sábado, 10 de janeiro de 2015

A queda e restauração de Pedro









Pedro havia seguido Jesus de certa distância quando Jesus fora
levado para ser julgado pelos principais sacerdotes e pelo Sinédrio.
Testemunhas falsas haviam mentido a seu respeito. Alguns haviam
cuspido nele. Outros baterem nele com as mãos, zombaram dele.

"Estando Pedro embaixo no pátio, veio uma das criadas do
sumo sacerdote e, vendo a Pedro, que se aquentava, fixou-o e
disse: Tu também estavas com Jesus, o Nazareno. Mas ele o
negou, dizendo: Não o conheço, nem compreendo o que dizes.
E saiu para o alpendre. [E o galo cantou.] E a criada, vendo-o,
tornou a dizer aos circunstantes: Este é um deles. Mas ele outra
vez o negou. E, pouco depois, os que ali estavam disseram a
Pedro: Verdadeiramente, és um deles, porque também tu és
galileu. Ele, porém, começou a praguejar e a jurar: Não conheço
esse homem de quem falais! E logo cantou o galo pela segunda
vez. Então, Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera:
Antes que duas vezes cante o galo, tu me negarás três vezes. E,
caindo em si, desatou a chorar" (Marcos 14:66-72).

Algumas horas antes, Pedro havia jurado ficar ao lado de Jesus, e até
morrer com ele, se necessário, independente do que os outros fizessem
(Marcos 14:29-31). Não duvidamos da sua sinceridade, nem
questionamos suas intenções, mas como Jesus disse, "O espírito, na
verdade, está pronto, mas a carne é fraca" (Marcos 14:38).
Então quando os soldados vieram prender Jesus, Pedro tirou sua espada
e teria lutado até a morte. Naquela hora, ele ainda não entendia a
natureza pacífica do reino de Jesus. Sendo reprimido e ordenado a
guardar sua espada, e vendo o Senhor milagrosamente curar o homem
que ele havia ferido deve ter o confundido bastante. E depois assistir
mentirem sobre seu Senhor, cuspirem nele, baterem nele e zombarem
dele enquanto ele não dizia e nem fazia nada em sua própria defesa. A
vergonha e desgraça eram tantas que Pedro, com todas as suas boas
intenções – sucumbiu à fraqueza da carne. O homem que fora tão
confiante – talvez confiante demais – de sua devoção a Jesus,
encontrava-se negando até mesmo que o conhecia. Negar seu Senhor
com uma maldição e um juramento. Assim como Jesus predisse que ele
faria (Marcos 14:30).
Aprendemos, observando as ações de Simão Pedro, que é preciso ter
menos coragem para carregar uma espada do que para carregar a
vergonha da cruz. Mas Jesus disse, "Se alguém quer vir após mim,
a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me." (Marcos 8:34 ).
Regozijamos que a negação de Pedro a respeito de Jesus foi uma recaída
temporária. Ele arrependeu-se e continuou em frente para tornar-se um
dos cristãos mais eficazes e mais influentes que já viveu. Que Deus
permita que nós, também, possamos superar nossas fraquezas e sermos
servos fieis de Deus.







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