terça-feira, 24 de fevereiro de 2009


ESAÚ E JACÓ


Genealogicamente dois irmãos. Historicamente, dois inimigos mortais. Dois personagens que provaram do mesmo ventre, tomaram do mesmo leite e sentaram-se no mesmo colo materno. Uma saga iniciada nos confins do deserto de uma terra que deveria ser hoje exemplo de justiça, amor, prosperidade... Mas que até hoje tem o sangue dos seus inoscentes enchendo suas plagas em detrimento de interesses mesquinhos de outrem. Por acaso eles esquecerma do mel e do leite e partiram e busca de ervas amargas? Em vez de uvas estão colhendo espinheiros; no lugar de leite, assolação, temor, ódio, ambição. Eis o que parece ser um fiel retrato de duas nações inimigas, onde cujos corações o desejo pela destruição cresce a cada passo dado. Trégua e uma palavra morta em seus discionários, porém repletos de palavras sanguinárias.
Uma guerra onde os aspectos políticos e religiosos se sobressaem afogando o mais ínfimo sentido de humanidade, de amor e reconciliação. Já não há mais sentido esta guerra entre Esaú e Jacó. "Mas Deus está neste negócio, Ele vai dar vitória a Israel. Esaú (Edom) é um inimigo do seu povo que tem que ser derrotado." Tais argumentos não tem tanta força como a 2.000 anos atrás, quando da vinda de Jesus Cristo a esta terra. Israel perdeu algum dos seus direitos desde que Jesus encarnou entre nós. Ele mesmo afirmou que veio para os seus mas não o receberam.
O próprio Israel desprezou a esperança de sus vitória. Jesus então ordenou aos seus discípulos que divulgassem o seu evangelho (a boa-nova) a todas a nações, até os confins do mundo.
O apóstolo Paulo afirmou: E não pensemos que a palavra de Deus haja falhado, porque nem todos os de Israel são, de fato, israelitas; nem por serem descendentes de Abraão são todos seus filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência. Isto é, estes filhos de Dus não são propriamente os da carne, mas devem ser considrados como descendência os filhos da promessa (Rm 9, 6-8).
O verdadeiro Israel guardará os mandamentos do Senhor, reconhecerá o evangelho de Jesus e participará da Nova aliança consumada pelo cordeiro sem mancha no alto do Calvário.
Ele será motivo de alegria para o Senhor Deus e terá todos os seu inimigos derrotados: Que lhe disse, porém, a resposta divina? Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram os joelhos diante de Baal. Assim, pois, também agora, no tempo de hoje, sobrevive um remanescente segundo a eleição da graça. E se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça. Que diremos, pois? O que Israel busca, isso não conseguiu; mas a eleição o alcançou; e os mais forma endurecidos, como está escrito: Deus lhes deu espírito de entorpecimento, olhos para não ver e ouvidos para não ouvir, até ao dia de hoje (Rm 11, 4-7).
Ora, o Israel de Deus não são os da carne, mas os que guardam Seus mandamentos. Para estes, sim, Deus preparou um porvir numa terra eterna, onde corre leite e mel, onde os seus inimigos não mais os perturbarão. Não será pela própria força, fazendo justiça com as próprias mãos que Israel resolverá os seus problemas religiosos e politicos. Na carta de Paulo aos Romanos está escrito: Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus. Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê (Rm 10, 3-4). Israel desprezou o plano de Deus, uma nova aliança selada através de Jesus Cristo no alto do Gólgota. Jesus, o cordeiro sem mancha, é a justiça divina, a inteligência de Deus que resolveria os problemas religioso e político do povo de Israel. Depois de caminhar dispersa entre as nações da terra, como ovelha que não tem pastor, Israel agora volta com força (e com violência) desejando tomar para si novamente o que foi tomado, por sua própria culpa.Mas o seu esforço será em vão. Continuará a sacrificar o sangue inoscente derramado na terra. Mas de nada adiantará. Dus não está no meio desta guerra. Os 300 de Gideão de há muito se foram do campo de batalha. Há um inimigo que continuamente assola os filhos de Abraão, o qual é o seu próprio coração. Enquanto ele não reconhecer a Jesus Cristo como o seu enviado (messias). Então todos os seus conflitos se resolverão. Infelizmente Jesus é considerado pelos filhos de Abraão como apenas um grande profeta que surgiu entre eles. Porém um outro Israel desfruta agora da justiça de Deus, da nova aliança através de Jesus Cristo. Para este novo Israel não existe um oriente médio assolado pela guerra, ou uma faixa de Gaza banhada pelo sangue sem culpa.
O novo Israel também está espalhado entre as nações. A diferença é que ele não anda disperso como ovelha que não tem pastor. Ele guarda os mandamentos divinos e buscaram a nova aliança através de Jesus, o messias. Ele será o povo escolhido, a nação santa, que habitará na nova Jerusalém. De seus olhos será enxugada toda lágrima e a prosperidade habitará ao seu lado. Deus se refere a este povo falando a Elias: "Reservei para mim 7.000 homens, que não dobraram seus joelhos diante de Baal" (Rm 11,4).
O conflito no Oriente Médio se resolverá. Mas Israel como nação nescessita aceitar a justiça divina, a nova aliança anunciada por Jesus Cristo. Ele precisa depor suas armas mortíferas, destruir suas minas, entregar os seus caminhos ao Senhor. Quando Israel responder como Pedro a Jesus: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo", não mais tropeçarão com o seu pé em pedra e então "Virá de Sião o Libertador e Ele apartará de Jacó as impiedades" (Rm 11,26)

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