terça-feira, 3 de março de 2009





ATEÍSMO
A Crença dos que Não Crêem

O que me parece quando alguém afirma que não existe um ser supremo criador de tudo o que existe, é que ele próprio está afirmando a existência deste. Ora, ninguém perde tanto tempo negando algo que não exista. Já me explico: se nego a existência de de Deus ou seja qual for o nome usado para designar o autor da vida, então na verdade está afirmando a sua existência. Ora, o ateu nos pede uma prova e de repente a prova está nele mesmo e o tal não tem inteligência para ver isto. Ele próprio já é uma prova cabal de que um criador supremo e inteligente o criou, o projetou. É como se de repente o feitiço voltasse contra o feiticeiro, a estrada guiasse o automóvel, ou as trevas se tornassem em brilho ofuscante.
Cientistas, sábios, estudiosos, ignorantes, leigos, pobres e mendigos em suas mentes podem negar aquele que o criou. Negar sua própria existência. Negar a Deus é o cúmulo, o ápice da ignorância, o néscio em toda sua magnitude. Ora, eles dizem que não creem, que não seguem nenhuma religião e confundem-se a si mesmo. Me parece que o ateu ao negar o Autor da Vida, na verdade está reconhecendo que Ele existe. O ateu é um vazio existencial do ser humano, a crise existencial. É aquela velha indagação do ser humano: "Quem sou? De onde venho? Para onde vou?" O ateísmo torna-se então um álibi muito bem esquematizado para encobrir, não considerar, ignorar estas questões, as quais podem nos ajudar, ao invés de prejudicar-nos. Eles, os ateus, não se sentem muito à vontade diante destas perguntas. Preferem ocultar-se sob o véu da não-crença, são vítimas de si mesmo.Eles não tem compromisso consigo mesmo, não se sentem bem diante do fato de se considerar a realidade de um Criador, de um Deus Todo-Poderoso que rege os poderes do Universo. No íntimo do seu espírito o ateu na verdade está provando que está inconformado consigo mesmo. Provam assim que não se amam, são frios, insensíveis, néscios e seus caminhos tortuosos podem ocultar-lhes o laço do passarinheiro, no qual acabarão por sucumbir. Se é que já não caíram.
Ora, os ateus nos pedem a prova cabal da existência de Deus. Eu também lhes pediria a prova irrefutável, a prova final, apoiada até por experimentos científicos de que Deus não é uma realidade. A nossa volta há mais indícios da existência de Deus do que o contrário. A ciência mais o aprova do que descarta.
O não-ser não pode gerar o ser, no caos não pode surgir a ordem. Do irracional não pode advir o racional.
Que o ateísmo possa me apresentar esta prova irrefutável da inexistência divina, deste vazio teológico, mesmo provado cientificamente. Então me calaria e não prosseguiria, e me sentiria a vontade para assumir minha ignorãncia teológica.

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