domingo, 29 de dezembro de 2013

CANÇÕES EVANGÉLICAS CLÁSSICAS ***Hinos Antigos***

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Lições Bíblicas - Trabalho e prosperidade


O Livro Provérbios de Salomão nos ensina que não existe nada errado em possuir o desejo de ser uma pessoa bem-sucedida na vida. A leitura de seus 31 capítulos nos leva a entender que a prosperidade é um dom de Deus conquistado trabalhando.



A verdadeira prosperidade é intangível, não é apenas a posse de muito dinheiro. No entanto, na sociedade atual muitos relacionam a prosperidade ao acúmulo de dinheiro e bens materiais, querem ser ricos a todo custo e vivem correndo desesperadamente atrás apenas do lucro monetário e desprezam as orientações de Deus.

Para Salomão, a vida bem-sucedida não era apenas resultado do sucesso financeiro, mas da escolha em viver em santidade e dedicado ao trabalho honesto (Provérbios 3.3.4).

A bênção do Senhor gera prosperidade através da generosidade, do conhecimento e do trabalho.

A generosidade

Salomão apresentou a metáfora do Celeiro e Lagar para instruir o crente sobre a importância de ser pessoa generosa (Provérbios 3.9-10). É uma lei espiritual, o homem que honra ao Senhor com suas primícias terá resultados positivo, pode esperar a abundância através do seu trabalho.

A diligência

Salomão também instruiu sobre a diligência ao trabalhar. Aquele que se esforça para especializar-se em seu trabalho e se dedica às tarefas com afinco é uma pessoa que encontrará meios para satisfazer seus desejos, será próspero (Provérbios 3.10, 15; 13.11; 28.19).

O trabalho

"O Senhor é quem te dá força para adquirires poder" - Deuteronômio 8.18. Isto é, Deus não interage com o ser humano como se fosse o gênio da lâmpada de Aladim. concede a capacidade humana para cada um de nós ser um eficiente trabalhador, através do próprio suor ter seu meio de sobrevivência.

É sabido que a prosperidade não é apenas resultado do esforço do trabalhador, porém, sem trabalho o homem não prospera. Deus criou o ser humano com capacidade para ser produtivo e criativo, agente compassivo, ético e benigno, quando a pessoa escolhe viver assim, é abençoado pelo Senhor.

O trabalho honesto é um dom de Deus. É atividade que satisfaz a necessidade humana, uma ocupação altamente importante que dignifica a vida do ser humano, gera riqueza e felicidade. Quando a atividade profissional coincide com aquilo que a pessoa gosta de fazer, ela então pode se considerar plenamente abençoada por Deus, pois extrai seu sustento daquilo que lhe dá prazer.

É senso comum definir trabalho com emprego remunerado. A grande maioria das pessoas estão empregadas porque receberão salário. Mas nem todo trabalhador é assalariado. Haja vista a valorosa figura abnegada da dona de casa e cidadãos honrados que se apresentam para funções extremamente importantes na sociedade em caráter voluntário, dedicando tempo, talento e suor em favor do próximo sem nenhuma pretensão de retorno financeiro.

Na atualidade, não se pode ignorar o advento da mulher no mercado formal de trabalho. Ela conquistou um papel de destaque no cenário profissional, revolucionando o quadro da família tradicional, tal qual o marido colabora no orçamento da casa.

Apesar de exercício material, o trabalho, em caráter voluntário e remunerado, também abrange a esfera espiritual. Salomão associa o valor do trabalho ao valor espiritual, ele observa que quem não gosta de trabalhar é carente de entendimento (3.9; 24.30). O comentarista da lição bíblica em foco, destaca o significado do termo "entendimento" em hebraico: "a palavra usada para 'entendimento' é 'leb', significando coração, entendimento e mente. A ideia é mostrar o que há no interior do homem, a espiritualidade (...) Ninguém será menos crente porque trabalha, aliás, é justamente o contrário (Efésios 4.28; 2 Tessalonicenses 3.10)".

Equilíbrio

"A bênção do Senhor é que enriquece e ela não acrescenta dores" - Provérbios 10.22.

