terça-feira, 2 de junho de 2009

Meu Testemunho - Como o Senhor Jesus me libertou de convulsões terríveis







O ser humano não busca a Deus em vão, ou por motivos fúteis, e vaidosos. Algum problema, alguma bênção que recebemos do alto, um ato profundo de gratidão a Jesus... os motivos são diversos. Comigo não foi diferente. Eu não busquei o Senhor por mero acaso. Na minha carne senti a dor aguda de espinhos me angustiando. Eu vivi meus primeiros passos na localidade Sítio Játoba, municipio de Bananeiras, cidade centenária paraibana situada no circuito do frio da Serra da Borborema. Minha mãe contava a história de uma certa mendiga que um dia chegou pedindo um pouco de farinha para matar a fome. Ela viu uma criança no colo de minha mãe, alegre e cheia de saúde, sempre a sorrir. Ela admirou-se de tanta vitalidade. "-Que menino lindo! Que coisa mais fofinha..."- repetiu a mendiga diversas vezes. Era conhecida como Ana do pé torto. Momentos depois de sumir na curva da estrada, minha mãe notou algo anormal em mim. Eu comecei a passar mal, vomitando e chorando. Ela me levou ao médico à tarde. Eu tinha febre e chorava. Bem, até que eu não sou dado a superstições, mau-olhado, gato preto e coisas desse tipo. Mas minha mãe acha que eu não tive mais tanta saúde a partir daquele dia.

Éramos uma família tradicional católica, participávamos de missas, celebrações, novenas, terços, medalhas de "Nossa Senhora" e assim vai... Mas o que de repente deu um rumo diferente, negro e tenebroso na minha vida foi algo que aconteceu aos meus sete anos de idade. Eu comecei a ter convulsões. Eram seguidas de forte dor de cabeça, náuseas, a pressão baixava. Era terrível tudo aquilo para mim. Os meus pais ficaram aflitos e desnorteados. Aquilo começou certa tarde quando estávamos jantando. Eu fiquei olhando para as paredes...estava confuso... eu ainda me recordo daqueles primeiros instantes... foi terrível. Fui levado ao médico, ele pediu um eletroencefalograma completo. O exame foi realizado no HU de João Pessoa. O primeiro exame acusou alguma coisa anormal. O médico não explicou bem o que poderia ser. Ele prescreveu este medicamento: Comital L. Tomei como indicado mas não obtive nehum proveito, pois as convulsões continuaram, aumentando a freqüência. Ele mandou aumentar a dose diária, mas mesmo assim continuei tendo convulsões. Aos 11 anos de idade eu fui outra vez ao HU (Hospital Universitário) para realizar mais outro exame. Para surpresa de todos o resultado deu negativo. Nada mais foi constatado. Alguém poderia respirar aliviado e exclamar: "Graças a Deus! O problema está regredindo!"- Para nossa frustração o mal continuou a existir.

A médica que realizou o exame era uma pessoa simpática e muito gentil. Ela me abraçou e beijou e me disse que eu iria ficar bom, que acreditasse em Deus. Ela nos conduziu, eu e minha tia Creuza, para o seu gabinete. Ela disse que tinha algo para nos dizer. Sobre o meu caso ela disse algo que influenciaria minha vida por algum tempo. Ela iniciou o assunto nos dizendo que neste mundo existem aspectos que não devemos deixar passar despercebidos. Ela revelou-se uma seguidora da doutrina espírita e disse que meu caso era espiritual. Aconselhou que meus pais procurassem um centro espírita. A minha tia apenas escutou calada. Então voltamos para Solânea onde já eu estava morando em 1978. O meu pai ouviu o recado que a médica havia mandado. Mas o tempo foi passando, eu continuei tomando o Comital L, as convulsões continuaram, e meus pais cada vez mais preocupados comigo. Eu já estava com um pouco de sentimentos de inferioridade, me tornei uma pessoa tímida, isolada, tinha poucos amigos. Os que me olhavam ao caminhar pelas ruas, eu pensava que estavam me julgando, que sabiam domeu problema. Aquilo era terrível. Foi por isso que desisti dos estudos aos 16 anos. Cada vez mais aquilo pesava na alma. Eu me sentia inferior. Eu ia muito bem nos estudos da 7ª séria do 1º grau. Os professores pediram para continuar, que eu era um bom aluno, esforçado. Mas nada disso foi bastante para que eu me animasse.
Em 1982 ganhamos novos vizinhos. Mãe simpatizou com eles e logo todos éramos amigos. Aos poucos ela foi tomando conhecimento do meu caso e não tardou em dar sua opinião. Ela nos disse que era médium e frequentava um centro de umbanda ali perto. Ela ecoou as mesmas palavras daquela médica do HU anos antes: -"Neste mundo existe de tudo". O meu pai era católico praticante na época, era ministro da eucaristia (o que distribui a óstia durante a missa). Ele relutou um pouco, mas um dia contou o caso ao padre ele consentiu dizendo que "se isto é para o bem do teu filho então pode ir, você não vai fazer mal a ninguem..." e coisa desse tipo.
Dias depois lá estávamos no salão onde outras pessoas estavam reunidas esperando por "Dona Zil", a médium espírita. A consulta iniciou, eu fui apresentado ao "guia" e ele me disse que o meu caso era de origem espiritual. Nenum remédio iria resolver. Ele disse que eu estava sofrendo porque era médium, que precisava desenvolver a mediunidade e ficar liberto daquela enfermidade.
(Leia na próxima postagem mais uma parte deste relato).

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