegria;
Todos os escuros vários sóis serão.
Morte, vestida de esporte
Desfilando altiva, esta é tua sorte.
Morte, austera morte, calorosa morte
Que este meu corpo
Não assombrarás.
Ó morte ínfima, infinita minúscula razão
Tens de existir, para que os pobres humanos
Angustiem o espírito.
Morte sem corte, sem norte, sem sorte, ó morte
No fim dos meus dias.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Visite o meu Flickr Abstrakor

Acesse www.flickr.com/people/abstrakor e veja toda minha arte digital. São abstratos, paisagens e natureza-morta. Este é um hobby que não troco por nada, nem por um banho de praia no final de semana. Cada um faz o que quer (mesmo que alguma vez deixe outra diversão de lado). É uma terapia para relaxar nas horas vagas. Se você não tem um hobby então invente um agora mesmo. Não vai mais ficar com a mente desocupada e sem ter o que fazer, em que pensar, em que tocar, ou pintar, o montar... sei lá, são muitas as opções. Antes de começar a "hobbyar" dê um mergulho na net e pesquise um pouco sobre o tema que escolheu. Pesquise materiais, inspire-se em outras pessoas, estude um pouco o assunto. Isso te ajudará muito no início.

O QUE É ISTO?




O que queres tu saber acerca da Poesia?
Clamai ao poeta e ele vos responderá.
É o sol quando põe-se no horizonte
Atrás dos montes, é o sol
Cheio de raios para te aquecer.
É o frio, a branca neve da Groelândia
Para te arrepiar.
Poesia é quando nada tem palavra
Para te ensinar, e sussurrante vem
Te namorar.

É ainda o sangue, o espinho
Dos heróis e mártires
Na guerra a assolar.
É onda quebrando no final do mar.
São várias palavras mágicas no arco-íris
Colorindo o teu céu.
Elas decifram o que há no limite
De tu'alma a cantar.

domingo, 17 de maio de 2009

Minha Casa

Minha casa é bela à beira da rua.
Seus muros são de ouro,
Seu telhado é de prata.
São do meu lar a boa acolhida,
O melhor chá da tarde bem quentinho,
O sofá mais aconchegante e macio.
É do meu lar a mesa tão farta,
É da minha casa o pão mais saboroso.


Minha casa
Tem janelas
Que o ar festeja
Quando entra e
Assovia ao passar.
Minha casa tem duas estrelas
Que nunca se extinguirão:
Um velhinho de cabelos brancos,
E minha mãezinha que outra
Mais de ternura e amor não há.


Minha casa tem palavras
Mui sábias de se escutar,
E uma música maviosa
Quen não se enfada de ouvir.


Minha casa tem a vida
Mais que mais se pode ter.
Minha casa tem a última hora
Que todo mundo quer ter.

Poema por João Pessoa, a cidade verde





Cidade és, dentro de um parque.
És verde plaga junto ao mar,
És floresta onde brotaram casas,
Casa e floresta encantados,
Que se abraçaram um ao outro
No mesmo solo gentil.

Cidade onde casas e árvores
Se confundem no verde do teu aconchego.
Tens casas de folhas, troncos
Galhos e raízes e casas de tijolos
Para o homem repousar.
Tens jambeiros que são casas
Onde cantam em algazarras os pássaros
À tarde tão felizes!

Caminhando em tuas ruas
Meus versos se esvaziaram,
Os meus poemas brotaram
No mais verde do meu olhar.

Meus abstratos

POEMA INDAGAÇÃO






A vida ocorre na cidade limpa.
A vida corre no córrego
Cristalino.

A vida respira o ar despoluído,
A vida se inspira no parque
Verde mui tranquilo... a vida...
Mas, onde a cidade limpa?
Onde agora,pois, o córrego
Cristalino? Que? Qual o endereço
Do ar despoluido, do tão verde parque
De córregos tão tranquilos?

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A LENDA DE UM POEMA









Era uma vez um poema
que escrevi algum dia.
Do papel (A-quatro) em que o tal
se realizava fiz um aviãozinho
usando linhas retas para trabalhá-lho.


Depois lancei-o bem longe.
Ele rumou para o Norte,
Acertando em cheio a lua cheia
Onde vou morar.


Suas letras, suas frases, etc,
eram madeira, tijolo, areia e coisa-e-tal,
dos quais surgiu uma casa
para os meus futuros versos
repousarem calmos.
Ali estarão bem distantes.
Alheios aos murmúrios das cidades,
aos zig-zag das metrópoles errantes,
alheio aos abortos jogados nas lixeiras,
aos trânsitos nervosos de Nova Iorque
e São Paulo, aos trancos e barrancos das nações,
às emoções cor de sangue dos seus orientes.


Ali bem distante, indiferentes
aos descasos dos eleitos do povo,
dos falsos mestres sentados em seus tronos,
ali eles (os versos) regurgitarão
a balada dos hipócritas, dos espiritualmente
saciados, dos mestres das zanguizarras
de Washington e Bruxelas...bem longe
onde nada disso possa inspirar
o meu poema, então, redimido
de tudo isso, poetizarei em paz.

Soneto da Casa Abandonada






Eu nasci no Sítio Jatobá, zona rural do município de Bananeiras, Paraíba. Em 1978 meu pai comprou uma casa na cidade e fomos morar em Solânea, pertinho da nossa propriedade. O meu tio Geraldo casou-se e ficou tomando conta do sítio. Mas 26 anos depois ele também veio morar na cidade e o sítio foi vendido. A casa onde nasci agora é uma tapera abandonada caindo aos poucos, mas que a história vivida nela jamais tombará. Eu nunca esquerecei os momentos felizes (e infelizes também) que passei nela. Hoje escrevi este soneto:



Naquela casa vazia, abandonada
Ó, nem aos menos o silêncio restou.
Apenas de mim a saudade, mais nada,
Paira sobre a casa a sós em que habitou


O meu sonho atado à noite enluarada,
Em que luzidia minh'alma encarnou
Todos os sonhos duma vida e amou
Também a esta casinha desprezada.


Ficarás pra sempre ao relento.
Dia após dia outro alguém mendigarás
Consolando-te apenas o meu pensamento.


Sobre este solo em que teu corpo jaz
Pensando em mim a todo momento,
Sem fim meus primeiros passos guardarás.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

FUGA

De mim mesmo para onde fugirei?
Arruinaria por acaso as pontes
Que me unem duma parte a outra?
Ou como átomos ocultos na matéria
Esconderia-se de mim mesmo?

Irei além do além
Onde restarei sozinho
Sem que recorde-se de mim.
Saquiarei as esperanças de reencontrar-me
E iludirei minha alma
Para que não me procure.

E então, bem longe onde nada mais resta,
Nem mesmo o próprio Nada,
Eu próprio serei sozinho
Sem que de mim pertubem-me o espírito.

Do Riso que se Foi

Deletai-me a dor,
Ó musas a cantar
No jardim do amor,
-Pérolas do meu mar.
Dai-me um vetor
Onde eu possa estar,
Ó musas do alvor,
Do clarão do Luar!
Num arquivo ali,
Não sei de preciso,
Resta o que construí.
Se foi de improviso
(esse mal sofri).
-Devolvam-me o riso!