A Bíblia condena a inércia e a preguiça. A pessoa preguiçosa é displicente, a displicência e a preguiça atraem pobreza (Provérbios 22.13; 24.30, 34).

Para que a vida atinja seu potencial pleno, o trabalhador deve dividi-la de maneira rítmica entre o trabalho, descanso e lazer. O descanso e o trabalho devem ter espaços de tempo proporcionais, para que o corpo se exercite em mão de obra produtiva e a alma possa contemplar o divertimento e tenha oportunidade de adorar a Deus. Nesta interação o indivíduo, as famílias, toda a sociedade encontram condição para viver bem.

E.A.G.

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Compilações:
Ensinador Cristão, 4º trimestre de 2013, página 37, Rio de Janeiro, 4º trimestre de 2013, Rio de Janeiro (CPAD);
Lições Bíblicas - Sabedoria de Deus para uma Vida Vitoriosa, José Gonçalves, lição 3, 4º trimestre de 2013, Rio de Janeiro (CPAD);
Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso; José Gonçalves, capítulo 3, Rio de Janeiro (CPAD).

Fonte:

domingo, 13 de outubro de 2013

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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

O Comportamento dos Salvos em Cristo

Na semana passada, uma pessoa comentava que não existe a palavra "evangélico" na Bíblia. Eu me dirigi a ela dizendo o seguinte: O substantivo "evangelho" significa Boas Novas. Jesus Cristo veio ao mundo trazendo a todos nós a boa notícia da salvação. Todas as pessoas que vivem e anunciam essa mensagem são descritas como evangélicas.

As características comportamentais de um cidadão do céu

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus" - Efésios 2.8.

A mensagem de salvação declara que o ser humano é salvo pela graça e amor de Deus, ninguém é capaz de escapar da perdição eterna por méritos próprios. As obras são o resultado da salvação e não a causa delas. Espera-se que o crente pratique obras de arrependimento e amor ao próximo para com a sociedade, comporte-se dignamente, com a consciência que é salvo e não pleiteiando ser salvo.

A cidadania celestial (Filipenses 3.20)

"Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti" - Salmos 119.11.

Na carta aos crentes gálatas (5.16-23), Paulo cataloga nove características de uma pessoa que caminha no Espírito, e neste padrão encontra-se o domínio próprio. O cristão deve manter na vida cotidiana firmeza e equilíbrio, para que todos encontrem nele a conduta compatível com o cidadão do céu.

Em Filipenses 1.27 Paulo lembra a todos sobre a responsabilidade do salvo perante a sociedade. O crente vive em teste de fé, é observado pelos de dentro da igreja e por quem está fora. Se está amadurecido espiritualmente, é uma pessoa preparada para reagir com dignidade ante posição oposta. Em circunstâncias favoráveis e desfavoráveis ele responde com atitudes de amor, porque sabe que "quem ama os outros cumpriu a lei" (Romanos 13.8).

Em Filipos, os cidadãos viviam oprimidos por circunstâncias externas e internas. Na sociedade a cultura religiosa era politeísta e o regime político os forçava a idolatrar o governador; no ambiente da igreja existiam falsos obreiros negando a divindade de Jesus Cristo. Então, Paulo escreveu instruções de maneira a que crescessem na fé e pudessem por si mesmos tomar decisões independentes e acertadas.

Nos dias atuais nós atravessamos momentos em que recebemos tentativas de influências negativas para enfraquecer a nossa fé, quando precisamos tomar atitudes sem ter a quem consultar. O Evangelho de Cristo produz em cada crente um comportamento digno e santo diante do Senhor e do mundo, faz toda a diferença se tivermos no coração a Palavra de Deus para manter o pensamento estável e realizemos avaliações sobre qual procedimento digno a ser praticado.

"Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele, tendo o mesmo combate que já em mim tendes visto e agora ouvis estar em mim" - Filipenses 1.29-30. É digno de nota que o contexto de 1.29-30 não se refere às doenças, adoecer não é padecer por Cristo!

Existem momentos de aflições em que o cristão padece por Jesus, portanto deve estar cônscio que sua chamada cristã não é composta apenas de tempos bons. É quando ele precisa usar o bom ânimo, agir com coragem e perseverança e apresentar a alegria, outra característica do fruto do Espírito, e responder com atitudes e palavras que representem a mansidão de Cristo aos que resistem à nossa fé (João 16.33; 1 Pedro 3.15; Gálatas 5.16.23).

