terça-feira, 2 de junho de 2015

O Futuro da Alemanha - Um 4º Reich? - Parte 09

Um paralelismo inegável



      



     Se observarmos um mapa da região do Mar Negro e Mar Cáspio, e se consultarmos vários livros de história para indagar quais nações habitaram essa região nos milênios primeiro e segundo de nossa era manifestando traços militaristas similares aos alemães, logo veremos alguns dados muito importantes. Aquela região foi dominada pela Assíria e pelo reino vizinho dos heteus. É interessante ler o que aprenderam historiadores e arqueólogos sobre estas nações antigas. Descobriremos suas características nacionais que os distingue dos demais. Façamos comparações entre estes traços e os que os alemães manifestaram desde quase dois mil anos. Então não tardaremos em compreender que aqui existe algo mais de curioso!
     A característica mais explícita da Assíria e os heteus, bem como a da Prússia e da Alemanha, era a estrutura totalmente militarizada das suas sociedades. Os historiadores dizem: " A característica singular do Estado assírio, em contraste com seus contemporâneos, foi o militarismo, o qual foi fundamental na criação e administração do seu império. O exército assírio do o mais poderoso que o mundo antigo jamais conheceu e nenhum outro povo podia resisti-lo por muito tempo" (Civilizações do antigo Oriente Próximo, Sasson).
     O poderio heteu dependia também da habilidade militar. Assíria, tal como a Prússia e Alemanha, descreve-se como uma nação de guerreiros e o governo assírio era antes de tudo um instrumento de guerra. Os assírios desenvolveram um governo centralizado e forte, sob o comando  de um governante absoluto, o "rei do mundo". De início, as conquistas assírias tinham por objetivo controlar e proteger as rotas comerciais mais importantes. A meta era transformar a recém formada unidade econômica do Oriente Próximo em unidade política (o mesmo que hoje está acontecendo na Europa!).
     As táticas militares dos assírios e dos heteus, tais como o dos alemães e dos prussianos, se valiam de rápidos movimentos de tropas e do elemento surpresa. Estas nações ganharam fama por desenvolver avançada tecnologia de guerra: carros, cavalaria, tanques, submarinos e foguetes. Os heteus foram os primeiros a trabalhar o ferro e os assírios foram "o primeiro grande exército que empregou armas de ferro". Carlos Magno se destacou por levar armadura e armas de ferro e um capacete do mesmo material.
      Os assírios, do mesmo modo que os alemães em diversos momentos de sua história, foram tristemente célebres por seus atos de violência extrema; arrancar os olhos dos seus inimigos, mutilação, pilhas de cabeças e cadáveres que tinha por objetivo intimidar e controlar os povos conquistados. Ambas nações deportavam os povos vencidos em massa para submete-los ao trabalho forçado e quebrantar o espírito dos conquistados.
        O genocídio foi prática comum entre ambos os povos. A arte e a literatura assírios glorificam o poder destruidor e o caráter selvagem da guerra. Dos escritos de von Clausewitz e outros autores prussianos e alemães se pode dizer praticamente o mesmo.
        Assíria foi um "império sem paralelo em termos de poderio militar...escreveu um capítulo sangrento na história da humanidade, mais horrível ainda se considerarmos que incluía o terror e as atrocidades deliberadas como instrumentos de políticas exterior" (Mareas bárbareas, pag. 17). Por fim, "a conduta atroz da Assíria produziu objetos de ódio irreprimíveis". Finalmente, as nações vizinhas se uniram e derrotaram aos assírios, tal como fizeram duas vezes as nações aliadas contra a Alemanha no século passado. Para a Assíria, "o fim veio rapidamente e foi tão completo que sabemos poucos detalhes" (ibidem).
     Este colapso repentino causa dificuldades para os historiadores. Nos dizem que os assírios parecem desaparecer nas brumas da história, nas vizinhanças do mar Negro. Também nos indicam que os antepassados dos alemães surgem na mesma região. Se bem que a maioria dos historiadores não estabelecem uma conexão entre a desaparição dos assírios e o surgimento das tribos alemães, o fato é que não existe outra nação cujos antecedentes e caráter nacional assemelham-se tanto com os da Alemanha. 
      A Assíria e a Alemanha se destacam de modo singular  na história exatamente pelas mesmas razões: sociedades totalmente militarizadas, glorificação da guerra, exércitos brutalmente eficientes, atos de extrema crueldade deliberadamente calculados, deportações em massa, campos de trabalhos forçados e genocídio...tudo isso com uma administração centralizada e eficiência incrível. A história de ambas as nações revela períodos cíclicos de grande ressurgimento militar depois de períodos de decaimento. Este paralelismo é gritante e único na historia da civilização humana!


Continua no próximo post...




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