quarta-feira, 14 de julho de 2010


PRECONCEITO: UM VIRUS LETAL


Preconceito segundo o dicionário Aurélio significa:
1. conceito ou opinião formado antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos; idéia preconcebida;
2. Julgamento ou opinião formada sem se levar em conta o fato que o conteste; prejuízo.
3. P. ext.: superstição, crendice; prejuízo.
4. P. ext.: Suspeita, intolerância, ódio irracional ou aversão a outras raças, credos, religiões, etc.
Quem já foi ou continua sendo vitima de algum preconceito, sabe muito bem o peso que tem o significado desta palavra. Uma pessoa discriminada pode não se sentir bem no seio da sociedade. Ela se vê cobrada a todo o momento a assumir uma postura, uma idéia, um tipo que satisfaça a mentalidade dos que estão ao seu redor, como simples expectadores. E muitas vezes, é este o papel que tem a sociedade. Ela se comporta como alguém que está assistindo um show. Ela critica, menospreza, valoriza ou não os personagens que estão fazendo aquela peça. Se o personagem não age com desenvoltura e talento determinada ação, ou não representa bem o seu papel, ou se os inverte, então será alvo da critica ferina e destruidora dos tais expectadores. O personagem e você, discriminado por algum suposto motivo. Os que assistem são os que te rodeiam, a sociedade, ou parte dela. A peça é a própria vida que vive o discriminado.
Determinado setor da sociedade e às vezes toda sua essência, deseja que aquela pessoa pratique, viva, assuma suas regras, seus mandamentos. Ora, o ser humano não é um robô, um computador pessoal que realiza possível tarefa programada pelo operador. Ele pensa, reflete, é inteligente e procura seguir e cumprir seus propósitos. No mais profundo sentido do livre arbítrio ele tem a liberdade de se expressar segundo seus paradigmas. O ser humano procura aquilo que lhe é mais convincente, segundo seus protótipos. Aprovada e defendida por uns, motivo de escracho e indignação de outros ela segue incólume e decidida no seu destino.
Existe outro tipo de pessoas discriminadas que procuram banir do seu universo aquilo que as torna intransigentes para com a sociedade. Não se sentido bem com o seu estado procura alterá-lo. É ai então que buscam integrarem-se e se entregarem aos sofismas e regulamentos que a sociedade impõe. São rebeldes para consigo mesmo, procuram às vezes fugir debalde de sua própria personalidade. "Ah! Eu preciso perder uns quilos!", "Nossa, eu bem que gostaria de ser uma ʹpessoa normalʹ, ser como ʹtodo mundoʹ, mas ainda não estou conseguindo..."
Pela pressão que a sociedade lhe impõe há um grupo de vitimas de preconceito que passa a se aborrecer. Então este é o momento de assumirem o que o mesmo lhe oferece, ou melhor, submete-o. Não importa o que ele seja, pensa, ou pratica. É quando a sociedade mostra todo o poder de mudar a percepção de certos indivíduos. O ser "individual" passa a ser "todos" e vice-versa. Ele passa a ser moldado por outras "individualidades".
Individuo e sociedade são conceitos criados pela cultura humana, de aspecto difícil às vezes de se entender. Às vezes a sociedade molda o individuo, e de repente este molda aquela. O "uno" cria o "todos" constantemente e vice-versa.

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