Unidade na diversidade

Diversas vezes em suas cartas Paulo tocou no assunto da norma ética cristã e adverte sobre os sentimentos de individualismo e sectarismo e apela para o uso da humildade de Cristo (Romanos 161,2; Filipenses 2.3; 1 Tessalonicenses 2.12).

Vivemos no cenário brasileiro a  liberdade religiosa, essa liberdade dá margem para abertura de novas portas de pregação. Existem diversas denominações evangélicas espalhadas de norte ao sul, leste ao oeste da nação. O Evangelho de Cristo está acima de todos os dogmas e doutrinas institucionalizadas, portanto, convém ao cristão consultar as páginas bíblicas para separar o joio do trigo, ter condições de diferenciar o movimento genuinamente cristão das iniciativas motivadas por interesses carnais ou heréticos.

Conclusão

Elienai Cabral, comentarista da lição, cita uma reflexão de David Demchuck: "Paulo não está trazendo uma exortação dependente de certas realidades em suas vidas. Antes está desafiando-os sob a suposição de que tais condições, de fato, existem. Esta experiência comum consistia em: encorajamento para ser um em Cristo; conforto no amor de Deus; comunhão no Espírito; ternura e paixão."

A instrução de Paulo estimula o cristão a aprender a portar-se como cidadão celestial em todas as situações da vida, inclusive no sofrimento pelo Evangelho de Cristo, porque tinha a convicção que um dia a adversidade iria acabar e o galardão da fidelidade estava garantido. Este é um bom motivo para que o cristão não se espante, resista às oposições sem se deixar enganar e desanimar (Filipenses 1.28).







segunda-feira, 12 de agosto de 2013

A Família e a Igreja

Por Eliseu Antonio Gomes

"E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar e anunciar a Jesus Cristo" - Atos 5.42.
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A família é o ambiente onde a pessoa se desenvolve como ser humano. Deus criou as famílias com a finalidade de executar o plano da redenção. Todas as instituições são formadas a partir delas, células-mães da sociedade.

O povo de Deus, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, foi formado a partir das famílias. Deus criou a raça humana através da primeira família, o casal Adão e Eva e seus filhos. Depois, através da conjunção carnal do casal Abraão e Sara separou uma nação para adorá-lo; e trouxe Jesus Cristo ao mundo por intermédio de Maria, contando com a fé e compreensão de José, que casou-se com ela e manteve  o Verbo Divino durante sua infância até chegar ao amadurecimento físico e psicológico em ambiente familiar.

É possível existir família sem a instituição física igreja, de maneira instável espiritualmente, correndo o risco de ser vencida pelas dificuldades e fracassar. Mas em termos humanos e terrenos a instituição física igreja, não tem condições de existir sem que haja o conjunto harmonioso de núcleos familiares.

Deus planejou a existência da Igreja, a Noiva do Cordeiro, antes da fundação do mundo. Ela surgiu entre os seres humanos no Dia de Pentecostes, quando pessoas estavam assentadas numa reunião de família, habitação de alguns discípulos de Jesus Cristo (Efésios 1.3-4; Atos 1.13; 2.2).

A palavra lar tem origem no Latim (lare), e tem elo com a palavra lareira, cujo termo remete ao fogão de cozinha. Nos três primeiros séculos da era cristã, os cristãos se reuniram em lares das famílias mais abastadas  para partir o pão e adorar a Deus. Provavelmente por causa das perseguições e pobreza, as comunidades não tinham condições de construírem templos (Atos 2.46; Romanos 16.5; 1 Coríntios 16.19; Colossenses 4.15; Filemon 2).

As famílias precisam cooperar para o crescimento saudável da Noiva do Cordeiro, que é composta de corações convertidos ao Senhor Jesus Cristo, e se consiste no organismo vivo e espiritual, independente de placas denominacionais.

Através da reunião das famílias no templo a igreja tem condições de realizar cultos. Arrecadar dízimos e ofertas, com o objetivo de manter o templo em boas condições para agregar os membros e visitantes, patrocinar missões transculturais e urbanas. O dinheiro entregue deve ser oferecido à igreja de maneira voluntária, como expressão da adoração, amor e gratidão ao Senhor.

