quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A Era da Sexualidade

   







     Os arqueólogos e antropólogos criaram nomes como a "Idade da Pedra" e a "Idade do Bronze" para identificar eras da sociedade humana por suas características mais importantes. Devido ao avanço e o status ao qual chegou o tema sexualidade em nossa atual sociedade, não seria algo raro se os antropólogos no futuro a chamassem de "Era da Sexualidade".
      Os temas sexuais nos rodeiam por todos os lados. Apelam contra nossos sentidos e nossa mente de modo quase imperceptível. Imagens que antes se limitavam a revistas vendidas clandestinamente e exclusivas para adultos, agora são exibidas diante de adultos, adolescentes e crianças em bancas de jornais e revistas e nos cartéis dos centros comerciais. Os comerciantes se valem da sexualidade para vender de tudo, desde batatas fritas até encostos para poltronas de automóveis.
Este amplo leque de imagens sexual atenta contra nossa sociedade de várias maneiras. A mulher fica reduzida a um objeto. Se vê obrigada comparar sua própria beleza pelas imagens das mulheres que aparecem na grande mídia: mulheres alteradas mediante cirurgias e retocadas pela mão hábil do fotógrafo. Também os homens se prejudicam com este fenômeno, porque aprendem a ver na mulher um simples objeto de prazer sexual e não um semelhante digno de ser amado e respeitado.
Nossos filhos sofrem igualmente. Os publicitários descobriram uma fórmula criativa: "Crianças que amadurecem antes do tempo". A televisão induz as meninas a usarem modas maliciosas e sedutoras que oferecem primeiro as suas bonequinhas... mas que logo se convertem em moda que as pequeninas aprendem a exigir para si mesmas.
    Não estaríamos também equivocados se nomeássemos esta era de "O Século da Matéria". Nunca o corpo humano foi tão focado, tão midiatizado, tão vulgarizado como neste tempo em que estamos.         Ora, é certo que devemos cuidar bem do nosso corpo, pois a essência humana não é só espiritual. Mas não devemos dar tanta atenção a esta escultura viva formada de ossos, carne, órgãos, pele chamada corpo. Tudo tem um limite. Nada  deve ser operado excessivamente, e os cuidados com o corpo não deve ir tão longe. Cuidemos do nosso corpo, mas não que ele seja o foco principal,  a meta a qual devamos alcançar. Este repositório em que o espírito está alojado, entretecido, não deve ser o centro principal da nossa atenção. Algo mais profundo e transcendental existe alem da matéria. Algo mais duradouro e eterno habita dentro de nós e isto não deve ser de modo algum esquecido. Para além do sangue algo resplandece mais energicamente e como um turbilhão faz tudo a sua volta aquecer e movimentar-se. Este é o espírito. O corpo é efêmero, "vaidade das vaidades; tudo é vaidade" como já dizia o pregador.


 

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