quinta-feira, 12 de março de 2009









A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA



Eu reafirmo a família como a célula mater da sociedade humana. Já foi dito várias vezes que quando a família vai mal, toda a sociedade padece. Quando os direitos da família são negados, e os seus valores "marginalizados", então as suas colunas são abaladas. Um aspecto tenebroso sempre está a cada dia ganhando mais espaço no seio dos lares. É a violência doméstica que é o desrespeito, o preconceito, a desvalorização da mulher, da esposa. Enquanto o ser humano não aceitar o conceito de integridade familiar jamais será a violência doméstica banida da sociedade.

Como o ciúme doentio, a infidelidade conjugal, o adultério, a violência doméstica é mais outra forma de destruir a essência do matrimônio que é a construção da família. Ela abre profundas feridas em suas vítimas. Os filhos portarão este trauma durante toda a vida. A esposa, às vezes, guardará no silêncio a sua dor e não abrirá a sua boca. Muitas vezes elas até podem aceitar aquilo resignadamente. Elas acham que "isto é da vida de casado", que é a sua cruz, que devem "sofrer por amor"...Infelizmente o machismo criou idéias preconcebidas que foram impostas nas mentes ingênuas. Uma união matrimonial não se fará de sobressaltos, com idas e vindas.

A mulher tem um potencial na sociedade. Deve haver um equilíbrio entre as duas partes, esposo e esposa, homem e mulher. Eles deverão ser uma só carne, um só corpo. Isto se inicia na afirmação da aliança conjugal entre ambos. Quando um equilíbrio é rompido, então os direitos são negado e um ou outro será subjugado, desvalorizado. A prole não padecerá menos porque também é vítima fatal da violência doméstica.

Este mal propagar-se-á como uma espiral envolvendo toda a sociedade. Uma família onde a dignidade entre seus menbros é respeitada formará a sociedade pura cujos direitos e deveres jamais serão desqualificados. É por isso que ela, a família, é o gérmen, a semente da sociedade.

É vital que a mulher busque, lute pelos seus direitos. Não se cale diante da violência que lhe é imposta barbaramente. Se não houver a denúncia, não haverá crime; onde a lei não chega não há pecado segundo a Bíblia.

Deus ao formar o primeiro casal humano, imputou-lhe direitos e deveres. Ele ordenou que aquela família enchesse toda a terra, não apenas em número e quantidade, mas que também multiplicasse o respeito mútuo, a fidelidade entre ambos. Infelizmente, há muitos casais que não se valorizam, não se consideram, e este mal da violência doméstica espalha-se mais e mais no seio da sociedade cada vez mais desfamiliarizada, banalizada. Isto não pode ficar assim. A impunidade deve ser posta abaixo. A mulher como ser humano deve reclamar os seus direitos, abrir a boca, denunciar.

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