No templo evangélico, as famílias recebem o alimento espiritual necessário, tem o apoio da "família de Deus" (Efésios 2.19). Recebe a exposição das Escrituras Sagradas, que é essencial a manutenção da fé em Cristo, recebe oração, participa de palestras e eventos pertinentes ao núcleo familiar, tem oportunidade de receber aconselhamento e visitas periódicas e ser capaz de viver neste mundo oferecendo bom testemunho cristão e sendo participante de todas as bênçãos divinas (Romanos 10.17).
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No Salmo 122, encontramos a expressão de alegria de Davi. Ele relata o prazer de sua peregrinação a Jerusalém (versículos 1 e 2), que era o centro espiritual e cívico da nação (3, 5), e estando no templo ele orava pedindo paz e prosperidade (6, 9).

O apóstolo Paulo ao instruir os membros da igreja local e visível sobre como deve ser a estrutura familiar, segundo a vontade de Deus, apresenta as figuras do marido e da esposa de maneira sublime, como a união entre Jesus Cristo e sua Igreja (organismo invisível), por seis vezes, nos fazendo perceber que as as instituições física e espiritual são associadas e interdependentes (Efésios 5.22-23).

As instituições família e igreja são quase que sinônimas. Há integração bastante forte. O que ocorre no lar reflete na congregação no templo. Se há harmonia nas casas dos membros, haverá reflexos positivos na espiritualidade das reuniões de culto e o contrário também. Jamais uma igreja será avivada se seus membros foram integrantes de lares que estiverem contaminados com os costumes do mundo. Só pode existir igreja forte espiritualmente se ela for composta por casais e filhos amadurecidos na fé em Cristo.

Através da harmonia da igreja com a família, o grande projeto de Deus, que é a salvação da humanidade é empreendido.
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E.A.G.
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Compilação de: Lições  Bíblicas - Família Cristã - Lições 2: Eu e Minha Casa Serviremos ao Senhor, autoria a definir, página 10 a 16 - 2º trimestre de 2004, Rio de Janeiro - RJ, CPAD.
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Eliseu Antonio Gomes, do blog Belverede
Equipe UBE Blogs

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domingo, 11 de agosto de 2013

Deus dormiu lá em casa - Voz da Verdade

A Necessidade Urgente do Culto Doméstico



Por Eliseu Antonio Gomes

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” - Romanos 12.1.

Antes de tudo o mais, o crente precisa entender o significado da palavra culto e a sua relevância. Paulo, dirigindo-se à igreja, apelou aos crentes para que se reunissem em culto racional (grego: logikên latreian), isto é, não se deixassem escravizar pela força do hábito e transformassem o local e momento de ajuntamento em mero ponto de encontro de pessoas, onde a liturgia de culto fosse a tônica principal, as apresentações religiosas ocorressem sem devoção verdadeira das almas.

Adorando ao Senhor em casa

Quando Jesus instruiu acerca da oração, ensinou como e qual o local ideal para orar. A sugestão de oração é a fórmula Pai Nosso. O lugar mais apropriado para expressá-la é à sós, na intimidade do aposento em nosso lar (Mateus 6.5-13). Assim, Cristo demonstra que Deus é companheiro em todos os momentos da vida do ser humano, está conosco no seio familiar e pronto para ouvir a cada um que, particularmente, se prostra em adoração sincera.

O culto que agrada a Deus é realizado por quem usa seu raciocínio lógico. Sabe qual é o motivo de louvar e a quem louva. O culto doméstico é um culto realizado por uma família, dentro do lar, reunidos os membros e outras pessoas que desejam dele participar, momento em que é lida e explicada a Palavra de Deus e cânticos são entoados, orações são feitas.

Os mais importantes conceitos da vida são formados na intimidade familiar. Nenhum cristão deve cultuar a Deus apenas no horário de reuniões na igreja. É um enorme desperdício não usar o tempo vivido na residência para adorar ao Senhor, pois se assim fazemos ampliamos a comunhão com Ele e é solidificada a comunhão familiar e cristã.

