terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O JARDIM DA FELICIDADE - SP

Quando a tristeza invade a  felicidade - a inundação que trouxe a  angústia no jardim




São Paulo, 10 de janeiro de 2011 .A chuva caiu do céu como se fosse uma rocha esmagando tudo. Não poupou o fraco e o forte, o orgulhoso ou o humilde. Ricos e pobres sentiram na pele o poder que vem da natureza. A previsão do clima avisou. As nuvens se formaram, a tragédia veio junto. A água corria por cima da face da terra com poder de fogo e de morte destruindo vidas e trazendo a calamidade.
    O Jardim da Felicidade está localizado no Bairro do Tremembé, Zona Norte de São Paulo. Um deslizamento de terra deixou três casas soterradas. Os moradores tentam e não conseguem salvar alguns objetos pessoais e eletrodomésticos. No mesmo local, morreram mãe e filha por causa das chuvas. 
   Ironicamente os céus transformaram o Jardim da Felicidade num cemitério de tristeza e sofrimento. Cada um por sua vez lamentava a perda dos seus bens materiais. Labutaram tanto para conseguir seus pertences e agora como num abrir e fechar de olhos tudo foi destruido pelo poder incontrolável da natureza. Onde estaria agora a felicidade? As lágrimas nos seus olhos contavam outra história. Parecia que a alegria naquele jardim era apenas uma fábula ocorrida num lugar distante. A quem poderão recorrer, se as autoridades como sabemos fazem pouco caso dos que passam por esta tragédia e fica apenas o espetáculo produzido pela mídia, e a letra impressa nas páginas de jornal. Não adianta nesse momento discutir de quem seja a culpa. O  que importa é a ação que possa diminuir o sofrimento e a desolação que toma conta destes corações inundados de dor e sofrimento. A natureza segue o seu caminho e às vezes podemos até nos culpar por atravessá-lo. Resta-nos agora sermos solidários e ajudar aquele próximo, vítima da chuva torrencial. Não importa se você acolheu apenas um no meio daquela multidão de desesperados. Não importa se dermos um pouco de pão, ou um armário usado guardado la num galpão. O amor pelo nosso irmão, a mão estendida, a caridade distrubuída de graça. Isto sim nos satisfaz o espírito. São Paulo está alerta. A chuva de verão pode ser nuvens passageiras. Mas podem vir com poder enorme de destruição e ruína. Você é responsável pela obra que reconstruirá de novo a alegria e a felicidade. Os que foram vitimados pela forte chuva espera a tua mão estendida.

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