As Escrituras Sagradas indicam que é mister os pais ensinarem seus filhos a guardarem os preceitos divinos. Na agitação da vida moderna, os filhos passam muito tempo fora de casa, ficam entregues às influências da cultura deste mundo e pouco tempo na companhia de seus pais. Convém, portanto, reservar espaço de tempo em que estão em casa tendo em vista a estruturação da fé das crianças. Os momentos de culto doméstico são períodos para transmitir a fé (Deuteronômio 4.9; Provérbios 22.9; Efésios 6.4).  

"E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te" - Deuteronômio 6.6-7.  "Assentando em sua casa": posição de descanso. "Andando pelo caminho": vivência da família em tarefas fora do lar. "Deitando-se": hora de dormir. "Levantando-se": ao acordar. Note que o culto familiar não se resume em alguns instantes do dia, a adoração ao Senhor deve ser incorporada ao cotidiano.

É salutar introduzir na rotina da casa o hábito da prática do culto doméstico. Não deve existir nada melhor do que examinar a Palavra de Deus junto com entes queridos. No ambiente familiar há aconchego diário, é o lugar em que coletivamente marido e esposa, pai e mãe, filhos e irmãos, possuem mais oportunidades de dedicarem momentos para ler e explanar conteúdo bíblico, entoar hinos e orar.

Se isso ocorre, é desenvolvido no coração das crianças o princípio da adoração a Deus, desperta nelas a vocação cristã, além de sedimentar em seus corações princípios morais. Tal experiência produz estabilidade espiritual, é fator de muita alegria e paz. Laços familiares que outrora eram de desavenças e desunião se fortalecem em afeição, amizade e harmonia. O exercício da santificação se instala entre todos. Surgem motivos para testemunhar a ação benéfica de Deus no âmbito familiar, os membros da família tornam-se participantes de bênçãos cuja origem são os momentos de cultos domésticos.

Enfim, o culto doméstico traz muitos benefícios aos servos de Deus, à igreja e à sociedade.



Bases do casamento cristão



Por Eliseu Antonio Gomes
O cristão precisa compreender a instrução divina quanto ao casamento e aplicá-la como base à sua vida diária. Entender que querer casar deve ser uma decisão resultante do amor sincero, pois estar casado é entrar no relacionamento mais íntimo que podemos viver aqui na Terra.
O que Deus uniu.

"Venerado entre todos seja o matrimônio e o leito sem mácula" - Hebreus 13.4.

Adão e Eva não tiveram pais e sogros. Assim sendo, todos os recém-casados devem buscar a independência emocional e financeira de seus pais, estabelecer núcleo familiar independente, como se não tivessem pais e sogros também. Trata-se de uma separação paterna no sentido de procurar resolver os problemas entre si e crescer juntos em intimidade e união, não é esquecer-se dos pais e desrespeitá-los.

Apesar de o pecado do ser humano interferir no plano de Deus para o casamento, a Bíblia dá diretrizes para um casamento feliz, estável, tranquilo. Todas as passagens bíblicas sobre o tema enfatizam o valor espiritual do casamento, é ensinado que ele deve ser respeitado, honrado e valorizado. O Senhor sempre quis que tanto o homem quanto a mulher se realizassem juntos, criou um relacionamento de total comunhão em que ambos pudessem viver harmoniosamente, desfrutando o amor e companheirismo mútuos com total intimidade.
Logo no princípio, Deus ordenou que o homem deixasse pai e mãe e unisse à sua mulher, para que ambos fossem "uma só carne." O marido torna-se uma só carne com sua esposa durante o ato conjugal (Efésios 5.31). Tal determinação é a expressão da vontade de Deus para todas as pessoas, ao crente e ao descrente.
O matrimônio é o plano da base familiar em âmbito global. Adão e Eva não escondiam nada entre eles, viviam nus um diante do outro e não se envergonhavam disso. A intimidade sexual é natural no sentido em que o Criador a estabeleceu. Dentro do casamento, a união sexual saudável e prazerosa não acontece apenas por alguns momentos, mas por toda a vida do casal. O sexo foi criado para ser desfrutado com muito prazer e para a procriação do casal no casamento. Deus quer que a humanidade cresça, e através da união legítima entre um homem e uma mulher, multiplique-se. Confira: Gênesis 2.24, 25.
O amor do marido pela esposa.

O casamento deve ser considerado a principal responsabilidade do homem, ele deve lidar com a relação conjugal pela perspectiva equilibrada, evitando tanto a atitude promíscua quanto um ascetismo rígido.

A Bíblia recomenda solenemente: "Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela." - Efésios 5.25. O verdadeiro padrão do amor do esposo para a esposa é o de Cristo para com a Igreja. Observe o advérbio "como", é um termo que denota modo e sugere comparação. O amor do esposo deve ser tal qual o sublime e corajoso tal qual o amor de Cristo por sua igreja. O marido que não ama a sua esposa desobedece a Palavra de Deus.

O amor do marido pela esposa, ordenado pelas Escrituras, deve ser o mais elevado possível. A Bíblia ensina que o marido deve honrar sua esposa:"Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações." - 1 Pedro 3.7. A insensibilidade do marido faz com que ele perca muito espiritualmente. Infelizmente, nem todos os maridos prestam atenção na necessidade da esposa. Pedro recomenda a eles que expressem amor cuidando dela com respeito, delicadeza e dignidade. Se o marido não consegue manter uma comunicação eficaz com a esposa e filhos sua linha de comunicação com Deus também é interrompida.

O amor de mãe pelos filhos e o marido.

"Quanto às mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias em seu proceder, não caluniadoras, não escravizadas a muito vinho; sejam mestras do bem, a fim de instruírem as jovens recém-casadas a amarem ao marido e aos filhos" - Tito 2.3-4.

Uma placa interessante escrita por mulher: "Meu lar é limpo e organizado para minha família ser saudável, mas às vezes também está bagunçado para que ela seja sempre feliz." Tais dizeres têm sabedoria, porque a esposa e mãe não pode se tornar escrava de seu lar. Uma casa alegre tem seus momentos de brinquedos espalhados pelo chão, instantes da bicicleta atrapalhando uma passagem, o tempo das tarefas escolares de filhos sobre a mesa de jantar. A dona de casa não deve estar disposta apenas às realizações das tarefas domésticas, tem que querer envolver-se e divertir-se com o marido e os filhos em casa e em passeios e ou quaisquer outras atividades em família.

A reverencia da mulher ao marido.

“E a esposa respeite ao marido” - Efésios 5.33 b. A esposa precisa apostar nas características positivas do homem que está ao seu lado como marido. A Bíblia Sagrada não sugere que a esposa seja bajuladora ou minta para o esposo. Pede que concentre atenção e destaque para as outras pessoas os traços positivos que ele possui. O apóstolo Paulo nos ensina a focalizar a atenção naquilo que é verdadeiro, respeitável, justo, amável e de boa fama (Filipenses 4.8). Em obediência ao texto bíblico, a esposa precisa manter sua atenção nos pontos positivos e ressaltá-los diante dos filhos, dos seus familiares e amigos.

O casamento resguarda da prostituição.

“Mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido.” - 1 Coríntios 7.2.

Entre marido e esposa é preciso haver conscientização da importância do amor mútuo e verdadeiro para estabelecer uma família. O casamento cristão tem de ser edificado tendo como base o amor a Deus e ao próximo. Sem amor não há casamento feliz. Os cristãos precisam prezar pela santidade do sexo, estabelecer a pureza em seu coração. Aprender as disciplinas da saudade, da solidão, da confiança e do total compromisso com Cristo – um compromisso que não é guiado pelo sentimento superficial da paixão, mas que preza pela pureza.

As Escrituras contêm firmes admoestações acerca da abstinência do adultério e da fornicação. Paulo fez menção especial aos pecados relacionados ao corpo. Ele claramente afirmou que o corpo do cristão é o seu templo de Deus e pertence ao Senhor (1 Coríntios 3.16; 6.19).

Através do profeta Malaquias, o Senhor repreendeu com dureza os esposos israelitas por serem infiéis à sua mulher (Malaquias 2.13-16). A fidelidade conjugal é indispensável para a estabilidade do casamento. Além de proporcionar segurança espiritual e emocional, coopera ao bom relacionamento conjugal. Sem fidelidade o relacionamento desaba. O laço matrimonial não suporta a infidelidade, o adultério é devastador para o homem e para a mulher (1 Coríntios 6.15-20).

O casal precisa ter união de pensamentos, de sentimentos e de propósitos.

Marido e mulher são iguais nas posses de um para com o outro. O marido deve estar unido à esposa de modo a formar uma unidade, e de igual maneira a mulher ao esposo.

Paulo ensina sobre igualdade e reciprocidade: "O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido” (1 Coríntios 7.3). O verbo "pague' (apodidomi" em grego), significa dar o que está sob obrigação, aquilo que se deve.

“A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher.” - 1 Coríntios 7.4. As palavras "não têm poder" refere-se ao uso de autoridade. No leito conjugal homem e mulher devem estar submissos ao outro. Deve haver entendimento mútuo entre maridos e esposas, pois existe direito legítimo à pessoa do outro, ambos têm o mesmo poder.

O casamento na sociedade pós-moderna.

O casamento não é um contrato com prazo de validade, é uma aliança perene que atende os propósitos divinos, não é de se admirar que venha sendo ridicularizado sistemática e violentamente pela mídia. O modelo que se vê nos filmes, novelas e revistas seculares nem sempre preenche os requisitos das Escrituras Sagradas para o casamento. Confronta o valor do matrimônio por apresentar atitudes negligentes em relação ao sexo, por promover "configurações familiares" sem pureza moral e diferente do que Deus criou. Este modelo é defendido e praticado apenas por pessoas que debocham e desprezam os princípios bíblicos.

A Igreja deve fazer soar a sua voz profética, denunciando tudo que ameaça o casamento monogâmico e heterossexual. Promover o crescimento das crianças, jovens e casais, segundo a orientação da Palavra de Deus, para que a família seja edificada em Cristo.

O sexo e os solteiros.

O sexo antes e fora do casamento é pecado (Êxodo 20.14; 1 Tessalonicenses 4.3).

A virgindade, tanto do rapaz quanto da moça, é sempre importante aos olhos de Deus. A santidade é um requisito básico para a felicidade conjugal, se o namoro ou noivado é marcado por atos e práticas que ofendem a Deus, caminha ao fracasso matrimonial (1 Coríntios 6.18-20). Se você entregou sua virgindade, a mensagem do Evangelho anuncia o novo nascimento, novo começo e nova criação. Busque a santificação (2 Coríntios 5.17; 1 João 1.9).

Os namorados devem vencer a forte tentação da atração física, porque este é o ideal de Deus. A paixão deve ser dominada pelo princípio do amor, não simplesmente um sentimento erótico, romântico ou sexual. Um relacionamento que desconsidera o conceito da castidade está fora da orientação divina A pureza antes do casamento consiste em nos dar pelo e para o outro em obediência a Deus.

Conclusão

Enfim, o casamento é uma instituição criada por Deus e tem o objetivo de ser à base da família e também de toda a sociedade. 1 Coríntios 7 é um tratado a respeito do matrimônio e do relacionamento familiar. O capítulo mostra que o casamento não está e jamais estará ultrapassado. Aborda o relacionamento conjugal entre o marido e sua esposa (versículos 1-6); sobre os solteiros (versículos 8, 9, e25); sobre o casamento cristão e o misto; o casamento e o serviço cristão (12 ao 16; 25 ao 38).

E.A.G.

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Texto compilado com adaptações de:
Bíblia da Família, Jayme e Judith Kemp, 2007, Barueri - SP (SBB).
Bíblia da Mulher, Barueri - SP, 2009 (SBB).
Lições Bíblicas, Elinaldo Renovato, 2013, Rio de Janeiro (CPAD).
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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Poema-esperança







Encontrei, parei, solvi pela garganta ressequida.
solucei, se magoei, perdoai ainda este espírito
insolúvel.


Continuei, andei, mastiguei, senti.
Tão certo deste mistério quanto
as letras deste verso o são te divisei.

Esperança, a lança que perfura profundo
rasgando outros amanhãs.
Belos? Não sei. Buracos negros?
Ignoro.
Apenas mergulho iluminado,
por este tesouro outra vez achado
o qual denominamos esperança.




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Paulo e a Igreja de Filipos









Por Eliseu Antonio Gomes

Autoria, local e data da redação

A Carta aos Filipenses foi escrita por Paulo por volta de 60/63 d.C., está no grupo das cartas de prisão (Filipenses, Filemon, Colossenses e Efésios). Pelo nome de Timóteo estar citado na saudação inicial, versículo 1, ele é considerado coautor, sendo que todas as orientações são creditadas ao apóstolo. 

Paulo estava preso quando a carta foi redigida. Há controvérsia entre os estudiosos quanto à cidade em que ele estava no momento da redação. Alguns acreditam que estava em Cesaréia, outros em Éfeso, no entanto parece claro que estivesse em Roma porque menciona a guarda romana pretoriana - tropa de elite que cuidava da segurança do imperador (4.22). Contudo, é preciso considerar que os administradores de colônias romanas eram chamados de pretores (Atos 16.22, 35, 36, 38).

A cidade 

Filipos foi fundada em 360 a.C. por Filipe da Macedônia, pai de Alexandre o Grande, construída na aldeia de Krenides em Tracia. Era uma pequena cidade usada como rota entre a Europa e a Ásia, serviu como um centro militar significativo e recebeu privilégios especiais. Sob o governo de Roma se tornou a principal cidade da Macedônia, um dos quatro distritos do que hoje é a Grécia.

Filipos foi a primeira cidade européia a receber o Evangelho (Atos 16.6-40). A casa de Lídia, uma negociante de púrpura, serviu para Paulo como ponto inicial para estabelecer o primeiro núcleo da comunidade cristã na região.

Os atos de oração e motivos da ação de graças do apóstolo Paulo

A relação que o apóstolo tinha com a igreja filipense era íntima e cordial. O apóstolo visitou Filipos diversas vezes. A Carta aos Filipenses retrata suas constantes orações e ações de graças  por aquela comunidade. Escreveu a carta com o propósito de expressar seu sentimento de gratidão aos filipenses por suas assistências generosas; para informar o seu estado pessoal na prisão de Roma; transmitir à congregação a certeza do triunfo do propósito de Deus na sua prisão para levar membros da igreja de Filipos a se esforçarem em conhecer melhor o Senhor, conservando a unidade, a humildade, a comunhão e a paz.

Outros motivos pertinentes para escrever

O conteúdo apresenta  ensinamentos doutrinários com extrema lucidez e a alegria do Espírito na vida do apóstolo. Além de agradecer, Paulo redigiu a epístola abordando o caráter de Deus, a alegria, o serviço, o conflito e o sofrimento dos santos. E com maior ênfase o senhorio de Cristo (o Kyrios de Deus, 2.9-10).

• 2.1-4 - Preveniu a comunidade cristã do perigo de cultivar o hábito da competição, egoísmo e individualismo ;
• 2.5-8 - Apresentou a doutrina da kenosis - a auto-humilhação ou auto-esvaziamento de Cristo, que é uma das passagens bíblicas mais importantes no Novo Testamento;
• 2.19-30 - Informou a visita de Timóteo e explicou a razão do retorno inesperado de Epafrodito;
• 3.1-3 - Alertou acerca dos pregadores judaizantes que depositavam a salvação nos costumes passageiros e na observação da Lei para aplacar os desejos carnais (Colossenses 2.23);
• 3.4-14 - Redigiu um retrato autobiográfico significativo.

Conclusão

Embora Paulo estivesse escrevendo da prisão, a alegria faz parte de todos os temas. O segredo de sua alegria está baseada no seu relacionamento com Cristo. Atualmente as pessoas desejam desesperadamente ser felizes, e debatem-se entre o sucesso, fracassos e obstáculos de cada dia. Os cristãos devem manter a fé e o ânimo, ser alegres em todas as circunstâncias, mesmo quando as coisas estão ruins, mesmo quando sentem vontade de se queixar, mesmo quando há motivo para estar triste. Por quê? Porque Cristo reina em todas as ocasiões. E assim como Paulo declarou, também podemos declarar: "posso todas as coisas naquele que me fortalece" (4.13).



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